terça-feira, abril 28, 2015

A PUNIÇÃO

A PUNIÇÃO

Havia um prisioneiro amarrado em uma cadeira de plástico cor de rosa. Em seus braços haviam correntes de pelúcia e em sua cabeça uma coroa com antenas que piscava uma luzinha azul. O quarto escuro e úmido deixava-o com alergia respiratório e com asma. A porta range e entra uma figura esguia de batina. Era um padre paroquial. Estava com um crucifixo em sua mão e andava em direção ao prisioneiro. Segurou a cabeça e colocou o crucifixo próximo da genital de seu encarcerado e começou a cantar:
- “Jingle bell... Jingle bell... acabou a sua festinha...”
O prisioneiro começou a chorar com gemidos de dor. O padre estava apertando sua genital com o crucifixo e deu-lhe um tapa da na cara. O padre foi em direção a mesa e trocou o crucifixo por um cortador de unhas.
-“ é incrível como as pessoas são... Veja você! Ontem estava em uma festa de carnaval e hoje você está aqui... Gozado não?”
O prisioneiro chorava e gritava abafado se mexendo todo tentando escapar. O padre com o cortador de unha começou a arrancar unha após unha. Todas da mão. O padre começou a exclamar:
-“Por que? Por que você mastigou a hóstia?  PORQUE? INFELIZ! COMEU CORPO DE JESUS! FODEU COM ELE!! POR QUE?”
O padre enfurecido olhava para seu prisioneiro, que estava chorando e gemendo de dor, começou a rir... Foi dançando e cantando para pegar uma piroca de borracha da cr púrpura. Passou a piroca artificial no leite condensado e bateu forte na cara do prisioneiro.
-“Toma infeliz! Toma a piroca do Jesus! Comeu a hóstia e agora coma a piroca dele!!”

O padre derrubou a cadeira no chão e jogou um balde de água gelada sobre ele. Conectou dois fios desencapados e ligou o terminal de energia. O prisioneiro torrou com a eletricidade e o padre rezava a oração do Pai Nosso enquanto observava o prisioneiro sofrer de dor sendo queimado vivo pela corrente elétrica que passava pelo corpo.
No dia seguinte, enquanto o padre realizava a missa semanal, a polícia investigava o desaparecimento de um jovem de 23 anos. Os pais do jovens estavam na igreja pedindo para que uma benção divina lhe caiam. O padre no fim da missa recebeu os pais desamparados.
-“O que aflige vocês?”
-“nosso filho desapareceu. Saiu de casa e não voltou mais”
-“As vezes a vontade de Deus seja a liberdade de vosso filho. O melhor para ele nem sempre seja o melhor para vocês”
O padre deu o consolo aos pais sobre o pretexto da vontade divina  não ser condizente com as dos pais.
O jovem jamais foi encontrado e o padre permaneceu em sua função. Os pais mudaram de cidade e perderam a esperança de reencontrar seu filho.


Fim...

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