terça-feira, setembro 24, 2013

A Lenda do Cavaleiro de Éris que teve sucesso em sua incrível cruzada contra os malignos Dragões-Holandeses Viciados em Crack

Tudo começou quando eu recebi a missão.

Estava em minha peregrinação costumeira pela Teia, quando notei uma quadrado vermelho sobre um planeta. Uma "Notificação", um tipo servo de artificial feito de informação pura, dedicado a lhe informar sobre locais onde você foi convocado. Conferi a mensagem que o sutil mensageiro artificial veio me trazer e fiquei apreensivo. Estava sendo chamado à um dos templos de Éris.

O Nervosismo era óbvio. Muitas eras haviam se passado desde a  ultima vez que fui convocado ao um Templo. As minhas visitas eram frequentes obviamente, assim como as diversas negociações zuerísticas envolvendo o lulz. Nessa época eu era apenas um soldado raso, um pequeno adorador de Éris, um simples mineirador da zuera. Estava muito nervoso por ter sido convocado à um post em um dos templos de Éris.

Quando cheguei notei uma pintura bem pitoresca ao centro do grande salão. Era uma pintura minha. Denominada "Mágico que usa Cheetos em suas mágicas e dança tango com a Effy Stonem  , era uma verdadeira obra prima. Confeccionada com materiais previamente escolhidos para fazerem parte da mais perfeita obra de non-sense gráfico já criada por essas mãos simples e calejadas, era minha mais recente paixão artística. A beleza da imagem era tão grande que expandia a mente daqueles cujo os olhos estavam abençoados com faíscas de nossa grande Deusa e Mãe. Eu mesmo me maravilhava com essa obra criada sob influencia divina. Era linda.

Logo abaixo da perfeita manifestação da discórdia divina, estava um dos grandes e sábios Anciões da Discórdia que sinalizava o milagre da obra. Ao notar minha chegada, o Sábio Fenderson disse de modo solene e místico:
- mas Jônatas, não nos esconda, o que a Effy diz no cartaz?? ou é um fnord muito secreto que ainda não estamos preparados para saber?

Obviamente, em seu linguajar místico, o Sábio Fenderson se referia á mensagem oculta que a imagem possuía. Uma mensagem que estava destinada a apenas alguns que conseguiam ter acesso à profana "Terra de Ninguém". Uma mensagem que conferia poder e prazeres mundanos à todos que a possuíam. Porém essa mensagem cifrada estava incompleta, logo ilegível. E era minha missão encontrar toda a mensagem.

A missão era arriscada, talvez impossível para um homem comum. Teria de encontrar o lugar de onde tirei esse pedaço de mensagem e consegui-la por inteiro .Mesmo temendo pela minha vida, aceitei de bom grado. Sabia que se morresse em missão teria morrido pela fé à Deusa e fidelidade ao Templo de Éris, portanto teria concluído minha missão em vida.

Então parti em minha missão ao local de onde eu havia retirado grande parte do material usado na minha obra. Um terreno maldito e secreto do qual poucos tem acesso. Uma terra onde os homens não tem nomes e a identidade é uma maldição. Um lugar onde homens-mulheres são adorados como deuses. Um lugar onde perversões sexuais ganham um nivel a mais de complexidade. Um lugar onde o crime é criticado pelos próprios criminosos, e a crueldade é tratada como uma virtude. Um lugar onde a liberdade de expressão impera assim como aberrações ideológicas jamais imaginada por qualquer homem que vive sob as muralhas da ordem. Um lugar onde os pesadelos são mais que reais. Um lugar conhecido como "Terra de Ninguém".

Me preparei para a viagem, temendo pelo pior. Me despedi de minha mulher e filhos, apenas para notar logo depois que eu não era casado e me lembrar que sempre fui estéril. Nunca soube de quem eu me despedi naquela noite em que as drogas estavam tão estranhas. O que me leva a pensar que aquele ultimo cachorro quente talvez tenha sido um cachorro de verdade.

Caminhei por dias até a maldita "Terra de Ninguém" e então usei minha Magia Discordiana para chamar atenção dos residentes. Meu plano era enganá-los para que eles me fornecessem os outros pedaços da lendária "Mensagem de Effy", mas falhei. Aparentemente os residentes dessa terra não reconheciam a importância disso e me abandonaram pouco a pouco retornando aos seus afazeres. Mudei meus planos para algo mais radical.

Usei meus poderes para convocar o poder da Polipresença. É uma técnica secreta usada geralmente por adeptos das artes ocultas para ativar o vigésimo terceiro sentido enquanto estudam psicologia haitiana e se masturbam para um fogão à lenha. Porém era um poder muito útil para procurar algo em específico em terreno acidentado enquanto rastreia sua própria memória sem esbarrar nos constrangedores pensamentos sobre à aplicação de pornografia homossexual à sucos de laranja explosivos durante propagandas esportivas.

Com a ativação de minha Polipresença eu procurei por cada centímetro quadrado da "Terra de Ninguém", inclusive em alguns lugares dos quais não em orgulho. Porém sem sucesso. Não achei nada que fosse relevante para minha missão. Me senti falho e sujo per dentro. Eu não servia para servir a minha Deusa.

Não podia suportar a vergonha da minha falha. Abandonei a terra de ninguém e vaguei até a minha área de trabalho, onde estava a cópia original de minha obra prima. Olhei para o fruto mais perfeito de meu trabalho.

Aquele quadro era o resumo de toda uma vida. Era como minha filha, como minha mãe. A frase anterior não é sobre incesto seus tarados. Para mim o quadro era o que possuía de mais valioso. Porém, ele não em serviu para que eu cumprisse minha missão. Para que eu superasse meu fracasso.

Decidido a terminar minha vida com honra. Eu me posicionei, junto ao meu quadro, a beira de um precipício de uns dois metros e meio. Logo depois fui pra um de dez metros e meio, porque percebi qeu o de dois não era o bastante.

Arremessei meu quadro e logo depois arremessei meu corpo. Ao cair eu recordei de toda minha vida. E me recordei que tinha guardado uma cópia da "Mensagem de Effy", dentro do bolso do paletó. Mas como estava bêbado na hora, minha memória me enganou e registrou isso como uma cena de um estupro dentrode um supermercado. Ao encarar a morte, minha memória se estabilizou e pude perceber que a resposta estava lá, no bolso do paletó, todo esse tempo.

Ao cair tive um traumatismo craniano e morri.


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