quinta-feira, junho 01, 2017

Ainda, não.

-por favor: ouça e veja e sinta-
-acho que você não entendeu muito bem este aspecto roxo-câmara-de-refrigeração manifesto desde meus lábios até meu dedão menor da perna mais longa, não é mesmo?-
-por favor-
Silêncio.
As sombras triangulares dançavam sob triângulos de galhos, num quadro improvisado por alguma coisa que se encontra no campo das marretas e dos arietes. O que sobrara da parede, por sua vez, parecia ser objeto de testes, designado assim por um enxame de mofos pesquisadores de alguma instituição cósmica de pesquisa de campo - ou ali os ventos e pássaros e insetos vinham de longe, dali e uns dos outros, e os mofos, mofando, acabaram iniciando aquilo ali. O vento e a umidade certamente não assustaram as criaturas que desenham onde podem, das quais, uma talvez possa ter previsto o que acontecia agora, e aproveitando o bom estado de seu caco de tijolo se pos rápida e avidamente a deixar sua mensagem para esta ocasião tão original e inspiradora, que elegante e humildemente se prostrava no palco da inexistência, onde as coisas existem, ou fingem muito bem, ainda.

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