quarta-feira, maio 28, 2014

A História da Fama Onírica

para ouvir enquanto lê

A História da Fama Onírica

por Rajiphun Maldonado


Onde Alistair fica famoso nos sonhos com a ajuda de Rajiphryk


Intro

Rajiphryk andava pelos cantos dos sabores, lugares distantes onde apenas os sonhadores mais completos alcançariam.
Arbalest foi o primeiro a avistá-lo sob a alcunha de Alistair, o grande, em seus sonhos clássicos de agente especial da cor amarela
Arbalest foi até ele perguntando quem seria, só q em sua cabeça a intenção estaria já destacada
Mal sabia tudo ao redor q era controlado por ele e modificado de acordo com suas emoções e disposições mentais
Rajiphryk havia escolhido
Olhou com olhos quase cerrados, prestando bastante atenção nos movimentos e fluxos aquáticos, os padrões nadavam no rosto e pelo corpo tb
Números e dados deslizavam pela pele indicando resultados favoráveis para essa escolha
Já era hora de alguém alcançar a fama onírica das noites taciturnas
Povo soturno demais, acabou ficando sem o brilho de uma pessoa adorada por mtos
Uma estrela onírica em forma de pessoa seria o ideal
Mas por trás de tudo isso se escondia a pura aleatoriedade de se ter alguém invadindo o sonho de mtas, mtas pessoas
Entao tudo começou com o início.

O Preparo

Rajiphryk pegou suas micronações imaginárias e fez todas adorarem ao Monólito de Chiado para q desviassem sua atenção, assim não teria ninguém a se opor a esta idéia
Fotos e perfis de cidadãos particularmente úteis e perigosos eram selecionadas e levadas aos seus respectivos departamentos
Assim, foram escolhidos heróis e vilões para dar cabo a essa idéia q - Rajiphryk decidiu - se daria na forma de uma jornada, aos moldes de Mytho.

Arbalest sonharia com uma taverna barulhenta onde seria abordado por futuros comparsas, de cara eles se olham e vêem que dividem anseios similares. De trás do fundo preto de VOID Rajiphryk fica satisfeito por Alistair se dar bem com suas criações;

Todos saem da taverna bebados e felizes e consequentemente arranjam brigas. A deixa para o início da grande jornada foi arranjar confusão com as pessoas erradas, porém na hora certa
Um dos vilões - Algol - era um colérico canhoto de mãos fortes q correu atrás de todos com uma fúria imensa. Ele carregava uma pedra q se quebrou enqto trocava socos com os Comparsas. A pedra guardava um espírito que agora atormenta a vida de Algol, que acabou de voltar de uma grande e trabalhosa aventura onde ele conseguiu prender tal espírito, q eh proveniente de uma maldição familiar. Devido a esse grande estrago, ele perdeu as estribeiras e decidiu que matar a todos os envolvidos o faria se sentir melhor.
Por sorte, ele era só um, e um um bem valioso pois em suas sacolas ele guardava livros e livros, o mais brilhante continha a estória da Tribo Adoradora do Monólito de Chiado

Depois da breve batalha e Algol devidamente desacordado, os Comparsas conseguiram abrir o livro (cada página pesava uns 30kg) e conseguiu pelo menos ler a localização dos vestígios dessa antiga tribo q ainda vive, antes de ser confiscada pelo espírito-demônio da pedra que tinha força superior a todos aqueles q estavam juntos

Assim começaram a grande viagem, q mal sabiam eles, ia dar em lugar nenhum ou nenhum lugar, ou seja, o VOID, onde eles teriam o encontro com Rajiphryk disfarçado de ausência de mente e pensamentos.

O Encontro

Então lá eles chegaram em busca de nada mais nada menos q nada, até q encontraram. Como dito anteriormente, a verdadeira essência desse nada era alguma coisa, então foi só uma bad trip fudida. Porém, não foi em vão, pois subitamente apareceram em suas devidas mentes, depois de passarem por seus devidos filtros mentais, a imagem de um lugar q, influenciados pelos seus anseios, julgaram ser daquela tribo q eles procuravam, mas na verdade era de uma outra coisa...

A Viagem, Finalmente

Então foi aí que eles decidiram viajar de verdade, passando por várias arapucas que foram postas no caminho só para dar um pouco mais de tesão a aventura. O que na verdade poderia ser útil no futuro, pois afinal o famoso tem que acreditar no motivo de sua própria fama. Passando por alguns perigos e muitos dramas... Alistair Arbalest, como era chamado pelos seus Comparsas, acabou passando por momentos dramáticos ao presenciar a morte destes. Cada um morreu de forma diferente:

Gangler, o Gânglion, acabou morrendo no bico de um pássaro gigante, enquanto tentava encontrar uma forma de unir as tribos Mecatrônicas contra o Rei Kobold odiado amado
Fiurcino morreu nas mãos de um gigante comedor de crianças gigantas. Fiurcino tinha uma vantagem, a sua altura, ele intimidava mtos assim, porém infelizmente sua vantagem serviu para o seu demise¹
Lokas morreu afogado enquanto tentava salvar uma mulher q, ao encostar seus lábios nos de Lokas, se transformou num mar dentro do mar, o que acabou engolindo Lokas, que logo depois se transformou em ruínas de uma cidade marítima (Lokas era um homem mto fragmentado e enxergava a si mesmo como pedaços de lugares ao invés de uma pessoa só)
Funna era uma garota mto mto complicada q tinha feito amizades com um povo bípede das estepes, acabou morrendo num tubo em experiências tóxicas desse povo e hoje sua alma eh mesclada com um Cadáver Divino que tal povo cultua e crê que voltará a vida depois de ser oferecido um número indeterminado de mulheres virgens para ele
Mesblo morreu degolado ao tentar roubar de si mesmo um baú dourado. Ele tinha crises de personalidade, então uma bela noite, uma de suas personalidades acabou comprando em segredo um ítem de um mercador estranho, que causava diversas situações onde ladrões q tentavam contra o portador acabavam se dando mal. Dessa vez, um portal do VOID se abriu e uma mão sem dono cortou a garganta de Mesblo

A Verdade

Toda essa trajetória contribuiu para fazer com que Arbalest acreditasse estar vivo, para dar um pouco mais de substância a sua identidade e, ao final, fazer Rajiphryk se divertir um pouco mais enquanto resolvia um problema de maneira nada prática.

Ao chegar no fim da jornada, Arbalest viu mtos e mtos bardos cantarem sobre suas aventuras, como se ele tivesse morto. Ele estranhou demais, não era um campo onde em tempos remotos foi a casa de uma tribo antiga, como ele imaginava, mas sim uma grande taverna com aparelhos televisivos para todos os lados, passando imagens rotatórias e desordeiras sobre padrões geométricos, abstrações e distorções visuais q acabavam saindo das telas para atingir a realidade da taverna. Por esse motivo, as coisas ocasionalmente viravam dragões, serpentes, números, coisas múltiplas não relacionadas umas com as outras e essa diversidade de experiências acabou por deixar Arbalest desesperado, se a cada segundo ele não trocasse seu modo de consciência e forma de enxergar o mundo, claro. No final, havia uma grande cartada na manga.

Tudo desapareceu e no centro ficou a figura do nosso herói, ao chão havia um hexagrama brilhante com um sol sorrindo e de óculos escuro no centro. As coisas no chão começaram a brilhar mais e mais, um brilho dourado, lindo, bonito de se ver. Acabou causando algo mto satisfatório em Arbalest, ele sentiu primeiro e com mais intensidade em seu coração, um calor agradável e depois se espalhou para o corpo. Depois dessa experiência louca, Arbalest, de olhos fechados e sentindo um enorme bem-estar, falou para si mesmo "Agora eu sou famoso".

Outro

Rajiphryk cumpriu com sua missão. Ei chefe, está tudo certo. Uma coisa, se vcs sonharem com Arbalest ou Alistair, peçam um autógrafo, ele eh um ser famoso dos sonhos. A história dele pode ser conferida acima. O autógrafo dele pode valer moedas ou prestígio, se sonhar com ele, aproveite! E outra, se vc quer o seu nome no muro da lembrança da Tribo Adoradora do Monólito de Chiado, eh só falar comigo. Envie um dinheiro para
SATANGOZ ASSOCIATION
PO BOX ONIRIKHAI
12309999
CASA 5

NOTA:
¹ demise - morte. Palavra emprestada do inglês

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