#TheGame23 - Enter the Infinite Rabbit Hole





What is #TheGame23?

"It is what it isn't though that isn't what it is and like I've always said I think that it's exactly what you think it is. If you believe it is whatever someone else told you it is then you're doing it all wrong because you're the only one who could possibly know what it is." - zed satelite nccDD 23 ksc


Project 00AG9603 - #TheGame23 mod 42.5 level 5

"00AG9603 develops as a self-organizing organism, connects with the virtual environment through its hosts (admins) by arranging the surroundings randomly for its own autonomous purpose" - Timóteo Pinto, pataphysician post-thinker





00AG9603 Dataplex LinKaonia Network

00AG9603 Dataplex
Aaní – Memetized Chaos
#fnordmaze
Hail Galdrux!
Mermeticism and the Post-Truth Mystic
Discordian Babel – a collection of different interpretations on Discordianism
#QuantumSchizophrenia
Neoism/Anti-Neoism/Post-Neoism/Meta-Neoism/Hyper-Neoism
The Omniquery Initiative – How To Save The Universe – an incomplete tutorial
A Call to Weirdness - Operation D.I.S.T.A.N.C.E.
Cosmic Liminality - The Space Between
00AG9603 Forum
00AG9603 Hyper-Surrealism



Hyper-Surrealist Fnord Agency


KSTXI Dataplex


Know more, Understand less



KSTXI Reality Glitch Hack Post-Neoist Meta-Discordian Hyper-Surrealist Galdruxian Tudismocroned Bulldada Network ::: art, anti-art, post-art, `pataphysics, absurdism, discordianism, concordianism, meta-discordianism, realism, surrealism, hyper-surrealism, neoism, anti-neoism, post-neoism, anythingism, etc..

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“Welcome to the most ancient conspiracy on the planet. We’ve gone for so long now that we don’t remember what we were doing, but we don’t want to stop because we have nothing better to do.” - Fire Elemental

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quinta-feira, setembro 26, 2013

Setenta e oito guffs

A garota ligou.
"Fnord é o aspirador de pó, sem o pó".
A outra fala de uma antiga conexão,
E eu realmente penso em um mundo suave,  mas partido em dois.
Parece que o melhor começou...
Mesmo com tudo no fim.




terça-feira, setembro 24, 2013

A Lenda do Cavaleiro de Éris que teve sucesso em sua incrível cruzada contra os malignos Dragões-Holandeses Viciados em Crack

Tudo começou quando eu recebi a missão.

Estava em minha peregrinação costumeira pela Teia, quando notei uma quadrado vermelho sobre um planeta. Uma "Notificação", um tipo servo de artificial feito de informação pura, dedicado a lhe informar sobre locais onde você foi convocado. Conferi a mensagem que o sutil mensageiro artificial veio me trazer e fiquei apreensivo. Estava sendo chamado à um dos templos de Éris.

O Nervosismo era óbvio. Muitas eras haviam se passado desde a  ultima vez que fui convocado ao um Templo. As minhas visitas eram frequentes obviamente, assim como as diversas negociações zuerísticas envolvendo o lulz. Nessa época eu era apenas um soldado raso, um pequeno adorador de Éris, um simples mineirador da zuera. Estava muito nervoso por ter sido convocado à um post em um dos templos de Éris.

Quando cheguei notei uma pintura bem pitoresca ao centro do grande salão. Era uma pintura minha. Denominada "Mágico que usa Cheetos em suas mágicas e dança tango com a Effy Stonem"   , era uma verdadeira obra prima. Confeccionada com materiais previamente escolhidos para fazerem parte da mais perfeita obra de non-sense gráfico já criada por essas mãos simples e calejadas, era minha mais recente paixão artística. A beleza da imagem era tão grande que expandia a mente daqueles cujo os olhos estavam abençoados com faíscas de nossa grande Deusa e Mãe. Eu mesmo me maravilhava com essa obra criada sob influencia divina. Era linda.

Logo abaixo da perfeita manifestação da discórdia divina, estava um dos grandes e sábios Anciões da Discórdia que sinalizava o milagre da obra. Ao notar minha chegada, o Sábio Fenderson disse de modo solene e místico:
- mas Jônatas, não nos esconda, o que a Effy diz no cartaz?? ou é um fnord muito secreto que ainda não estamos preparados para saber?

Obviamente, em seu linguajar místico, o Sábio Fenderson se referia á mensagem oculta que a imagem possuía. Uma mensagem que estava destinada a apenas alguns que conseguiam ter acesso à profana "Terra de Ninguém". Uma mensagem que conferia poder e prazeres mundanos à todos que a possuíam. Porém essa mensagem cifrada estava incompleta, logo ilegível. E era minha missão encontrar toda a mensagem.

A missão era arriscada, talvez impossível para um homem comum. Teria de encontrar o lugar de onde tirei esse pedaço de mensagem e consegui-la por inteiro .Mesmo temendo pela minha vida, aceitei de bom grado. Sabia que se morresse em missão teria morrido pela fé à Deusa e fidelidade ao Templo de Éris, portanto teria concluído minha missão em vida.

Então parti em minha missão ao local de onde eu havia retirado grande parte do material usado na minha obra. Um terreno maldito e secreto do qual poucos tem acesso. Uma terra onde os homens não tem nomes e a identidade é uma maldição. Um lugar onde homens-mulheres são adorados como deuses. Um lugar onde perversões sexuais ganham um nivel a mais de complexidade. Um lugar onde o crime é criticado pelos próprios criminosos, e a crueldade é tratada como uma virtude. Um lugar onde a liberdade de expressão impera assim como aberrações ideológicas jamais imaginada por qualquer homem que vive sob as muralhas da ordem. Um lugar onde os pesadelos são mais que reais. Um lugar conhecido como "Terra de Ninguém".

Me preparei para a viagem, temendo pelo pior. Me despedi de minha mulher e filhos, apenas para notar logo depois que eu não era casado e me lembrar que sempre fui estéril. Nunca soube de quem eu me despedi naquela noite em que as drogas estavam tão estranhas. O que me leva a pensar que aquele ultimo cachorro quente talvez tenha sido um cachorro de verdade.

Caminhei por dias até a maldita "Terra de Ninguém" e então usei minha Magia Discordiana para chamar atenção dos residentes. Meu plano era enganá-los para que eles me fornecessem os outros pedaços da lendária "Mensagem de Effy", mas falhei. Aparentemente os residentes dessa terra não reconheciam a importância disso e me abandonaram pouco a pouco retornando aos seus afazeres. Mudei meus planos para algo mais radical.

Usei meus poderes para convocar o poder da Polipresença. É uma técnica secreta usada geralmente por adeptos das artes ocultas para ativar o vigésimo terceiro sentido enquanto estudam psicologia haitiana e se masturbam para um fogão à lenha. Porém era um poder muito útil para procurar algo em específico em terreno acidentado enquanto rastreia sua própria memória sem esbarrar nos constrangedores pensamentos sobre à aplicação de pornografia homossexual à sucos de laranja explosivos durante propagandas esportivas.

Com a ativação de minha Polipresença eu procurei por cada centímetro quadrado da "Terra de Ninguém", inclusive em alguns lugares dos quais não em orgulho. Porém sem sucesso. Não achei nada que fosse relevante para minha missão. Me senti falho e sujo per dentro. Eu não servia para servir a minha Deusa.

Não podia suportar a vergonha da minha falha. Abandonei a terra de ninguém e vaguei até a minha área de trabalho, onde estava a cópia original de minha obra prima. Olhei para o fruto mais perfeito de meu trabalho.

Aquele quadro era o resumo de toda uma vida. Era como minha filha, como minha mãe. A frase anterior não é sobre incesto seus tarados. Para mim o quadro era o que possuía de mais valioso. Porém, ele não em serviu para que eu cumprisse minha missão. Para que eu superasse meu fracasso.

Decidido a terminar minha vida com honra. Eu me posicionei, junto ao meu quadro, a beira de um precipício de uns dois metros e meio. Logo depois fui pra um de dez metros e meio, porque percebi qeu o de dois não era o bastante.

Arremessei meu quadro e logo depois arremessei meu corpo. Ao cair eu recordei de toda minha vida. E me recordei que tinha guardado uma cópia da "Mensagem de Effy", dentro do bolso do paletó. Mas como estava bêbado na hora, minha memória me enganou e registrou isso como uma cena de um estupro dentrode um supermercado. Ao encarar a morte, minha memória se estabilizou e pude perceber que a resposta estava lá, no bolso do paletó, todo esse tempo.

Ao cair tive um traumatismo craniano e morri.


sexta-feira, agosto 02, 2013

Nas mãos de Ballard

por Hermano Vianna


Já sugeri por aqui: Edward Snowden poderia ser personagem de livro de William Gibson. Acrescento agora: nossa história atual deve estar sendo escrita por J. G. Ballard, que — como Elvis — não morreu e sim conseguiu acesso à sala secreta de controle da realidade. Leia qualquer parágrafo de “Terroristas do milênio”, seu penúltimo livro (lançado no Brasil em 2005 pela Companhia das Letras). Tudo parece notícia do jornal de hoje. Por exemplo: David Markham, o psicólogo narrador, anda pelas ruas de Marina Chelsea, condomínio ficcional da alta classe média londrina, e vê um princípio de confusão na porta da administração. Pergunta para Kay Churchill, “docente de estudos cinematográficos” (apartamento com cartazes de Ozu e Bresson), o que está acontecendo: “Algum pedófico solto na vizinhaça?” A resposta de Kay: “Tarifa de estacionamento. Acredite em mim, a próxima revolução será por causa do estacionamento.” O capítulo termina assim: “Na época, achei que era brincadeira dela.”
A brincadeira virou grande revolta pós-popular (lemos em várias páginas: “a classe média é o novo proletariado”; “Qualquer pessoa que ganhe menos de trezentas mil libras anuais não conta. Você não passa de um proleta de terno”; “um computador no Banco Central decide que a taxa de juros deve subir um ponto e eu fico devendo ao gerente do banco mais um ano de trabalho”; “as qualificações profissionais não valem mais nada — uma pós-graduação em arte equivale a um diploma em origami”), descrita com detalhes sempre pitorescos, mas cada vez mais familiares: “cirurgiões e corretores de seguros, arquitetos e gerentes de planos de saúde haviam erguido barricadas e virado seus próprios carros para bloquear a passagem dos carros de bombeiros e equipes de resgate que tentavam salvá-los.” Ou então: “fizeram fogueira com livros e quadros, brinquedos educativos” e recebiam a polícia com chuvas de pedras (“carinhosamente apanhadas nas ilhas Seychelles ou Maurício”). Depois passaram a jogar bombas de fumaça na praça de alimentação da Selfridge’s ou no setor de dinossauros do Museu de História Natural. Um guarda morreu na Tate Modern tentando salvar obra de Damien Hirst. Tudo era enigma para as autoridades: “Recusaram ofertas de ajuda, negando-se a manifestar suas queixas, e até mesmo a revelar se tinham alguma queixa, afinal de contas.”
Na verdade, era uma gente normal (“um comerciante de antiguidades”, “dois casais de lésbicas”, “um piloto de Concorde alcoólatra”) que tinha — além da “sensibilidade cultural” que “lhes conferia uma superioridade moral negada a torcedores de futebol ou a amantes de anões de jardim” — um amontoado de queixas contra o Banco Mundial, as exposições de gatos (“um campo de concentração”), o consumo, o turismo (“Todos os upgrades da vida levam aos mesmos aeroportos e resorts, à mesma cascata de piña colada. O turista sorri bronzeado, mostra os dentes brancos e pensa que é feliz. Mas o bronzeado oculta o que realmente são — escravos do salário com a cabeça cheia de lixo americano”), os transgênicos: “Dificilmente haveria atividade humana que não servisse de alvo a um grupo disposto a passar o fim de semana fazendo piquete em laboratórios, bancos comerciais e depósitos de combustível atômico, percorrendo caminhos enlameados para defender o ninho de um texugo, deitando no meio da rodovia para impedir a passagem do inimigo jurado de todos os manifestantes, o motor de combustão interna.” Isso tudo poderia ser resumido em tema para manual de autoajuda — “o anseio desesperado por um mundo com algum significado” — ou por declaração mais panfletária: “Cansamos de ser considerados passivos. Cansamos de ser usados. Não gostamos do tipo de gente que nos tornamos.”
O líder da revolta, o pediatra Richard Gould, é menos ingênuo, mas bem mais doido, e não dá importância ao que pode acontecer com os habitantes de Marina Chelsea: “O protesto da classe média não passa de um sintoma. (...) Há uma necessidade imperiosa de atos absurdos, quanto mais violentos, melhor.” Sua conclusão: “Um ato sem motivação detém o movimento do universo.” Nisso Gould é parente de outro doutor ballardiano, o psiquiatra Wilder Penrose do romance “Super-Cannes”, que inventou terapia para os executivos super-ricos que moram em um condomínio da Riviera francesa: noitadas de violência física/sexual contra imigrantes pobres. “Microdoses” de psicopatia, ou “loucura gratuita”, para relaxar tensões provocadas por uma teoria sombria da natureza humana (seríamos caçadores sedentos de sangue aprisionados numa opressiva civilização agrícola). Que Ballard — de onde ele estiver — invente uma trama esperta para nos salvar deste beleléu profundo.

Fonte: O Globo

quarta-feira, julho 31, 2013

O Papa que escreveu um livro erótico



Antes de ser o Papa Pius II, Aeneas Sylvius Piccolomini era poeta, estudante, diplomata, e rakehell. E um autor. Na realidade, ele escreveu um best-seller. As pessoas da Europa do século XV não se cansavam de sua novela latina "Historia de duobus amantibus". Um artigo em uma publicação escolar de literatura reivindica que "Historia" "era sem dúvida um das histórias mais lidas em todo o Renascimento". A edição de Oxford dá uma resenha do enredo: "A gandiosa história conta sobre o amor ilícito de Euralius, alto-oficial da corte do Imperador Sigismund [alemão], e Lucres, uma senhora casada de Siena [Itália]".

Provavelmente foi escrito em 1444, mas a primeira impressão conhecida é da Antuérpia, em 1488. Na virada do século, tinham sido publicadas 37 edições. Por volta de 1553, o livreto apareceu em inglês sobre o maravilhoso e antiqüado título "A agradável história da nobilíssima e bela senhora Lucres, da nobreza em Tuskane, e de seu amante Eurialus, muito agradável e deleitável ao seu leitor".



Apesar do óbvio interesse histórico desse arcáico pornô do Vaticano, ele nunca foi traduzido para linguagem contemporânea. (As passagens citadas abaixo marcam a primeira vez que o livro apareceu em inglês moderno). Os anos de 1400 sendo o que foram, a ação é bem "doméstica" para padrões de hoje. Em um certo ponto, Euralius escala uma parede para estar com Lucres: "Quando ela viu seu amante, ela o apertou em seus braços. Deram abraços e beijos, e à toda vela eles seguiram as suas luxúrias e cansaram Vênus, agora com Ceres, e agora com Bacchus se refrescaram". Livremente traduzido, significa que eles transaram, então comeram, então beberam vinho.

Sua Santidade descreve a próxima vez eles se engancharam:

"Assim, falando um com o outro, eles foram para o quarto, onde tiveram uma noite tal nós jugamos que os amantes Páris e Helena tiveram depois que ele a levou, e foi tão prazeiroso que eles acharam que Marte e Vênus nunca tinham experimentado tal prazer..."

"Sua boca, e agora seus olhos, e agora suas bochechas ele beijou. Baixando suas roupas, ele viu tal beleza como ele nunca tinha visto antes. "Eu acredito que eu achei mais", disse Euralius, "do que Acteon viu de Diana quando ela se banhou na fonte. O que é mais agradável ou mais justo que estes membros?... Ó, pescoço justo e peitos agradáveis, são vocês que eu toco? É você que eu tenho? Você está em minhas mãos? Ó, membros roliços, ó, doce corpo, eu o tenho em meus braços?... Ó, beijos agradáveis, ó, queridos abraços, ó, doces mordidas, nenhum homem vivo é mais feliz que eu sou, ou mais abençoado"... Ele cansou, e ela cansou, e quando eles terminam, eles não estavam cansados. Assim como Atenas, que se levantou do chão mais forte, após a batalha eles cobiçavam mais guerra."


Mas Euralius não é só um cachorro tarado. Ele encera filosofia sobre o amor para a esposa do primo Lucres:

"Você sabe que o homem é propenso a amor. Se é virtude ou vício, reina em todos lugares. Não há coração de carne que não sentiu as picadas de amor algum dia. Você sabe que nem o sábio Salomão nem o forte Sansão escaparam desta paixão. Além disso, a natureza de um coração aceso e um amor tolo é essa: mais é permitido, mais ele queima, e nada pode curar mais rápido que obter seu amor. Houveram muitos, tanto no nosso tempo quanto nos de nossos anciões, cujo amor tolo foi a causa de morte cruel. E muitos que, depois de sexo e juras de amor, deixaram de queimar. Nada é melhor que quando o amor gruda em seus ossos, que cedem ante a chama, para esses que se esforçam freqüentemente contra a tempestade da destruição, enquanto esses dirigem com a fuga de tempestade."

Além de sexo e sabedoria, a história também contém muito humor, como quando o marido Lucres pede emprestado um cavalo de Euralius:

"Ele diz a ele,'Se você saltar em meu cavalo, eu farei a mesma coisa a sua esposa'.

Papas não escrevem mais livros assim!

via fnordsintheair

sexta-feira, julho 19, 2013

Caixinha Redonda, Oval ou Oblonga?!?!?

Não é de hoje que sou um discordiano que come misto quente com ketchup e mostarda amarela acompanhado de suco de maracujá, visto que, aos oito anos, não pude deixar de procurar no dicionário algumas expressões coloquiais que os nossos pais ainda não podiam nos explicar.

Com o Oráculo [
Obama,não se ofenda com os termos, já que você está lendo e acompanhando esta postagem], as coisas hoje estão mais fáceis para algumas situações, até mesmo para a curiosidade de um Presidente. A despeito de desconhecer, de antemão, o que é “oblonga”, não é de se estranhar o significado de “redondo” ou “oval”, e tampouco de duvidar que uma “volta redonda”, para muitos redundante, via de regra poderia ser uma “volta oval”. Redonda, oval ou oblonga poderia ser uma “volta”? Ah, os diminutivos! Quanto mais “inho”, melhor? Para o francês e o inglês, precisaríamos de um auxiliar. A quem recorrer?!?!?
No mais profundo dos sentimentos, temos que admitir que Éris estava correta. Ao jogar aquela maçã, ficou desprovida de tudo o que era premeditado e “caracinza”. Se encurvou para o que era reto, correto, ordenado. Buscou a curva, a volta, o redondo, o oval [
oblongo?!?!?]. Talvez o sentimento de posse estivesse presente naquele momento, talvez um pressentimento.

Ora, se dois mais três são cinco, oval e redondo são diferentes!?!?! (2 interrogações e 3 exclamações), embora o seu perímetro retorne para a mesma origem….. (5 pontos) Se oval tem mais comprimento do que largura, por que para o oblonga seria diferente? Nada concomitante, já que redundar “vitória da conquista” soaria muito mais aprazível que uma “volta oblonga”. Afinal, oval e oblonga seria uma particularidade de algo redondo, assim como “circular”.

Volta vai, oblonga vem, a caixinha continuará pequena e sem o auxiliar. Decerto, Pombal já previa esses acontecimentos.

Uma coisa temos certeza, essa “voltinha” nunca será circular.

http://ononada.wordpress.com

sábado, junho 22, 2013

Dia-X: o Fim do Mundo Definitivo

É hora de jogar fora todos os calendários! Desta vez não há escapatória... Bob nos prometeu que o mundo como conhecemos irá acabar este ano. E isso é garantido. O fim do mundo é inevitável e todos estão convidados!

"Você é Anormal? Então provavelmente é melhor do que o resto das pessoas."
- J.R "Bob" Dobbs

No dia 5 de julho deste ano a Igreja de SubGenius está se preparando para o fim do mundo (novamente) quando os Feiticeiros dos Prazeres e os DEUSES SEXUAIS vão pousar em nosso planeta para separar os anormais dos infiéis.

VOCÊ desde já está encorajado para participar das comemorações. Aqueles dentre vocês que sobreviveram a celebração dos anos passados vão descobrir novamente que "BOB" não pode estar errado.

É o Dia-X! O sagrado dia no qual naves vindas do espaço profundo trarão a Deusa Sexual à Terra para que a RUPTURA se cumpra! Todos os SubGenius  que possuem seu cartão de sócio e não estejam em dívida para com a Igreja-Mãe serão capturados por ela e com ela se engajarão em um vasto e orgasmático Ritual de Sexo dolorido para toda a eternidade ( ou ao menos enquanto durar a viajem para o Planeta X) !!!








Depois de SEIS MILHÕES DE ANOS de perseguição, discriminação e tortura nas mãos da Conspiração, finalmente tomaremos nosso lugar a direita de JHVH-1 e assistiremos de camarote NOSSA VINGANÇA enquanto todas as outras pessoas (especialmente nossos inimigos) forem sendo destruídas em um INTERMINÁVEL INFERNO APOCALÍPTICO!!!  O Armagedon começa em 5 de julho... e vai durar para sempre!!!

(Não somente o fim do mundo será cinematográfico, mas a pipoca será ótima também!)

O que eu posso Fazer?! você se pergunta...

Nada! O mundo entrará em colapso no dia marcado e não há nada que Você possa fazer. Uma boa sugestão então é "Exercite sua Anormalidade.".

PREPARE-SE: EXERCITE SUA ANORMALIDADE

No dia 5 de julho de 2001, não vá ao trabalho ou à escola. Ande nú por ai. Ria Alto e Cague em um parque publico. Grite com seu vizinho. Fale somente a verdade. Componha uma música sobre algo estúpido. Não pague a conta do seu almoço!

Que festas sejam feitas!!! Sim, os aptos devem fazer festas!!! Caminhar de forma diferente, falar com estranhos, agir "fora de si" são algumas das muitas maneiras de comemorar este cinco de julho e sobreviver ao fim dos tempos. Vista-se como um idiota. Transe com alguém muito feio(a). Use penteados que não são do seu estilo, coma comida exótica, coma no chão, coma com ferramentas, convide o seu cachorro para jantar com a família, coma o seu cachorro.
É IMPORTANTE EXERCITAR SUA ANORMALIDADE POIS ELA FARÁ O SLACK DENTRO DA SUA GLANDULA PINEAL VIBRAR DE MANEIRA QUE OS DISCOS VOADORES PODERÃO LHE ENCONTRAR E TIRAR VOCÊ FINALMENTE DESTE PLANETA MALDITO.

Distribua frases apocalípticas em pichações ou panfletagem. Faça alguém acreditar em mágica. Faça teatro na rua. Beije a cobradora do ônibus. Porte-se como um macaco. Deixe alguém maluco. Faça algo louco ou você vai morrer com os demais.

segunda-feira, abril 22, 2013

Sensei…?!ei…?!,sei…?!



SSei…?!,sei…?!
sabes,senhor,…?!
sei ou nao sei…?!
Sensei…?!ei…?!,sei…?!
sabes,sSe Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! i…?!,sei…?!
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sei ou nao sei…?!
Sensei…? Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! o sei…?!
Sensei…Sei…?!,seiquem sou…?!…?!
squem sou…?!abes,senhor,Sei…?!,sei…?!
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sei ou nao sei…?!?!…?! Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?!

sexta-feira, abril 05, 2013

Elucidação


O susto.
Três toques repentinos na porta de madeira.
E a campainha reforça:
A loucura me visita.

Trouxe-nos chá.
Muito agradável, por sinal.
E ao contrário do tempo que evapora diante do conforto, nossa tarde estende-se, iluminada pelo sol.

Gosto das sombras da sala de estar.
Elogio-as.
Estamos a sós.
Aí já são cinco, e meia, e seis, e já escureceu.

Não convidamos palavras, mas eu falo sozinho.
Não convidamos a noite, mas as estrelas nos espiam pelas frestas da persiana mal fechada.
Não convidamos a luz e permanecemos no escuro.
Não convidamos a garota: ela chora no andar de cima.
Ou no quarto ao lado, não sei bem...

Lembranças se exaltam em cada verso da música do rádio...
Mas neste momento já não há estações musicais e, bem, não há do que se lembrar.
Por que a loucura é íntima e temos um pacto:
Presente perpétuo.

Mas pobre de mim que numa distração qualquer pus-me a desenhá-la.
E sem saber como retratá-la, pus-me a escrevê-la.
E sem compreendê-la, acabei por erradica-la
Com tantos pontos e vírgulas e linhas pensadas...

Sobrou chá para mais de uma pessoa.
E a garota num outro cômodo, que não convidei por que não assumo compromissos quando estou de luto.


domingo, março 24, 2013

Mestres Sagrados da Torta de Maçã Que Brilha Dourada Na Janela Ao Esfriar

Um oferecimento:




A'.'A'.'I'.'T'.'U'.'T'.'U'.'
"Nois pita cachimbo di fumo bom e arcansa a Iluminação"




Jing Lang Fu ManJin - O Mestre da Cabeça Dourada do Puro Entendimento 
Popularmente chamado de "O Cabeção de Ouro"



Jin Lang Fu ManJin foi um grande Mestre do Tao do Caos, começando sua carreira muito cedo em sua juventude, sempre aprendendo com as mensagens sutis que a propria Existência literalmente cagava em sua cabeça. Obteve sua Iluminação e Iniciação aos Saberes MultiUniversais depois que um estranho Pombo Dourado cagou em sua cabeça enquanto o Mestre Jin comprava maçãs para sua deliciosa receita de torta de maçã com canela e pitadas de chocolate numa feira local.
Dizem as lendas que Mestre Jin subitamente obteve uma revelação divina estupenda ao ser cagado pelo estranho pombo dourado, após isso, saiu pregando sua sabedoria ao 5 Cantos da Terra até Shamballa, onde dizem as más linguas, se faz uma deliciosa torta de maçã.





Soror Nimbimba Makut - A Senhora do Mojo Mojo Energy



Soror Nimbimba se tornou uma grande mestra do Mojo Mojo Voodoo após ser largada pelo marido dono de uma mercearia que fazia negócios com o "Povo Branco de Gravata Azul" (também conhecidos por aqui de Pink Boys, Arcontes e por aí vai) originados da IBM (está Mega Corporação está mais envolvida nas Conspirações Mundiais que muitos pensam, seus servidores estão possuídos por espíritos criados com códigos provindos da dimensão Arconte).
Soror Nimbimba despertou para a estranha realidade que estava envolvida e mergulhou fundo nos saberes do Mojo Mojo Voodoo; claro que seu ex marido ganhou o que merecia com direito a agulhadas e muitos infortunios. A Mestra do Mojo Mojo Voodoo também ganhou um grande aliado! O Boneco Mais Que Falante Zé do Calunguinha, o boneco é a casa para um espírito muito antigo e detentor dos Segredos do Mojo Mojo Voodoo!
Soror Nimbimba daí para adiante ajudou muitas pessoas necessitadas de Mojo Mojo Energy em suas vidas, receitando feitiços, poções e dando conselhos para todos que a procurassem de coração aberto, a Grande Mestra ainda formou um Culto com o objetivo de ressucitar e trazer de volta a este Plano a presença dos Deuses do Mojo Mojo Energy.




O Grande Sábio Dumb DooDoo Yabydoo! - Também chamado de O Sábio Que Tinha Um Ninho De Passarinho Na Cabeça.




Sua história é meio controversa, ninguém sabe ao certo sua origem....e nem ele mesmo!
Dizem uns pesquisadores que ele era um rabino que cansou de fazer oferendas para Bill Gates The God...ah desculpe, Jeohvah (ou sei lá como se escreve essa porra), Yeshua (ah...esse aí não), Moisés e esse povo chato do caralho todo aí.
Cansado de sacrificar bois, carneiros e empastelar os altares de sangue só para saber que time ia ganhar nas finais do Campeonato Futebolensi de Israel (que na verdade era em Juazeiro do Norte), o Grande Sábio Dumb mandou tudo as favas e virou monge nômade em busca de Conhecimento e raspadinhas premiadas, afinal, sempre estava durango pra cacete.
Outra versão da sua possivel origem é que ele era o Monge Rabinico que desceu do mesmo Disco Voador em que o Grande Elvis retornou a nossa dimensão, dizem também ser Dumb o criador das séries japonesas de Super Sentai, nada sabemos sobre isso.
Uma outra versão diz que o Sábio Dumb era mesmo um funcionario de um escritorio de contabilidade e num ataque histérico pegou um ninho de passarinhos e ao colocar na cabeça iluminou-se, ativando assim sua Pineal.
Numa outra versão.....errr....hã....hã....er.....ah foda-se!




O Grande Sai Baba Baba Bumba Marijuana - O Grande Mestre Ascensionado que tomou o posto de Sant German!



Um dos mais cativantes e simpáticos Mestres Ascensionados, dizem lá dentro do Colégio Invisível que este Mestre foi escolhido por ser mais legal que o emburrado Sant German, ninguém mais aguentava suas frescurites.
Com sua Poltrona Sagrada, sua Pipoca Santificada, sua Pizza da Iluminação, seu Controle Remoto das MultiFunções do Espaço-Tempo e sua Mais Que Sagrada Cerveja; o Grandessíssimo Mestre Sai Baba Baba monitora em estado de Extase Total só alcançado por poderosos Iluminados os diversos níveis de realidade através de sua Tela Do Olho Que Tudo Vê Em 3D HD Smart!
Com seus 4 braços portentosos e sua Iluminada Visão Marijuana o Grande Mestre transmite suas Mensagens aos povos de todas as realidades, passando para eles seu Conhecimentos sobre a Vida, O Universo e o Tudo Mais....ou apenas como apertar unzinho du bão.




O Grande São Penitensius VaiSi Fodius - O Sábio Monge excomungado da Igreja (aquela lá que não gostava de tortas de maçã no café da manhã)



São Penitensius, uma figura lendaria e controversa, confinado em um mosteiro desde a juventude, este nobre e escolástico sábio e fumador de hashishi foi expulso do mosteiro e consequentemente da Igreja quando descobriram que o monge ficava a fumar hashi e folhear revistas PlaySister no banheiro, todos seus Irmãos de ordenação o acusaram de ser um Monge Gnóstico seguidor de Satanás, o que na verdade ele o era!
Este sábio monge alcançou a Iluminação através de hashishi e técnicas masturbatorias em estado de Focus nas Santas Imagens das Freiras Tesudas da revista PlaySister. 
Ele tambám falava em suas prelações cheias de Santa Sacanagem sobre o Segredo Gnóstico do Monte de Feno, possivel apenas para aqueles que aceitavam ser Iniciados nas suas técnicas, claro que ele dava preferência para moças tesudas e bem "formadas".
Um grande Mestre, um grande sábio, e também um grandissíssimo filho da puta; um Iluminado a ser lembrado e aclamado.



Todos estes 5 Grandes Mestres formam a Universidade Invisível Erisiana!!! Que é bem melhor que as Universidades Invisíveis dos concorrentes!

NAMASTÊ
SEJAM ABENÇOADOS
CHUGGA BUGGA NABACETUGGA

FNORD

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

terça-feira, janeiro 15, 2013

O quê me falou o elemental: O quê respondi:




Proponho um debate, por sua vida e por sua morte. Para sua humanidade e para minha essência, como fruto do planeta. Desafio-lhe a me fazer chorar, extinguindo minha verdade sobre três pontos. Sou a visão humana e romântica da “mãe Natureza”. Estou aqui, como seu enviado, a personificação em ti espelhada; braços, pernas, tronco, cabeça, beleza, espírito; se lhe compete a presença de meu espírito... Te digo, se aceitar, pois dou-lhe escolha, que faremos nosso palavrório em três dimensões. No presente, aqui, neste resto de caos, que deixei aos cacos.  No passado, onde você bem sabe tudo o que passou e no futuro, que te é surpresa. Te desafio à falarmos da existência, depois sobre a tecnologia, depois, o amor. Coisas não conectadas, na ordem: Presente: existência, Passado: tecnologia, Futuro: amor. Meu laço está armado e quem vai chorar é você, enforcado no alto de uma bela arvore.  Arme-se, vamos lá... A existência!


Ei-lo, a existência do presente. UM BELISCÃO! Belisco-o, então.

Ei-lo, o passado da tecnologia. Quem primeiro levou um choque. Ache-o e o questione.

Ei-lo, o amor no futuro. Pássaro morde o peixe. Acontece ainda a polinização.

Ei-lo, está chorando!



"SNIF" Me beliscou, bruto.

Elemental se desfaz.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Tartufo - O Desconector de Mundos

Tartufo nasceu na esbórnia oitocentista. Num bom lar italiano ele cresceu. Tartufo parou seu relógio de vida aos 17 anos, graças a Balaclava Enfeitiçada que encontrou num baú que caiu do bolso do deus Zargão, o Iconoclasta. Tartufo, jovem para sempre, conquistou o tempo primordial para se dedicar a criação de simulacros do planeta terra, em escalas menores. Dentro de uma caverna à beira do mar, apostou nas viagens temporais. Sua preferência pela decada de 90 (1990 - 1999), deu-se pelo uso curioso do telefone, em grande parte pelos jovens de sua mesma idade. E, ora veja só que peculiaridade, o que lhe deixou marcado foi o pequeno e cretino ato de passar trotes!

Tartufo criou a sua sétima replica terrestre e tratou de botar tantos milhões quantos fossem possiveis de pessoas diminutas para lá habitar e toda essa massa de populares viveu suas vidas de modo a nada suspeitar da farsa do feitiço da Balaclava. Então Tartufo, após adquirir seu primeiro telefone oitocentista, por primitivo que fosse, tratou de pacientemente por à prova todos os trotes que lhe eram caros, até que eles pudessem funcionar ao pé da letra. Tartufo queria provar que toda a a palavra dada, com seu devido tempo, é a verdade. É a verdade que se torna a verdade. E o tempo é o tempo, aqui e lá, muito tempo depois. Então no simulacro de Terra, ligou por mais de 900 anos. Até que todos os trotes deixaram de ser trotes.

Alô

Alô

Tem um carro cor de gelo aí?

Não

Então é porque já derreteu.

(Tartufo neste caso, aguardou o aleatório até que um dia em uma de suas ligações um carro cor de gelo realmente acabara de derreter na frente da casa de Jameson T. Olsen, em Dezembro de 2.133, devido a queda de um meteoro)

Alô

Alô

Você trabalha com roupa?

Não.

Então trabalha pelado?

(Dia 22 de Agosto de 1998, Carlos Trelfar estava nu em seu escritório, masturbando-se diante de um relatório de faturamento de sua empresa no momento da ligação)

Alô

Alô

Tem um carro verde ai em frente?

Não

É porque amadureceu!

(Janeiro de 1976, Dona Joana, a mesma que atendeu a ligação, também era dona do carro verde abandonado há trinta anos em frente sua casa, que devido a ação do tempo, encontrava-se em estado de longa putrefação ferruginosa....Maduro, por assim dizer.)

Estes e mais centenas de telefonemas sucessivos ocorreram. Até Tartufo se esbaldar em suas considerações analiticas, consistentes, absolutamente idiotas. Tartufo, que tinha poder e tempo, e uma cabeça de bosta.

Quê fez Tartufo em seguida, para ganhar o apelido de Desconector de Mundos?

Saberemos...Quando o tempo for o tempo de saber.



sexta-feira, dezembro 21, 2012

Arquivo X : Feliz Natal, Noel.


 
HO HO HO HO HO HOOOOOOOOOOOOO

Invasão ao castelo de Noel




Ao Velho Noel (Bola na arvore) *

Pelo sagrado milagre de minha imortalidade, neste pedaço de papel eu lhe envio um aviso prudente. Não sei quando e nem como, mas uma criatura de outro planeta e de outra Mãe Natureza, má de tudo e sem sentimentos, vai atacar seu lar. Tratou de dar cabo de meus pêlos e minha sagacidade. Reconheci o corno singular que sai do pulso. Atrocidade! Fui levado até sua nave e vi uma lista reveladora e trágica. Há alusão a tua figura. Deixo-te como posso o aviso. Espero que chegue pela Cegonha.

Coelhinho da Páscoa (Patinha de neve) *



Vindo da galáxia anã “Grande Nuvem de Magalhães”, Mantú retorna ao planeta Terra. Ele segue em direção ao Pólo Sul para dar continuidade a sua lista de caça.

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ףּ⌡۝
Jesus Cristo ⌂ ┼ ﻻ ﻹ ﻵﻍ ﻊ ﻒ ﭢהּ שּׁ ◙
Ghandi ⌠⌡◘ Ludwig Bonaparte Winston Colombo Da Vinci
Charles Darwin Diana Dickensﻍ Walt Disney Edison Albert E = MC²
Federico Fellini ﻍBenjamin Sigmund Galilei Hendrix
Alfred Hitchcock Adolf Ж Houdini Michael Jackson Kennedy Luther King
Kubrick Vladimir Lenin Lennon שּׁ Vurukatte Abraham Marley Michelangelo
Wolfgang Amadeus Deus◙ ﭢ Paul Newmanﻍ Louis Pasteur Picasso
Platão Aristoteles Poe Grigorij Rasputinﻵ Rembrandtﻍ Shakespeare Josef Stalin Teresaﻍ Nicola Tesla שּׁ Twainﻍ Vincent Van Gogh Orson Welles Malcolmﻵ ﻵ Azazel Lúcifer Gang do Lixoﻵ Curupira Kappa Lymantrid Moth Coelho Pascoal
Papai Noel (São Nicolau, Nicolas, NOEL ⌂ הּ) Ж Julian Assange Ж Roussef



Ỗٯلفאָ ףּ⌡۝۞۩
Mantú

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Planalto Antártico – 3. 247 metros sobre o nível do mar - 23 de Dezembro

A nave pousa e derrete a neve macia ao redor do seu perímetro. A superfície contém inscrições em diversos idiomas, riscados ao lado de pictografias primitivas e hieróglifos. Na parte de cima, há uma estrela de quatro pontas preenchida por uma cabala de doze casas, representando os signos do zodíaco.

O caçador extraterrestre salta de dentro da estrutura, pisando levemente na neve. Com a certeza de estar oculto, volteia o corpo com uma manta escura. Encurva-se e parte em direção as parcas luzes que bruxuleiam no horizonte. A neve floca no ar sem intervalos. Mantú ajoelha e afunda as coxas no terreno até a cintura. Fecha os olhos e pensa a respeito da posição das estrelas, a temperatura, o sabor e a intensidade da neve. Ele segue em frente até beirar um pequeno penhasco. Avista no centro do planalto um castelo de pedras ovais.

Treliças estaqueadas no chão contornam o castelo solitário. Mantú resvala as pontas da cerca com a palma das mãos e, utilizando sua altura, atravessa com facilidade para o lado de dentro. Ao tocar o solo, os pés não afundam como o esperado. Raspa a primeira camada de gelo e observa o próprio reflexo. Está em um lago congelado que contorna todo o planalto. O corpo esguio move-se com a articulação em espiral. Um pequeno tornado alienígena avança rumo ao primeiro portão.

Na torre Pai Natal, o Menino Confete, anão mais novo da família dos Bardos, maneja um binóculo com destreza, acompanhando o movimento do espiral que surge na extremidade norte do lago. Sem tirar o tubo dos olhos, pressiona dois botões no painel e brada a plenos pulmões:


“No extremo da cercania/
um estranho espiral surgia/
Observem nas torres o fenômeno/
acordem quem já dormia/
será que dessa moda/
Noel já sabia?”.


No dormitório Chocolate, ainda sonolentos, os anões Bardos escorregam de suas camas e correm em direção a Maximizada Janela Rotacional.

– Confete não cantou o lado que vem o tal espiral. – Diz Selanofix, erguendo sua ceroula listrada até os joelhos.

– Vamos dar uma panorâmica. – Decide o Eterno Aprendiz Sardentinho.

O teto ergue-se por quinze metros e a sala alarga-se por mais quinze e começa a girar lentamente. Na metade da primeira volta os anões Bardos observam a escuridão da noite. Neste tempo, adentram a sala os duendes de Raiz, ouriçados com a perturbação do dormitório subterrâneo.


– Calem-se, verrugas. Olhem para aquilo. – Impera a anã Cenoura.

Ao completar a rotação, presenciam de frente o tornado.

– Aquilo é uma força da natureza. – Observa Minarete, o duende místico.

De volta à torre Pai Natal, anão Confete aumenta o foco de seu binóculo e pressiona novamente o painel.

“Quero avisar/
Há esta hora/
Melhor acordar/
Aquela coisa tem braços e pernas/
Como pôde nos encontrar?”.


Na Maximizada Janela Rotacional, agora lotada, as famílias discutem.

– Está no limite de entrada.

– Confete tem razão. Um intruso.

– Pode estar perdido.

– Ele é grande. Não parece humano.

– Avisem Noel.

Mantú cessa o avanço. Em frente da passagem principal, fecha os olhos e inspira. Do punho direito cresce um chifre espiralado e pontiagudo. Dois braços de neve imediatamente abraçam o extraterrestre. Um extremo frio congela sua pele lisa e prateada. Mantú liquefaz o corpo e entra por inteiro no grande boneco de neve que o ataca. A bola de neve, com ameixas secas no lugar dos olhos e um ramo de cipreste fazendo às vezes de nariz, salpica neve numa tremedeira involuntária. Ressurge o caçador, banhado de água.
O intruso crava o chifre na porta principal que cintila intensamente junto à energia do espiral de osso. A estrutura vai ao chão com um estalo seco, partida ao meio. No Quarto Magno, Papai Noel termina de colar a última placa de madeira no vagão em forma de gôndola de sua miniatura ferroviária. Ele suspira e retira os pequeninos óculos dourados. Na borda da janela embaçada, uma miniatura de boneco de neve derrete em velocidade.

– Quanta maldade! Não é homem, não é mulher. Não é animal. É o mal, é o mal.

Maximizada Janela Rotacional

– Pelos meus minérios! – Exclama o duende Caracoles. – A criatura extinguiu Bruno Floco de Ameixa.

– E invadiu nosso lar! Armem as defesas.

– Não esperava enfrentar inimigos desde os trigêmeos Mathiesen. – Sussurra Honorário Elias, o vovô pigmeu.

Anões. Centenas de anões. Todos correm de um lado ao outro nos grandes corredores do complexo. Num dos galpões, Esmir, o gigante, puxa com esforço a alavanca “Pão de Mel”. Todas as paredes de aço estremecem e o chão de carpete felpudo ondula com vida própria.


– Começou?

– Acione a esteira do galpão Estrela.

– Os brinquedos estão a salvo!

– Bom trabalho, Esmir.

– Debalexa! Organize os menores e leve-os para as Nozes de Marzipan.

– Confete! Acione a oitava faixa do Vesúvio.

A sinfonia de violino intercala gemidos com trovoadas. A luz do complexo em meio tom.

– Sinistro! Há! Boa peça pregará. Boa peça.

– Silêncio Borma. Agora o temos encurralado.

– Temos, é? 
A descida da alavanca “Pão de Mel” muda a estrutura da fabrica. A música horripilante, o chão que ondula e o labirinto de corredores. Tudo feito para proteger os três corações: Sala de Brinquedos, Sala de Cartas, Casa de Sonhos.

– A coisa vem pela espinha principal. Fiquem atentos!

Mantú anda rápido. A ilusão causada pelo movimento do chão não o perturba. Ele ergue a cabeça ao ouvir uma voz de barítono ecoar pelo corredor, vinda com um vento quente.

“Vá embora. Vá embora.”

E o vento quente aumenta a vazão. O caçador rasga como papel a parede à sua direita, com o poderoso chifre.


Sala de Brinquedos


Imóvel por um longo tempo, Mantú observa o setor onde acabara de entrar. As paredes verdes e aveludadas cospem sem parar muitos brinquedos, dos mais variados, em tamanhos e cores diferentes. Ao tocarem o chão, púrpuro e arenoso, as formas se evanescem por completo. Muito acima, o teto dá luz a um dragão verde e reluzente, que ao contrario da infinidade de brinquedos, não desaparece quando chega à altura de Mantú. Ele envolve o corpo esguio do invasor, soltando vapor em sua face. Mantú firma um dos pés na coxa do monstro e impulsiona o corpo pelas suas costas, riscando a carapaça da criatura com o chifre.
A asa esquerda do dragão atinge o ombro esquerdo de Mantú, e este cai de joelhos. O chifre cintila e é cravado na cauda da fera. Das escamas verdes surge um gladiador com o dorso nu e um elmo negro. As asas recrudescem e em seu lugar brotam braços fortes, manejando uma espada e um machado, respectivamente. Mantú enrola-se na capa e vai de encontro à aparição guerreira. O machado trisca o ventre do alvo e a espada trisca o chifre brilhante.

O gladiador chuta o peito de Mantú e retoma a posição ofensiva, bradando a espada de um lado ao outro. Ele arremessa o machado e salta. Mantú rodopia para trás e crava sua arma na nuca do brutamonte. O sangue espirrado toma forma no ar e se agrupa como um cachorro de três cabeças. A pelagem, os dentes e os olhos; o vermelho predomina intensamente. O Cérbero abocanha com três mandíbulas o dorso do caçador. Ele liquidifica o corpo e se emaranha nos pêlos do selvagem animal, que é absorvido por completo e cuspido como uma bola disforme. Mantú retoma seu corpo trincado.

Blocos grandes e coloridos despencam do teto. Caem aumentando a velocidade e suas configurações complexas. Mantú galga os blocos com destreza até a abertura, mas sua perna esquerda não escapa de uma peça dobrada e fica presa entre as figuras. Resvalando no estranho teto, ele retorce o corpo ao sentir labaredas descendo ao seu lado. O fogo fulgura do pescoço incompleto de um quadrúpede branco que desce pela abertura. A mula lustrosa emite um relincho abafado do peito e a ventosa de fogo arde com intensidade. Em seu lombo há um samurai com a cabeça de uma raposa, manejando quatro adagas. Mantú usa o chifre, que rutila inda mais forte que anteriormente e causa uma explosão que o leva para um patamar acima, perpassando a estranha sala e deixando para trás e em pedaços, todas as ameaças.

Sala de Cartas

O antropomorfo usa os sulcos do trançado de sua arma mágica e cura a pele aberta da perna esquerda. Recomposto, ele afunda os dedos na coluna de cera do escuro ambiente onde acabara de se refugiar. Um tacho de fogo é aceso no topo da coluna. Brilha a vela corpulenta que clareia uma esfera bem definida em seu contorno. 

“Oi papai Noel eu tenho oito anos minha mãe pediu pra eu escrever para o senhor. Eu tinha um boneco do vovô me deu, ele fez com o galho da arvore de jabuticaba. E eu perdi ele. Se o senhor puder achar eu queria mostrar pra mamãe. Eu não queria perder o boneco que o vovô deu. O vovô já foi para o céu. Eu sempre me comporto o ano todo, ai nesse ano papai Noel o senhor pode mandar o boneco junto com o carrinho de ferro que o Pedro da escola ganhou do tio dele eu quero um pra brincar junto e com o boneco também. Ta bom? Obrigado papai Noel .
Feliz Natal.
Lucas “

“ Este ano eu vou acordar no natal e ver você papai Noel. Daí não fica com medo por que vai ser eu. E eu quero uma arma igual a que minha mãe mexe no quarto dela. Daí meu pai disse que os vermes do vizinho que fala engraçado não vai nunca atrás de mim. Beijo papai Noel .
Alécio
12, novembro 1972”

“ Pai Natal , boa noite para o senhor. Sei que mora muito longe e é muito frio e eu não quero te aborrecer. Minha irmã ta com muito frio também. A mamãe colocou ela numa caixa. Você pode dar uma coberta pra ela e eu quero uma boneca.
De Ana.”

“São Nicolau, traz tua luz generosa nesta passagem tão bela. Que o amor espalhe sua benção por toda a eternidade. Amém.

Cristina P. Gaudério

1898"


Papai Noel termina de ler a última carta e a joga na imensa pilha ao seu lado. Sua aparência é de um adolescente de cabelos castanhos despenteados. Os olhos estão mareados por conta da difícil leitura das letras miúdas. Ele levanta de cima de um monte desorganizado de envelopes e escorrega para baixo.
A voz de Mantú enlaça a obscura sala:

– Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo. ¹

A voz de Papai Noel responde em tom maior e apaziguador:

– Em uma vasilha, faça uma bola rasa com cem gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água. Deixe descansar por quinze minutos. Após o descanso, adicione frutas secas e as uvas e faça uma massa bem macia. Deixe descansar uma vez mais, coberta por um pano. Após este descanso, faça bolas cheias e fofas, coloque em formas e deixe descansar novamente até quase atingir o dobro do tamanho. Após tudo pronto, pegue uma lâmina, faça os cortes em formato de cruz em cima de cada panetone, puxe as abinhas para fora e coloque por cima uma colherinha de manteiga sem sal. Leve para assar em uma forma de papel. Reparta com os amigos. Pois é de amigos que tudo se trata.

Mantú passa os dedos afiados sobre o queixo pontiagudo, ressabiado com o assunto.

– O tumulto é a linguagem daqueles que ninguém entende. Se a história ensina alguma coisa, é que o mal é difícil de vencer, tem uma resistência fanática e jamais cede por vontade própria. ²

Noel altera sua forma humana, de um jovem esbelto, o corpo assume feições de um adulto corpulento; de rosto corado, os olhos verdes e fulgurantes a fitarem com grande luz o impiedoso invasor.


– Misture leite condensado e leite de vaca. Bata na tigela, com um garfo, os ovos de galinha selvagem. Esquente uma panela de ferro cheia com óleo, mas não deixe ficar tão quente. Passe as fatias de pão amanhecido na mistura de leite e depois nos ovos batidos. Frite até dourar de ambos os lados. Passe no açúcar com canela. Agradeça seus pais por tudo que você é e coma com a gula livre de remorsos.

O caçador extraterrestre se atraca a coluna de cera da vela gigante e a derruba em direção as cartas.

– Eu acredito em tudo, até que seja contestado. Assim, eu acredito nas fadas, nos mitos e em dragões. Tudo existe, mesmo se estiver só em sua mente. Quem é que poderá dizer que os sonhos e os pesadelos não são tão reais quanto o aqui e o agora? ³

Papai Noel sopra a ponta em chamas da vela antes dela cair por sobre os papéis amarelados.

– Tempere um gordo Peru com todos os temperos que tiver em seu jardim. Deixe-o, já de véspera, enterrado na neve, de molho nos temperos, virando-o a cada quatro horas. No dia seguinte, prepare o recheio com castanhas portuguesas cozidas, uvas passas, manteiga, farinha, miúdos e recheie o peru. Com cuidado para não encher demais o papo, costurando as cavidades. Prenda as pernas do peru uma na outra, decorando com papel recortado, preso com uma linha. Besunte-o todo com manteiga e o ponha na assadeira, de papo para cima. Cubra todo o peito com fatias de bacon divino. Regue com vinho branco italiano. Cubra com um papel alumínio e leve a assar em forno de lenha. Após uma hora e meia, descubra-o, regue com o caldo da assadeira e volte ao forno ainda coberto. Uma hora depois, descubra-o e deixe até que tome um tom dourado escuro, regando, a cada quinze minutos, com o caldo da assadeira.

Papai Noel retira uma pequena trouxa com Pó Saltitante e a arremessa no chão. Suas botas brilhantes sapateiam e toda a grande barriga de Noel chacoalha de encontro a Mantú. Os dois rolam pelo chão com o impacto. Noel espreme o caçador contra o chão. O corpo cinza derrete no solo de cartas e desaparece. Uma passagem em arco, feita de paçoca, abre-se e do recinto reluz um jogo de cores embaralhadas. As renas gigantes avançam em marcha e são interrompidas pela voz de seu amigo:

– Afastem-se. Está dentro de mim.

Toda a família natalina se reúne na Casa de Sonhos.

– Venha pra cá, Nicolas. – Grita Jenipapo, o duende da Folha.

Casa de Sonhos

Papai Noel retira outra trouxa da cinta e salpica Pirlinpinpin pelo corpo. Sua fisionomia muda diversas vezes. Ora Noel, ora Mantú, ora duende, ora anão. Numa luta solitária de feições retorcidas, ele flutua até a Casa de Sonhos.

– Tranquem a porta! Isso acaba aqui! – Exclama Selanofix, afastando os presentes em um grande circulo.

O chifre no punho de Mantú rasga o peito de Noel e o corpo parasita cambaleia para fora. Papai Noel emana uma luz branca de todo o corpo, recompondo-se por inteiro. Sua mão firme agarra o chifre em espiral.

– Teu pensamento revela o extremo da abominação.

Mantú urra de dor enquanto o chifre vibra com um ruído de pistão vindo de dentro do seu corpo extraterrestre. O punho é destroçado com o nascimento de um crânio comprido. O antebraço é partido ao meio e o corte sobe até o ombro. A forma presa ao chifre revela uma cabeça de cor rosa e olhos de um azul profundo. O sangue negro do caçador jorra sobre Noel. Renasce o unicórnio, abrindo Mantú ao meio.
– Bem vindo à vida. Uma vez mais, magnífico Vurukatte.

Como uma harpa mágica, o unicórnio relincha, inclinando-se em reverência ao Papai Noel.

– Nicolas, encontraram uma nave. – Desabafa Debalexa, esbaforida.

Anões, duendes e gigantes circundam o corpo destroçado de Mantú.

– Chegamos à véspera de Natal, família querida. Empacotem a carcaça da criatura e carreguem meu trenó. Quando eu retornar, exploraremos a nave. Refaçam Bruno Floco de Ameixa e desliguem as armadilhas do castelo. O pior passou. Não me esperem para a ceia. Vou jantar com o Patinha de neve.

Papai Noel retoma sua forma de criança e sai correndo pelos corredores, desejando Feliz Natal a todos que lá se encontram.

¹ Mahatma Gandhi ² Martin Luther King
³ John Lennon