sexta-feira, março 04, 2011

o nosso kaos é uma foda (muito grande)

a deusa disse: – “as horas são velozes…”
e
mais disse: – “o inferno é azul”.
disse-o e, nós crentes, só pelo facto de o ter dito – aceitamos.
só podemos aceitar.
uma maçã caiu
e
uma explosão de discórdia se fez sentir. foi nesse momento que os relógios inverteram o sentido dos seus ponteiros e impuseram um novo ritmo.
- “somos uns viciados em bolsos…” disse o papa jonas ao abrir o novo templo ao culto ciclista.
e
a nossa virgem e senhora das bicicletas fez uma nova aparição – todos levantaram as mãos ao céu
e
a grande senhora nomeou os seus 23 papas ciclistas (porque 23=2+3=5).
não. a santa igreja das bicicletas não é uma cisão (de maneira nenhuma) da doutrina discordiana.
não.
a santa igreja das bicicletas é, tão só, um templo, uma loja, uma venda, uma tasca que obedece ao rito vanguardista/velocipédico dos 5 elementos – a saber:
volante
roda
pedal
selim
campainha

daí se infere que a santa igreja das bicicletas é una e indivisível – logo verdadeira
e
braço/ramo da grande árvore discordiana: a macieira
(precisamente. essa macieira a que o papa jonas e todos os outros papas nossos, recorem para o encosto dos seus velocipédicos instrumentos de culto)
“quando a luz se desfaz… sentimos o poder da luz
e
as trevas abandonam, num repente, os nossos corpos”
(in livrociclo fnord II, ver-cíclo XXIII: “o do percurso das 5 virtudes”)
os nossos evangelhos não foram escritos pelos doutos e sapientes sacerdotes.
os doutos e sapientes sacerdotes da velocipédica e santa igreja são meros  guardiões
e
veículos de transmissão da grande deusa éris e sua santa “irmãzinha” a nossa senhora das bicicletas.
e foi assim que o papa jonas concebeu o grande tarot discordiano
e foi assim que o papa affi escreveu o apocalipse da discórdia
no apocalipse da discórdia há 5 cavaleiros. 5 grandes espíritos prontos a gerar o kaos II – porque primeiro foi o kaos I e no fim dos tempos o kaos regressará – será então o kaos II…
pois
precisamente
e
é por isso que o nosso templo é um phalo.
um belo phalo que se eleva na direcção dos céus.
um phalo enorme que se abre na base aos fiéis da grande maçã.
os ciclistas, porém, passeiam-se em torno do templo
e
a deusa excita-se (muito) ao sentir os rodados dos instrumentos velocipédicos no terreiro.
mas voltando aos 5 cavaleiros apocalípticos… eles vão surgir para gerar o kaos final (segundo reza a epístola de affi – papa discordiano e mago kaoísta).
eles vão aparecer do nada, montados nos seus motociclos
e então…
só então
o tempo sofrerá uma paragem de não tempo.
o tempo deixa de ser tempo
e
não mais haverá tempo para nada.
os comboios não mais cumprirão horários, os transportes públicos e…
bom, vocês nem calculam o que vai ser o kaos II.
o kaos II (o da banana), é uma foda total.
depois do kaos II, virá o kaos III (o do melão) e o kaos IV (o das uvas)
e
só muito depois
o grande kaos V…
ora o kaos V, é o nosso kaos, o único kaos verdadeiro.
é o kaos ciclista, o caos onde todas as manhãs vão chover maçãs para que os fiéis se alimentem pelo conhecimento.
para ficarem mais espertos – porque adquirem o conhecimento empacotado na maçã.
e
todos seremos mais saudáveis porque comemos as maçãs
do e no kaos
da e na discórdia…
é…
todas essas merdas, vêm nas escrituras.
então… muito felizes, comeremos perdizes e cantaremos em coro:
todas as manhãs
comemos maçãs
comemos maçãs
temos as mentes sãs

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