#TheGame23 - Enter the Rabbit Hole








Project 00AG9603 - #TheGame23 mod 42.5 level 5

"00A G9603 develops as a self-organizing organism, connects with the virtual environment through its hosts (admins) by arranging the surroundings randomly for its own autonomous purpose" - Timóteo Pinto, pataphysician post-thinker

"00A G9603 se desenvolve como um organismo auto-organizativo, conecta-se com o ambiente virtual através de seus hospedeiros (admins) organizando os arredores randomicamente para seu próprio fim autônomo" - Timóteo Pinto, pós-pensador patafísico



quinta-feira, dezembro 25, 2014

FNORD, mais que um movimento

O Livro que vem para revelar todas as Verdades e as relações Discordianas com as Sociedades FNORDIANS.

O Livro que trás as revelações de uma iluzminação mais profunda!

O Livro que trás as revelações reveladoras....

FNORD, mais que um movimento ,e mais um livro discordiano.....

Vejam aqui!!
http://dark-night7.webnode.com/products/fnord-mais-que-um-movimento/

O livro livrado

quarta-feira, dezembro 17, 2014

0,00001% de FNORD


As palavras virulentas adquirem força perante o abismo do caos (caótico?). Palavras que mesmo sem saber o que significa pode causar danos irreparáveis... Algumas delas nem se pode ver. Uma delas é FNORD!
Essa palavra que invadiu todos os lugares espalhando mensagens desconhecidas foi detectada em um radar militar da Bugária. Não se sabe o porque nem de onde.

A respeito  disso, o que se sabe de FNORD meu caro? Difícil questão neh?

"1.     Das Trevas veio o oculto para a revelação mundial.
2.    Os anunnaki sabiam desse momento desde o princípio.
3.    Esses que fingem não saber sabem da verdadeira arte.
4.    Até os mais velhos já sabiam.
5.    Com quantos Mindfuck se cria uma confusão?
6.    Com quantas perguntas se obtém uma resposta?
7.    Os ratos são feitos para sujar.
8.    A culpa invade a podridão do mundo.
9.    O fogo queima cada um que se arrepende em vão.
10. O perdão não tem lugar para o ego.
11.  Depois que as trevas se dissipam a luz prevalece para queimar a pele dos que não viam a luz.
12. Esses viveram seu modo particular.
13. Nem todos precisam da sua luz.
14. Alguns odeia a própria luz.
15. Outros procuram luz exterior.
16. De um modo geral as asas são mais asas, são libertadoras de FNORD."

sexta-feira, dezembro 05, 2014

GÊNESE

GÊNESE
1. No princípio, Deus criou os o caos e a ordem.
2. A o caos estava informe e vazia; a ordem cobria o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as ondas de probabilidade quântica.
3. Deus disse: "Faça-se a lulz!" E o lulz foi feita.
4. Deus viu que o lulz era bom, e separou o lulz da ordem.
5. Deus chamou à lulz humor, e à ordem seriedade. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi a primeira piada.
6. Deus disse: "Faça-se um firmamento entre a discórdia e a confusão, e separe ele umas das outras".
7. Deus fez o firmamento e separou a discórdia que estavam debaixo da maçã dourada daquelas que estavam procurando.
8. E assim se fez. Deus chamou a maçã dourada de Sagrado Kaos. Sobreveio os rumores e depois a malícia: foi a segunda piada.
9. Deus disse: "Que as piadas que estão debaixo dos caos se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento discordiano." E assim se fez o discordianismo.
10. Deus viu que era bom.
11. Depois da maça dourada, fez o verme que nele habitaria. Então chamou o verme de “verme dourado”.
12. Deus disse: "Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. Eis que vós dais todas as possibilidades de criação”
13. Deus deu a oportunidade de criação infinita à sua obra. Deus viu que era bom (por enquanto).
14. Tendo Deus terminado no vigésimo terceiro dia a obra que tinha feito, desistiu do seu trabalho.
15. Ele abençoou o dia 23 e o consagrou, porque nesse dia repousara de toda a obra da arte.
16. Tal é a história da criação do todo e que um dia iria ser consagrado como o Discordianismo.
17. A discórdia propagou sobre o Universo procurando cada espacinho subquantico inexistente.
18. A criação gerava e gerava o nada para gerar o tudo confuso na sopa primordial do caos.
19. A confusão estava estagnada nos anseios de toda criatura  que estava por vir.
20. Os jogos de incoerência era aquilo que espelhos quebrados iria devolver e as grades que iriam se por sob janelas.
21. Deus proclamou em verbo a sentença: “Os iluminados sofrerão bug mental”.
22. E ai surgiu o paradoxo.
23. Deus abençoou o Universo em sete dizendo: “Aquele que consegue se libertar, obterá a iluminação sagrada da liberdade. Nada neste Universo é absoluto. Nada neste Universo é Verdadeiro. Tudo é permitido”.
24. E assim Deus lança o Dado de 23 milhões de lados para o jogo universal do Universo de sua mente relativa. Deus disse adeus dizendo FNORD.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

OS ERRES DO MARROCO DO PLUMAS ORRANTOS O CELERIDAS

Aquilo que vivia dentro do estômago do espelho, era, de acordo com as intuições de um conjunto de instituições neuronais, um macaco. Este macaco, na verdade, não era um macaco. A razão das instituições neuronais discordavam das intuições, pois as mesmas, afirmavam categoricamente que os espelhos não tinham estômago, eles eram manifestações do divino no plano material, e, sendo assim, estava justificada a existência efêmera, temporalmente limitada dos espelhos. Algumas razões discordavam entre si sobre alguns aspectos, e algumas ainda imaginavam que a ideia das intuições não era de todo descartável, apesar de serem erradas quando consideradas integralmente.---------------------------------------------------------------------
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A noite é algo onde muitas coisas acontecem. Com esta idéia a flutuar por dentro de si mesmo, o espectro rolante sequestrador de mentes se desviava dos flashes de falso rosnar (cujo o reflexo embrulha e paralisa o objeto que tocou, num mecanismo virtual de motivação real inerente ao sistema). As mentes e seus nervos históricos, devidamente desfigurados (numa mutação que os faziam se sentir  configurados), ocupavam o espaço aos arredores do grande muro, que projetava uma sombra gigantesca e imponente ao longo do quintal de mentes.

Dentro da sombra, todas as mentes eram institucionalizadas pelo sistema internacional de esculturas de nervos e ferramentas de compensação, onde eram transformadas num objeto pesado e quase inanimado, espremido numa pequena esfera à uns três metros da superfície trevosa, onde cada mente tinha sobre si um espelho, e nenhuma delas tinha consciência plena disso, pois nunca viveram efetivamente na superfície, e mesmo que chegassem lá, estariam muito longe da selva, que é onde se descobre o que torna as mentes cônscias de si mesmas. O muro era apenas uma parte do controlador de mundo, que por sua vez era parte do que compunha a satisfação do grande dono. O grande dono era um macaco poderoso, do tipo de macaco que não gostava de coisa de macaco, mas sabia muito bem como elas funcionavam, e como se fazia para mexer com elas e montar um robô macaco. Foi assim que ele chegou onde chegou, após descobrir que os macacos tinham dentro de si os galhos interiores, por onde eles buscavam, através, do passado, pela banana dourada. Ao não gostar de macacos, o grande macaco passou a enxergar os macacos de um novo ponto de vista, um de onde foi possível perceber que os galhos interiores só ganhavam cor e sentido depois de os macacos verem e viverem sobre os galhos do exterior, e tudo quanto era macaquice se podia resumir em uma composição da ação da banana dourada e da ação da casca da banana. Estava em tudo, nos olhos do tigre, nos besouros da árvore, na coceira na cabeça, no galho frouxo, no cipó que não era cipó, nos gases do pai macaco e em Itapecerica da Serra. No antes, no agora e no pé de cupuritana-acupurana (na verdade isso era uma rolha, mas na verdade, a rolha não está na boca da garrafa, nem nas barbas do ancião, o que a torna um pé e meia, ou ainda, um pé de cupuritana-acupurana). No por vir, no por do sol, no por que. No que de queijo, no que de que? "¡OVO!" disse um sombra gigantesca por trás das nuvens.  Neste momento um ovo caiu dos céus de algodão, destruindo a nação de bactérias que se preparavam para virar algozes de uma formiga que havia perdido uma pata ao cair do topo de uma árvore alta o suficiente. As bactérias, incapazes de ouvir o fim do sermão, por estarem mortas, jamais poderam ver o MARROCO, que ficou chocado e então voou, defecando eventualmente sobre os formigueiros e sobre as bactérias, entre um alpiste e uma maçã. 

Na cozinha da escola de Jurimão, (que apesar de nunca ter existido -cozinha, escola e Jurimão- ensinava todas as coisas a plantarem Jurimão dentro da palavra coisa, que por sua vez iria se abrir, para que as flores de Jurimão continuassem não existindo violentamente, abrindo cortes em tudo que a palavra coisa estivesse contida), havia um papel, que ao haver, houve por 563,42479012 minutos (e mais uns quebradinhos), que ao findarem, quebraram esta inVerdade: o papel está na cozinha da escola de Jurimão.  Pela janela podia-se quebrar nozes, e também, ver o vento a arrevirar as folhas de outono. O Voar Do Marroco. O papel, avoado.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

DISCORDIANOS FAMOSOS


O discordianismo é mais antigo que muitas religiões. Na verdade ele foi a primeira de todas! Sim, a primeira. Eva recebeu a maça de Samael, a cobra e ali estava a Deusa Éris causando discórdia. Eva levou à Adão onde ambos caíram na trolagem da Deusa.
Depois de séculos passando quase em branco, o Discordianismo teve o primeiro Discordiano denominado BIDIDA GADA, que foi um  sumério da Suméria. Seu nome significa Cerveja mijada (BID-DiDA, variações, cerveja cacada/defecada) o jovem (GADA, jovem, pequeno). Esse foi o iluminado primeiro que compreendeu e descompreendeu em seguida após entender. Bidida viveu até morrer.
Depois de Bidida se teve notícia apenas na Grécia antiga, onde a deusa foi disseminada e leiloada por mercadores da Babilônia pós-moderna. A maça dourada teve sua origem ali, bem ali mesmo. Mas foi feita de prata porque o ourives não tinha ouro para a confecção, logo a primeira maçã dourada era falsa. Alguns especulam que teria sido feito por um devoto que estava querendo enviar uma mensagem pelo tempo.
Na Grécia os Discordianos foram enchendo os teatros. Um Discordiano naquela época era filósofo também. Grandes pensadores estavam entre eles, Pitágoras foi um. Descobriu as bases da matemática e estabeleceu a lei numérica, onde diz que tudo é número. As equivalências de Éris em número foi descoberto por Pitágoras.
O próximo discordiano foi Isaac Newton. Descobriu a lei da gravidade com um insight enviada pela glândula pineal. Éris com sua maça divertida iluminou o menino de vinte e tantos anos. Precoce, Newton logo se converteu em Discordiano e promoveu um clube para discordianos e converteu mais alguns de seus colegas. Nessa época ele fingia que estudava para pregar a palavra da Deusa e assim ser iluminado outras vezes, como quando desenvolveu o cálculo (derivadas e integrais). Sua rivalidade com os Iluminati (Robert Hook, presidente da Royal Society) fez dele inimigos mortais. Depois que assumiu a  presidência conseguiu proclamar a palavra FNORD em seus círculos. Há um documento perdido, que foi achado, que conta que seus estudos alquímicos era em busca da larva dourada.
Talvez a figura mais conhecida da época medieval, além dos reis, seja o bobo da corte. Estes eram discordianos que pregavam o Humor aos povos disseminando a palavra FNORD pelos quatro cantos do mundo. O bobo da corte foi uma figura importante para o processo evolutivo do Discordianismo. O mais famoso bobo da corte foi o Bobo Da Corte chamado Bobo da Corte.
Hoje em dia muitos discordianos vivem tranquilamente (quase) com sua religião devotada à Deusa. São artistas, cientistas, loucos entre outros. Muitos são e não sabem. Hoje os Discordianos estão mais unidos e lutam pela revolução humorística e espalham a discórdia e confusão pelos quatro cantos. Escrevem coisas falsas parecendo verdades para confundir os que leem por isso a ultima lei discordiana é: não acredite no que você lê.
A discordiana mais famosa dos tempos modernos é a Narcisa. Sua conduta é de extrema discordianista. Sua mente confusa espelhando a confusão faz dela iluminada.
Todas as religiões estão contidas nela e ela é a única suprema de todos. Somos todos um só e só todos somos. Ave Éris, Hail Éris, a discórdia não pára.

Dark Night

Twitter: @Dark_one_Night

terça-feira, novembro 25, 2014

A LENDA DO COME COME



Surgiu muito antes do tempo existir, essa lenda trata do come come. O que é o come come? É um ser que come. O que ele come? De tudo. Até você se não se cuidar.
Ele agitava o cosmo com sua identidade suprema. Ele comia de tudo. Um dia estava cansado de comer o que ele queria e resolveu criar coisas novas para comer. Ele criou um universo novo!
Bolou tudo no banheiro, durante sete dias projetou um universo para ele comer posteriormente e então pôs em prática.
Quando ele havia terminado tudo ele podia comer o que quisesse! Coisas novas para ele comer. O come come foi feliz por anus, quero dizer, anos. Ele comeu os dinossauros e depois de se cansar ele os destruiu... Fez os humanos, comeu uma humana da qual seu filho posteriormente reclamou herança que lhe era por direito. Bem... O que ele conseguiu foi uma cru...Bem!
Continuando a história (que deve ter irritado muita gente) acaba por aqui.
O que se sabe disso é que me chamarão de idiota para cima! Mas é a lenda do come come.
Parece que ele virou o PAC MAN depois.
Na real eu não sei.

?

sábado, novembro 22, 2014

LIVRO DE WABBAJACK



Parece que Éris tinha um amante...(Hmmm Safadinha!)
Os boatos que rolam por ai é que ela andava de mãos dadas com Wabbajack, o Deus Daédrico da Loucura.

Será que os dois  fizeram "secsu"?

Confira!

LIVRO DE WABBAJACK

FNORD
FNORD
FNORD

SE QUISER FAZER...ENTÃO FAÇA!!

DISCÓRDIA ABSOLUTA


Simplesmente quando sento aqui e me deixo fluir na viagem da glândula pineal (sem drogas, ok?!) me sinto apto de ser um pregador do caosoismo que é o meu discordianismo alternativo. Na verdade tem nada de diferente, apenas sigo minha cabala.
A Deusa foi generosa em me dar um pônei no último natal! Fiquei feliz. Seu pelo é branco e dois meses depois nasceu um chifre no meio da testa dele e virou então um unicórnio... Seria o unicórnio o cruzamento de um pônei com uma fada?
Quando escrevo coisas aleatórias eu movo a matriz das probabilidades e indo ao fundo do âmago suprarrenal das orcas assassinas em busca da criação suprema dos deuses!
A ordem é uma bagunça! Sempre desarrumando e de novo até chegar na desordem! A ordem é instável. A estabilidade é o caos! Ouçam surdos da montanha, ouçam as formigas urinarem (eu queria escrever mijarem, mas o corretor do Word aconselhou mudar) em seus olhos manchados de preto para te cegarem. Cegam para que você não veja a verdade diante de seus olhos. Sim!
Chica na balaia é a vó que vende miçanga. Tenho epifanias de ideias com discordianismo. O que as pessoas não sabem é que essa filosofia erisiana catalisa ideias passando diretamente pela razão. Ao ler um texto aparentemente desanexo, pode afetar uma rede de neurônios levando respostas aos seus questionamentos por insights!
Não sei se a piscina está quente, ontem eu fui ao bar da esquina pedir bolacha e me disseram que a igreja abre só as 10am de domingo. Seria isso um sinal de Deus? No céu tem pão?
As minhocas fazem buracos porque o tempo é relativo... Deixe me expressar melhor. Nada é absoluto neste universo. Nem mesmo as palavras que foram impressas em mimeógrafos no passado do tempo que se passou.
Estou escrevendo esse texto tão sóbrio quanto a máquina de sexo do andar de cima. Semana passada eles chamaram o síndico por causa disso.

Bem! Resumo da ópera. Tudo foi dito, nada se entende, portanto, se quiser fazer... faça!
#Fnord, #DançaDaMetralhaMaluca #Discórdia

Discórdia, a semente do questionamento dos sete universos.

Reino animal é o reino de carne podre
Reino vegetal é o reino de Vegeta

Reino mineral é o reino do sexo selvagem

quinta-feira, novembro 20, 2014

O ENCANTO DO NÚMERO SETE


Que número belo esse! Olha o sagrado deste número. Há sete camadas eletrônicas no átomo, as propriedades se repetem a cada sete átomos na tabela periódica, há sete cores distinguível no arco-íris, há uma infinidade de números antes e depois dele, mas ele está ali, no meio dos infinitos.
O Sete é um número primo. Seu quadrado é 49, que somando 4 + 9 dá 13 que é outro número primo. A família é grande e parece que o sete não quer ter filhos.
Para tudo que eu coloco os olhos eu vejo ele lá. Os sete círculos do pecado capital e os 7 curandeiros da ordem Horrin. Às vezes penso que ele não existe, um fruto da minha imaginação...
Dos números 666 podemos encontrar o número 7. Pegue o 666, subtraia um, o número único que representa o absoluto, e divida por 95, o número insignificante, temos quem? Exatamente! Ele! O número sete (7, VII). O sete está associado à visão. O mantra para se ter uma visão boa é SETE. Diga: SEEEEEETEEEEE. Repita várias vezes ao dia para o efeito desejado. É associado pois seu número em romano é VII. Vi com mais entonação contínua do i.
Se eu pudesse comer o sete eu comeria, teria uma noite de amor carinhoso e terminaria em um amor selvagem e depois voltava no carinho. Assim por sete vezes. O sete está ligado Venus, a Deusa do amor. Ah Venus... Lembro-me de ti nua ainda!
Não é a toa que “carinho” possui 7 letras. Outras palavras que contém sete letras:
1- Marinha
2- Caninha
3- Cachaça
4- Caralho
5- Vaginas
6- Lágrima
7- Setenta
Todo ciclo começa e termina em sete. O cinco está dentro do sete, mas o sete não está dentro do cinco. Deveria mudar a reposta sagrada de Cinco toneladas de linho para sete kg de algodão. Mas o cinco é o número do Caos, infelizmente. O pentagrama o evoca e invoca. O sete evoca todas as entidades planetárias e Deuses do Olimpo! Um a zero para o sete.

Retirado de Porão de Éris que foi tirado de uma cabala que ainda não existe


domingo, novembro 02, 2014

EU LI ISSO NA SOPA DE LETRINHAS DA DEUSA

POEMAS DO GIGI

Na lua de mostarda
Uma mancha na camisa azul se fez
Uma menina coitada
A caminha se desfez
Nada compara a sua mente
Pois de repente percebeu
Quando viu que sua voz mente
Ela então adoeceu....

Cavalos saltitantes.

AS PERNAS DELAS SÃO MAIORES QUE SUA CABEÇA

Todos headbanguer, vão colher o metal nas plantas da discórdia. Todos aqueles que quiserem sonhar em ser o mestre, deve ter em mente o exemplo, a referência em maestria. Sigam-me. Mas não no twitter, por que isso eu não tenho.

Os alunos de engenharia discordam que o leite integral emagrece, ele engorda. Depende  da vaca também, se for magra até que não... 

A LOUCURA (Não, a Lou não cura nada)

Estava eu comendo meu assado de calabresa quando de repente me senti sugado em um buraco negro.
Fui parar em uma dimensão desconhecida. Lá era tudo rosa e tocava músicas do Franz Ferdinand. Não havia árvores e nem água. Apenas um céu rosa com chão rosa e pôneis malditos peidando arco-íris. Um ser veio e me entregou um pergaminho da qual o conteúdo está logo abaixo:

A LOUCURA

1.      Esses laços cor de rosa que amarram as cabeças dos que pensam.
2.      Pobres coitados! São atormentados por seu próprio destino.
3.      Oh Deus! Me perdoe por amar.
4.      Esse ódio dentro de mim me perturba!
5.      É como se tivesse leões comendo o meu ego!
6.      Me deixe em paz! Essa loucura precisa terminar.
7.      É o direito lutando contra o esquerdo e o esquerdo conta o direito.
8.      É a razão contra o amor e o amor contra a razão.
9.      Quem está certo?
10.  Preciso de respostas...
11.  Vou até o infinito para tal.
12.  É por isso que o amor deve estar de baixo da vontade.

13.  Loucura é negar.


Depois de pegar o pergaminho eu não lembro como sai de lá. Voltei imediatamente ao meu assado de calabresa com um rolo de papiro cor de rosa com o selo da maça dourada...


domingo, outubro 26, 2014

Era uma vez, Bergamota.

Era uma vez, uma ilha tomada e comandada por lhamas. Nenhuma delas escovava os dentes, pois não achavam necessário. Cada qual tinha seu par de bengalas e seu colete cervical, e agora a moda era usar um chiclete mascado na ponta do nariz.

Um dia, uma delas resolveu sair da ilha. As outras lhamas pensaram: “Mas que absurdo, azeitonas não têm caroço!” e isso deixava a lhama que saiu, muito triste. Ela sabia que teria de aceitar as consequências de sua escolha agora que estava sozinha. A sociedade das lhamas enojava todas as que saiam da ilha, e não aceitava de forma alguma que qualquer uma delas retornasse. Bergamota, a lhama viajante, se foi pra todo sempre e as outras ficaram para trás jogando xadrez, tomando chá com baratas e fincando cabeças humanas em estacas. Enfim, sendo felizes.

Agora Bergamota estava só, com apenas um capacete de queijo entre as orelhas e uns três biscoitos de alho poró no bolso. “É bastante dinheiro, dará para duas semanas ou mais”, pensou ela.
O rumor foi espalhado pelos besouros: “Mas como essa desgraça dessa lhama saiu da ilha, sendo que é popularmente sabido que nenhuma delas sabe nadar e que a todas lhe faltam polegares opositores para construir barcos?”. A resposta eu lhes dou: Saiu voando! Não é isso que as lhamas fazem, ora bolas?
Ela voou durante três dias enquanto a luz diurna banhava o mar de groselha, os vales de pudim, os picos de sorvete de baunilha e a floresta de chaves-de-fenda. Sempre procurava abrigo quando a noite chegava. Sabia desde que seu primeiro tufo de pelos lhe preenchera as costa, que a noite era das criaturas libertinas, vis e sádicas que se drogavam com luzes artificiais e promoviam bacanais estroboscópios.

Enfim, ela chegou ao continente e foi morar dentro de uma caneca espaçosa na cidade de Câncer, que era bem parecida com Peste Bubônica, mas tinha mais galões de oxigênio (o que era de certo modo mais legal). Se estabelecer lá foi bem mais difícil do que o esperado. O biscoito de alho poró, não era a moeda corrente no continente. Lá eles usavam miçangas-multicoloridas. Na casa de câmbio, seus três biscoitos deram para apenas uma miçanga dourada, que foi gasta aos poucos, mas que não durou muito tempo. Como consequência da falta de planejamento financeiro, tomaram-lhe a caneca com uma ordem de despejo e ela foi parar na sarjeta (guardem bem essa lição, crianças).
Logo ela estava no sujo mundo das luminárias entorpecentes.
Aprendeu que, com um pouco de influência na comunidade sub mundana, podia se encontrar luminárias de todo tipo. Cada qual com seu efeito. A famigerada luminária-de-mesa-de-consultório-odontológico era de longe a mais devastadora, e por isso, a mais popular. E a preferida de Bergamota, que trocando favores, um dia conseguiu ter sua própria.
Quem passava pelas imundas ruas daquele lugar, podia facilmente vê-la atirada ao chão pedindo por uma tomada onde pudesse ligar sua luminária por alguns minutos. Alguns dizem que houve uma vez em que ela se deixou aproveitar por um gafanhoto (tudo porque ele lhe havia concedido dois dias ininterruptos de tomada liberada). Outros dizem que vez ou outra, era possível vê-la acompanhada por uma nuvem de vaga-lumes conhecidos por cobrarem um preço camarada.
A vida de Bergamota se resumiu à libertinagem por durante muito tempo. Um dia, após ter de recorrer desesperadamente à luz stand-by de um VHS abandonado, ela se deu conta: “Puxa vida! Azeitonas não têm caroço!”.
Foi uma caminhada difícil para sair do mundo das luzes artificiais. Ela viu que precisava de ajuda e se juntou ao grupo de apoio Irmãos da Escuridão, qual lema era: “O Sol é nosso irmão, na noite só haverá escuridão”. Lá ela aprendeu a controlar seus impulsos e a se acostumar novamente com a luz diurna.

O tempo passou e finalmente Bergamota se curou de seu vício. Agora era uma lhama renovada, com novos planos. Resolveu que abriria uma cafeteria onde venderia jujubas e nada mais. Afinal, era uma cafeteria.
Agora que sabia como administrar suas miçangas, começou o pequeno negócio numa casinha na árvore. Tudo teria de ser feito usando salto alto. As jujubas são muito sensíveis.
Era um dia de trabalho comum, os clientes iam e vinham da cafeteria e deixavam lá suas preciosas miçangas. Bergamota se sentia muito bem, mas de repente ela escutou um sussurro. Não, não era um sussurro... Era um vento de memórias. Ah... como ela chorou! Chorou um rio, porque naquele momento tirou um fio de barbante magenta de trás das orelhas e se lembrou do Abacaxi que tinha conhecido uns três fósforos atrás (e nossa, como os fósforos passam rápido!). Lembrava como se fosse ontem. Foi numa festa de Nossa Senhora Das Impressoras Desfalecidas que ela tinha o visto pela primeira vez. Ele fazia parte de uma trupe de artistas nômades e os dois pensaram até em fugir juntos, mas Bergamota era muito nova, e sua mãe ainda era viva. Logo ela descobriu e proibiu a filha de ir. O Abacaxi jurou que a reencontraria um dia, não importava onde ela estivesse.
Coincidentemente, o Abacaxi se lembrara dela também naquele mesmo instante. Mas depois de tantos pães de queijo e gotas de chuva, era difícil saber se valia a pena tentar reencontrar aquela lhama biruta.


Os dias se passaram como se passa tinta numa parede de lodo. Os negócios iam de vento em popa, e a cafeteria agora ficava numa imensa construção inflável. Tudo ia muito bem, mas Bergamota ainda se pegava recordando do Abacaxi vez ou outra. Quando isso acontecia, as jujubas ficavam inquietas e chorosas.
Numa manhã de sol forte, a lhama começou a sentir calafrios. Alguma coisa estava errada, algo iria acontecer. Ela teve vontade de pegar o primeiro louva-deus automático que passasse, e sair dali tão rápido quanto um espirro de tuberculose, mas não podia. Algo a prendia em Câncer. De uns tempos pra cá, afim de tentar se esquecer do Abacaxi, Bergamota passou a aceitar os gracejos de uma certa Almofada-de-Alfinetes muito gentil e poética. Ela não poderia simplesmente assoprar os alfinetes e esperar que tudo ficasse bem.


Do outro lado da história, o abacaxi também sentiu calafrios, mas ao contrário de Bergamota, tomou um vidro inteiro de Decisão Concreta. A bebida mal lhe caiu no estômago e ele já sabia o que fazer. Pegou seu barriu flutuante e saiu da ilha dos abacaxis, cruzando os sete edredons aguados da insanidade e enfrentando muita névoa amarga no trajeto. Mesmo assim, continuava sem nem pensar em voltar. “Vale a pena” - ele dizia a si mesmo- “eu preciso dar um oi e umas amêndoas a ela. Se não fizer isso, prefiro ir pro alcaçuz que me parta e crepitar em suas chamas eternas”.


No continente, Bergamota já não podia mais se aguentar. Alguma coisa estava acontecendo, ela sabia. Ela se sentia angustiada e seu coração tinha virado uma uva-passa. A Almofada-de-Alfinetes não era boba e percebeu o vazamento de melancolia na lhama. Chamou-a para uma conversa e a companheira lhe revelou tudo. A almofada foi benevolente e Bergamota até se surpreendeu com a compreensão dela. De um modo desconhecido para as duas, elas sempre tiveram certeza, assim como A e Y são ESTE, de aquele dia chegaria. Era uma questão de cordas vocais até tudo acontecer. Resolveram que iriam se separar.  

Dalí em diante, Bergamota foi a mesma, mas mudou de cor. Não mais queria aquele castanho pálido, precisava de mudanças, se sentia diferente. Agora usava branco com pintinhas pretas, a mesma cor que usava quando conheceu o Abacaxi. Pensava nele todos os dias agora, e vez ou outra perguntava aqui ou ali, se não tinham visto um Abacaxi.


Após meses de viagem, o Abacaxi finalmente chegou ao continente e foi logo atrás de algo que fosse uma pista do paradeiro de sua lhama querida. Algo lhe dizia que ela não estava mais na ilha das lhamas, pois então só poderia estar ali. Mas antes de tudo, precisava repor suas energias.
Parado debaixo da sombra de uma árvore para descansar suas coroa de folhas, ele pensou: “Jujubas me cairiam bem agora. Onde será que encontro uma cafeteria?”. O pensamento saiu voando e foi parar no balcão de uma sapataria que funcionava bem ali, numa casinha na copa daquela árvore. O Cavalete-de-Pintura, que era o sapateiro, viu o pensamento entrar pela janela e parar em seu balcão. O leu e saiu à janela para procurar quem havia pensado naquilo. Viu então o Abacaxi ali em baixo da árvore.
-Oi! Você por acaso pensou numa cafeteria, meu rapaz?
O Abacaxi tomado de surpresa olhou para cima e viu o Cavalete esperando que ele lhe desse uma resposta.
-Sim, fui eu, sim Senhor!
O sapateiro então lhe disse que ali naquele lugar onde era sua sapataria, no passado havia funcionado uma cafeteria, que agora tinha mudado seu endereço para a colina seguinte.
-Não é muito longe, você consegue chegar lá sem se cansar muito- disse o sapateiro.
-Obrigado pela ajuda!- disse o Abacaxi e se foi andando na direção da colina seguinte. Não teve dificuldade em achar a cafeteria e logo que a avistou, saiu correndo e abriu as condolências do lugar, que rangeram lamuriosas de suas dobradiças enferrujadas.
Já quase desfalecido, ele pediu um punhado de jujubas de limão. As jujubas lhe foram entregues e ele viu como eram boas e suculentas.
-Oh, pela Deusa Maior, de quem são as mãos que cuidam tão bem dessas jujubas? – Ele em voz alta exclamou.
- São minhas- Bergamota respondeu assim que saia esbaforida de sua sala de preparo das jujubas. Reconhecera a voz de seu estimado Abacaxi e saíra correndo para constatar com seus olhos, o que seus ouvidos não queriam acreditar.
O susto foi TÃO GIGANTESCAMENTE GRANDE que se você procurar bem, ainda conseguirá achar uma de suas pintas rolando por ai. Aquilo era real? Como podia? Desafiava todas as leis aerodinâmicas das fiadeiras originais! Não era possível !
Eles ficaram se olhando profundamente por muitos botões (e por profundamente eu quero dizer BEM profundamente. Como um buraco daqui até a terra das malignas fendas atemporais). E depois desses incontáveis minutos, eles se aproximaram um do outro e...

Trrrrriiiiiiiiiiimmmmm!!!!
Ouviram? ...Parece-me a sirene do fim.

O QUE?! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA TERMINAR ESSA HISTÓRIA AQUI? NÃO! ONDE VOCÊ VAI?! VOLTE A ESCREVER SUA LOUCA!
ESPERE!

VOLTE!!



ESPERE!!! PRENDAM ESSA MULHER!

sábado, outubro 18, 2014

Um texto que estou postando aqui porque a Julia me enviou e estou postando, sem o consentimento da mesma, já que sou vidaloka

Se o mundo inteiro parasse agora, e todas as pessoas dentro dele parassem também, eu iria sair andando por aí. Roubaria um carro e iria para um museu. O museu imperial de Petrópolis seria perfeito.
Adentrar-me-ia nas dependências reais e me vestiria com um dos vestidos expostos. Entraria numa das carruagens e logo depois sairia, me tornando uma imperatriz cansada da longa viagem. Desceria os degraus do veículo, ajudada por um homem invisível, e me dirigiria ao escritório mais próximo. Nele, me sentaria à mesa de reuniões e teria uma enfadonha conversa de gabinete com todos os que jazem mortos.
- O que fazer com a falta de amor do povo, milady?
- Dê-os brioche!
Depois sairia usando só as roupas de baixo, pegaria meu carro e iria ás compras. Entraria numa casa qualquer que estivesse com a porta aberta e fosse bonita o bastante por fora. Os habitantes estáticos me olhariam com espanto e eu os imaginaria dizer:
- Absurdo dos absurdos! A Imperatriz está seminua!
Em troca, eu responderia:
-Vocês, criaturinhas vis e imaginárias, deem-me seus alimentos mais frescos.
Encontraria a cozinha e me abasteceria de cenouras, batatas, um pequeno pezinho de repolho, muitas maçãs, damascos e nozes (Ora, ora! Uma família bem abonada. Que sorte a minha). Voltaria abraçando tudo com certa dificuldade, agradeceria de todo coração os nojentos habitantes, guardaria as coisas no carro e assaltaria uma bela padaria.
Utilizando de um par de cenouras letais, subiria no balcão e diria à atendente que me vendesse a preços absurdos todos os pães e bolos mais suculentos.
- Vossa Majestade por acaso está fora de si? – Ela imaginariamente diria.
- Claro que não, ensaio de imbecilidade, não vê claramente qual é o meu plano? Entrei aqui assaltante, sairei daqui perfeita vítima.
Ela então, tomada por clareza, colocaria tudo de mais delicioso dentro de uma grande cesta. Eu, ainda em cima do balcão, roubaria astutamente uma balinha de café.
Com cesta em mãos e a balinha entre os dentes, sairia de lá me sentindo transtornada. Imaginem vocês, 8 reais por um pão de queijo de ontem.
Rapidamente picaria a mula de volta ao meu palácio. Mandaria as obedientes cozinheiras prepararem um delicioso cozido de legumes. Eu seria cada uma delas em turnos alternados e brigaria muito entre mim.
- Não sabes que deves tampar as panelas pra que a água dentro delas ferva mais rápido?
- Claro que sei, mas prefiro exercitar minha paciência.
Do outro lado da cozinha (é uma cozinha verdadeiramente grande essa):
- O que faz aí parada com essa colher de pau?
- Pretendia matar esta varejeira.
- Nada disso, vá logo avisar a majestosíssima imperatriz que o cozido está pronto.
Com tudo em ordem na cozinha, me dirigiria aos meus aposentos a fim de esperar que uma de minhas competentes cozinheiras me chamasse para a ceia.
Surpresa minha! Mal me deito e já escuto a batida na porta:
-Vossa Magnificência, o cozido está pronto.
Aprumada e devidamente calçada com um par de fabulosas pantufas felpudas quais os visitantes são obrigados a usar, sairia deslizando no soalho. Guiada pelo cheiro de comida, chegaria à mesa de jantar. Cumprimentaria toda a parentada insuportável e me escusaria por uns instantes (falha minha, esqueci de botar a mesa).
Me sentaria novamente, agora com a mesa posta, dizendo:
- Perdoem-me, estou um pouco indisposta.
- Onde estão suas roupas?
Era só o que me faltava, a tia imaginária mais insuportável resolveu dar-me o ar de sua graça.
- Não vê que é verão, velha medonha? Não me aguentava mais debaixo de tantas anáguas.
- Oh! Indolente ingrata! Me recuso a cear o mesmo que ti!
- Velha mal criada e cega! Não vês que teu prato não existe? Não há comida alguma aí! Nem mesmo estás a minha frente!
Ignorando a presença de todos os inexistentes, sairia marchando duro com meu delicioso prato de cozido em mãos. Sentar-me-ia no chão da sala de música e tomaria minha ceia fazendo barulho.
- “Shlrup” tomara que se engasgue, velha maldita “shlrup”!
Depois de ter me saciado, e sem que percebesse, cairia no sono ali mesmo no chão. Dormiria por horas a fio e teria os mais diversos sonhos e pesadelos. Por fim, acordaria à noitinha e me surpreenderia com as horas que se passaram sem que eu as visse passar.
Me sentaria de frente ao cravo e tentaria tocar uma sonata.
- Como são pesadas as teclas... E como magros são meus dedos...
Tentaria outra coisa no lugar, mas...:
- Oh, infelicidade minha. A harpa é demasiado grande para mim.
Desconsolada, sairia a passos largos até o jardim. Que beleza é um jardim à noite e oh! Quem eu vejo!
- Se não é o pior de meus inimigos!
- Se não é a mais bela de minhas inimigas!
- Marquês das Terras da Sanidade...
- Imperatriz Suprema da Corte...
Depois de breves cumprimentos e devidas reverências, começaríamos a travar uma violenta guerra de dedões. Longos minutos se passariam e no fim de minhas forças eu o venceria gloriosamente.
- Mais uma vez o venci!
- Sinto-me pisoteado por uma manada de elefantes...
- O convido para um chá, para que se possa recuperar as forças, e depois rogo para que não voltes mais a andar em minhas dependências.
- Sim, Vossa Benevolência.
Cansada e um pouco ferida da bravia luta, eu iria diretamente para um longo banho.
Graciosamente limpa e com novas roupas de baixo, demandaria que meu café da noite fosse servido na biblioteca onde eu estaria nas próximas horas. Sairia então correndo para a cozinha e seria novamente as cozinheiras competentes e imaginárias.
- Sirva uma poção de nozes com damascos nessa travessa. Ande já! A Imperatriz já está esperando!
- Não posso, sinto muito... a varejeira que tentei matar mais cedo chamou sua horda e encheu de vermes minhas mãos. Estou condenada a perder as duas!
- Pobre criança!
Todas nós ficaríamos desoladas e eu choraria de desespero por aquela pobre alma. Lentamente recuperaria o fôlego e levaria as travessas para a biblioteca imperial, assim como pedido.
- O café está servido, Vossa Majestade.
- Muito obrigada... O que aconteceu? Por que estás tão triste?
- É a criada, Minha Senhora. As moscas atacaram suas mãos e lhe encheram de vermes.
- Que tragédia!
E após pensar um pouco, teria uma ideia realmente genial:
- Tive uma ideia realmente genial!
- Sim, Vossa Majestade?
- Amputem as mãos da criada e lhe ponham no lugar uma pá e uma tesoura de jardinagem. De hoje em diante ela será chefe responsável pelo jardim.
- Vou correndo dar a boa nova, Vossa Benevolência! Garanto que a criada regozijar-se-á de tanta alegria.
Após a saída da criada, eu tomaria meu café e alcançaria o livro mais próximo. “Um Conto breve Sobre A Realidade”. Felicidade a minha, o livro se leria sozinho. Poderia continuar meu café sem precisar virar-lhe as páginas.
- Capítulo um: – diria ele – A história da menina biruta.
- Bom começo. – diria eu.
- Obrigado. – diria ele, e continuaria – Numa sala de estar de uma simples casa de classe média, se encontrava uma menina-moça que escrevinhava em seu aparelho computador.
- O que ela escrevinhava? – Eu perguntaria.
E então ele responderia:
- Ela escrevinhava seus pensamentos sobre como seria se o mundo inteiro parasse e só ela tivesse o poder de se mover.
- Não gosto dessa história, mude!
Mas ao fim de minha frase, eu perderia meus movimentos e o livro continuaria sua terrível falácia:
- Ela nem ao menos desconfiava que do lado de fora, uma equipe bem treinada de enfermeiros esperava o sinal do médico para que entrassem e lhe pusessem uma camisa de força.
- Maldito seja Marquês da Sanidade! Infiltrou um livro enfeitiçado em minha biblioteca! Pare! Por favor, eu peço que pare! Eu imploro que pare!
- Tarde demais, mocinha! – o livro diria e de dentro de suas páginas, grossas ataduras de algodão sairiam e prenderiam meus finos braços.
Não consigo lhes dizer mais o que acontece depois, amigos. Meus movimentos agora são limitados e, amaldiçoada que sou, mal consigo digitar o que penso.
Foi um prazer sem igual.