quinta-feira, junho 19, 2008

O Patafísico, a Deusa & o Timóteo Pinto se Cagando de Medo

Neste meu primeiro post no Tudismocroned gostaria de abrir meu coração com vocês a cerca de umas coisas muito estranhas que andaram ocorrendo comigo após começar a publicar a novela O Patafísico & a Deusa. Carl Gustav Jung elaborou seu conceito de Sincronicidade para conseguir enquadrar num conceito as coincidências significativas que volta e meia nos ocorrem. Pois comigo começaram a ocorrer coincidências para as quais não consigo atribuir nenhum significado, muito embora elas me assustem deveras. Talvez eu esteja diante de Desincronicidades, não sei qual seria o termo mais apropriado para descrevê-las, talvez alguém aqui possa me ajudar.

O que talvez ninguém saiba, é que essa novela é baseada em alguns fatos reais. O primeiro exemplo é o caso do tiozinho discutindo com o cesto de lixo cinza & cilíndrico. Esse fato ocorreu de verdade, no lixo que fica na frente do hotel onde estou residindo em Curitiba, em plena boca do lixo e região de baixo meretrício. Até aí tudo bem, acontece que no primeiro domingo após a postagem do capítulo em questão, o cesto do lixo, que é fixado na calçada por uma forte parra de ferro, amanheceu deitado, como se algum carro tivesse batido nele.

Na segunda feira demanhã, os rapazes sempre prestativos da prefeitura já tinham consertado a parada. Achei deveras estranho, mas não dei maiores atenções ao ocorrido até a quarta feira, quando desta vez acordei, abri a janela do quarto e lá estava ele, o cesto novamente detonado, só que o carro que tinha batido nele estava sendo guinchado. Aí foi demais. Percebem a estranheza da coisa. Nos cinco meses em que estou morando naquele muquifo o cesto sempre teve uma vida tranqüila. Bastou figurar como personagem chave na novela e pronto, tomou no cú, foi vítima de dois atropelamentos em menos de quatro dias.

Só que a coisa não para por aí. Ocorreu também uma Desincronicidade envolvendo a controvertida Vassorinha de Vaso Sanitário. Quem me conhece a mais tempo sabe de meu especial apreço para com a criançada. Sempre fui muito amigo das crianças e brinco com elas sempre que posso. Nesses cinco meses que falei que estou morando de volta em Curitiba. Desenvolvi uma amizade com filhos das faxineiras do hotel, assim como com os chininhas filhos dos pasteleiros do centro. Eles freqüentam meu cafofo onde jogamos partidas memoráveis de RPG e algujns vídeo-gamos obsoletos que meu tosco top top consegue rodar.

Antontem fui surpreendido ao flagrar o chininha menor, de 3 anos, brincando com a insalubre vassorinha viajando que ela era um microfone. Puta que o pariu! Por meses a lazarenta jazia esquecida dentro do banheiro, sem nunca se manifestar, mas não, bastou figurar na novela pra que resolvesse me chamar a maldita atenção de uma maneira peculiar.

É com um profundo temor que continuo a escrever a novela, desafiando as teias sincrônicas do Cosmo e provavelmente colocando meu cú na reta, por estar mechendo com forças que fogem a minha compreensão. Será que, ao mencionar a ratoeira com tentáculos que planejava iniciar algo que o tiozinho avisava que sairia do controle, eu acionei um Gatilho Cósmico que pode colocar em andamento uma profecia auto realizável?

Um comentário:

Rafael Beraldo disse...

Seu filho da puta, o Universo está perdido! hahahahahhaha
Porra, depois conte a sincronicidade que ocorreu com nós hoje, ó venerável barata!