sexta-feira, outubro 10, 2008

Considerações epistemológicas sobre o post anterior


As palavras, que fazem parte da linguagem, não se confundem com simbolos (sym+baylen = união de duas partes de uma moeda), logo, simbólo não é a moeda, não é a palavra, o termo, nem o significante (materialidade da palavra mais sua parte acústica), nem tampouco seu significado. O simbolo é a coninctio, como ressaltado, mas do inconsciente com a consciência. Nesse sentido ele é não apenas plurisignificativo, numinoso, como também misterioso. A morte do símbolo é sua plena revelação.


Cada palavra, pode ser ressaltada a partir de seu protótipo, ou seja, de um modelo-padrão (ex: significado a partir do dicionário), mas, ao sair da virtualidade da linguagem (mosaico linguístico) torna-se idiotípica, ou seja, singular. É na singularidade dessa palavra que em conjunção com outras (doravante, indissociabilidade) forma um mosaico de isomorfos não-triviais (ou seja, um conjunto não ordinário [não identico a si próprio] de semelhanças [como o pertencimento a linguagem] e diferenças relativamente fechadas e relativamente abertas [passíveis de mutação]). São palavras agenciadas a um sujeito em seu processo de individuação, que falam de si além de si. Pedra que não é só pedra, pedregulho da existência, lapis philosophorum, pedra profana, pedra no meu caminho, e cada pedra que precede a pedra contém a pedra-toda, ou, como os número de Fibonacci, seguem um pro-porção em diferença e regularidade.


Existe nesse estado de coisas uma possibilidade de absurdo e não-linearidade. Então a linguagem, em seu múltiplo engano, em sua rota-de-fuga (aproveitando que ainda temos nossos ifens!) encontra a própria trans-cendência, quer dizer, não o além do fenômeno (phainomenon), mas através do seu aparecimento seu "mais-do-que"...


Então, todas as perguntas feitas tem seu sentido pela e através da experiência. Se Deus, enquanto noumeno existe, isso não sei, mas que ele pode ser doce, isso sei que pode, assim como Jah, Iavé, Atmã, Jesus, Buda, etc. podem ter uma realidade animica que vai além do dado na hyle (matéria)... logo, as perguntas tem pleno sentido. Existe vida além da morte? É uma pergunta crucial a uma pessoa que está próxima a essa experiência (experiência como antonimo de vivência).. seja experiência pela linguagem, imagem (Jung dizia que a linguagem nada mais é do que imagem!), ato ou qualquer outro protótipo.


O mapa não é o território, mas o mapa está para além do mapa!

Um comentário:

Don Guakito disse...
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