domingo, setembro 16, 2012

Hail Limpang-Tung!!!

O universo é uma grande piada, rir com ele é uma questão primordial de sobrevivencia pra esta espécie em extinção, que é o ser pensante...
"O riso é um dos mais excelentes sermões, uma espécie de terra de ninguém entre a fé e o desespero. Preservamos nossa sanidade rindo dos absurdos superficiais da vida"... (Reinhold Niebuhr)

646410M me disse em sonhos que os sonhos sempre são uma entrada a outras realidades, e estas outras realidades coexistem de uma maneira harmoniosamente caótica. Alternando-se no espaço tempo, ora pro passado, ora pro futuro... E as vezes, pra um canto misterioso, sem tempo.

"é dever de todo discordiano promover a discórdia pelo espaço-tempo fazendo seus interlocutores sofrem de terríveis fnords neurolépticos" (Papiza Radika, A insana)

Ou seja: nesse grande barco furado em que navegamos com a água a molhar nossos fundilhos devemos gerar um estado de incrivel inconformormidade para com o barco, a questão de navegar em si, e mesmo a temperatura da água, e porque ela não molha os fundilhos do vizinho... Mas mesmo e apesar de tudo... Gargalhemos com os fundilhos molhados!

                                  Ergamos um altar a Limpang-Tung!!!

Limpang-Tung, o deus da hilariedade e dos melodiosos menestréis, de Lord Dunsany...
"Enviarei gracejos ao mundo e um pouco de hilariedade. E quando a morte te parecer tão distante quanto as encostas púrpuras das montanhas, ou o sofrimento tão distante quanto as chuvas nos dias azuis de verão, reza então para Limpang-Tung. Mas quando ficares velho, ou antes de morreres, não reza para Limpang-Tung, pois te tornaste parte de um esquema que ele não compreende."
"Sai para a noite estrelada, e Limpang-Tung bailará contigo...Oferece um gracejo a Limpang-Tung; apenas, não reza em tua dor para Limpang-Tung, pois da dor ele diz: 'Deve ser muito engenhosa da parte dos Deuses', mas ele não a compreende"
. (The Gods of Pagana).

Kierkegaard imaginou certa vez um filósofo espirrando ao registrar uma de suas frases profundas. Como poderia tal homem, perguntou-se, levar sua metafísica a sério?
(Pode-se deduzir daí que este senhor estava tendo uma incrível crise de bobose ao achar graça de um espirro imaginário, mas na real isso foi extraído de um livro, e como eu não estava lá pra saber o que realmente ocorreu, transcrevo aqui tal qual li, apenas para ilustração.)

A vida vista racionalmente e sem ilusão, parece ser uma história disparatada contada por um matemático idiota. No cerne das coisas a ciência só encontra uma louca e infindável quadrilha de Ondas da Tartaruga Falsa e Partículas de Grifo. Por um momento as ondas e as partículas dançam em padrões grotescos, inconcebíveis, capazes de refletir apenas seu próprio absurdo. Todos nós vivemos vidas burlescas sob uma inexplicável sentença de morte, e, quando tentamos descobrir o que as autoridades do Castelo querem que façamos, somos encaminhados de um burocrata para outro. Não temos sequer certeza de que o dono do Castelo realmente existe.




Um comentário:

Vortek disse...

Maravilhoso!!!