#TheGame23 - Enter the Infinite Rabbit Hole





What is #TheGame23?

"It is what it isn't though that isn't what it is and like I've always said I think that it's exactly what you think it is. If you believe it is whatever someone else told you it is then you're doing it all wrong because you're the only one who could possibly know what it is." - zed satelite nccDD 23 ksc


Project 00AG9603 - #TheGame23 mod 42.5 level 5

"00AG9603 develops as a self-organizing organism, connects with the virtual environment through its hosts (admins) by arranging the surroundings randomly for its own autonomous purpose" - Timóteo Pinto, pataphysician post-thinker





00AG9603 Dataplex LinKaonia Network

00AG9603 Dataplex
Aaní – Memetized Chaos
#fnordmaze
Hail Galdrux!
Mermeticism and the Post-Truth Mystic
Discordian Babel – a collection of different interpretations on Discordianism
#QuantumSchizophrenia
Neoism/Anti-Neoism/Post-Neoism/Meta-Neoism/Hyper-Neoism
The Omniquery Initiative – How To Save The Universe – an incomplete tutorial
A Call to Weirdness - Operation D.I.S.T.A.N.C.E.
Cosmic Liminality - The Space Between
00AG9603 Forum
00AG9603 Hyper-Surrealism



Hyper-Surrealist Fnord Agency


KSTXI Dataplex


Know more, Understand less



KSTXI Reality Glitch Hack Post-Neoist Meta-Discordian Hyper-Surrealist Galdruxian Tudismocroned Bulldada Network ::: art, anti-art, post-art, `pataphysics, absurdism, discordianism, concordianism, meta-discordianism, realism, surrealism, hyper-surrealism, neoism, anti-neoism, post-neoism, anythingism, etc..

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“Welcome to the most ancient conspiracy on the planet. We’ve gone for so long now that we don’t remember what we were doing, but we don’t want to stop because we have nothing better to do.” - Fire Elemental

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quinta-feira, novembro 26, 2015

Operação Mindfuck

por Dark Night

Operação Mindfuck é sem dúvida uma arte que visa não o terror, mas mudar a forma em que é pensada a realidade.  O terror pode ser eventualmente usado, mas deve- se diferenciar o terror do terrorismo.

O terror se situa na mente e visa apenas mudar a forma de pensar e não a pessoa que pensa. Claro que, se muda a forma de pensar,  a pessoa não será mais a mesma, e consequentemente a pessoa foi eliminada.  A diferença é que houve uma metamorfose mental.

O terrorismo usado na OM é poético.  São eventualmente usadas imagens fortes com a intensão de causar impressão na imaginação do indivíduo que observa.

Alguns forjam rituais de magia negra para fazer isso.  Não que houve realmente um culto satânico, mas um teatro. Quem observa não sabe, força a mente a pensar e concluir diversas formas de ideias implantadas no subconsciente ao longo de sua vida.

Uma sugestão, inspirada num verdadeiro terrorismo poético, é fazer um vídeo com ruídos no fundo,  mensagens subliminares e mandar por correio para pessoas aleatórias ou alvos (blogueiros) .

Uma tática tomada por uma das cabalas discordianas do Brasil é enviar e-mail nonsense e illuminati para humoristas, divulgar o discordianismo em páginas da web (tal como foi feito no site MegaCurioso) atingindo um maior público possível.

Outra estratégia vinda de tempos atrás é escrever em notas de dinheiro a palavra FNORD.
Também poderia ser deixados bilhetes em livros,  praças,  bancos de ônibus,  banheiros públicos, etc.

Faça parte da maior brincadeira mundial, a Operação Mindfuck,  com o objetivo de causar não uma confusão,  mas sim uma forma nova de ver a realidade.

Mande para discordanismo23@gmail.com a sua sugestão.

quinta-feira, março 20, 2014

O P.I.P.A. Convoca a Todos. ou não


https://www.rebelmouse.com/discordianismo/pipa/

Precisamos nos articular para combater ou não.

Marquemos várias marchas por todo o Brasil.

A/O Marcha/Evento da Família com JHV-1 Contra O Comunismo é chato/a pra caralho.



Precisamos de todo tipo de marcha oposta, anti e a favor de ser contra tudo isso que está ai ou não, e muito pelo contrário, porém de forma diferente ou completamente igual, pois a terceira lei de Newton (ação e reação no sentido igual e contrário) e a lei dos 5 não podem ser desrespeitadas de forma alguma, ou então pode sim.

Marchar é agora, ou amanhã. Ou não. Cada um que faça tudo ao seu alcance. Nosso objetivos é desobjetivar, tudo que disserem deverá e será usado contra eles ou não. Em nome de Loki, amém. Salve Discórdia!

Partido Surrealista Brasileiro 
Partido Interestelar Parrachiano Anarco-Zen-Discordiano 
PARTIDO ANARCOTRANSEXUALISTA INTERGALÁCTICO
Última Igreja SubGenius Multi-universal Pirata Ninja Zen Harlem Shake Slack

A ZUERA É O CAMINHO PARA O LADO MULTICOLORIDO. É PRECISO TER O KAOS DENTRO DE SI PARA DAR ZUERA DANÇANTE OU NÃO.

Recomendamos pistolas de água, pena de ganso, cascas de banana, pula-pula, orégano, farinha, talco, bolas de praia,papel higiênico e livros.



Foto de Eduardo Marques.


Usamos Helvetica pq somos gay, e se somos gay somos automaticamente designers gráficos
Marcha dos ursinhos carinhosos contra o falocapitalismo heterocaucasonormativo cristão


O PSuB convoca para mais este evento cívico



  MARCHA DOS PECADORES
Se tem a marcha da família com Deus, façamos a marcha dos pecadores!!!

Porque é um pecado questionar os valores sociais e políticos! O progresso é coisa do capeta!                  
 
    
 
 
                                                                                         
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



"Marcha do tilt com random" 
sugerida pelo (a)partidário membro-(des)fundador do P.I.P.A. Rajiphun Maldonado

"Nós somos parasitas, a gente deixa todo mundo se preocupar com politica e religião pra ficar parasitando e invertendo cos
tume, se vc constrói a gente constrói tb mas ao contrario, se vc quer subir nos queremos nadar na água raz, se vc quer amigos nos queremos uma tv de 29 polegares, assim vamos indo na marcha dos bons costumes randômicos com mto tilt na cabeça, rumo a nossas casas pois a marcha so durou um nanosegundo, so q não, nos decidimos voltar, na vdd tudo aconteceu sem parar, sem vc perceber, eu estava la! eu estava la! eu naici! hauhuahuahauhaah vamos assistir televisão e fingir q jogamos bola, qto mais costura mais status, vamos nos estressar, quero ficar com veia na testa de tanto estresse, mas antes disso tudo, vamos fugir e vamos algemar policia, pois o nosso lema eh TEJE PRESO!"


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Marcha da juventude contra família e com as drogas



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Sugira mais Marchas aqui. Ou não
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Coca-cola diet com mentos. Spray de cabelo. Espuma. Buzina. bonecas infláveis. bumerangue. Fotos da Xuxa Pelada. Panelas. Figurinhas. Taxistas taoístas, budistas paraquedistas, espíritas taxidermistas, ateus atoa, surfistas pastafarianistas , piratas pelados,weird wiccans , surrealistas ludistas, psiconautas situacionistas , groucho-marxistas, retro-futuristas avant garde e bêbados conhecidos, neo-techs, repentistas raelianos .... A minuto é mostrar com quantos cavalos marinhos grávidos se faz um cardume.

Indecência ou Sorte!


Não somos chatofóbicos, os chatos é que são contra nós, portanto em nome da legítima zuera da sagrada retaliação. Hay sentido? Somos contra.
















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segunda-feira, março 03, 2014

Cabala da Igreja Erisiana dos Illuminati Bávaros da POEE


A Cabala da Igreja Erisiana dos Illuminati Bávaros da POEE inicia sua presença em Terra Brasilis!

Somos representantes oficiais da santa Ordem Erisiana Mundial da POEE, agimos em muitos níveis e em muitos setores da sociedade visível e invisível.

Nossos membros e agentes estão espalhados em vossas terras, alguns nem sabem que são nossos agentes.

Por final, algumas linhas do Santo Livro:

"POEE é uma manifestação da
SOCIEDADE DISCORDIANISTA
Da qual
Quanto mais você aprender
Menos
Irá entender

Nós somos
Uma tribo
De filósofos, teólogos,
Mágicos, cientistas,
Artistas, palhaços
E maníacos similares
Intrigados
Com
ÉRIS
DEUSA DA CONFUSÂO
E com
Seus
Afazeres"

S.'.

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Cabala da Igreja Erisiana dos Illuminati Bávaros da POEE no Facebook
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sábado, maio 02, 2009

Tem socialite no funk

por Melina Dalboni

A mais nova funkeira do Rio não vem dos morros. Cunhada de João Gilberto e filha do conhecido dentista Olympio Faissol, a cantora Heloísa Faissol anda fazendo sucesso no Youtube com a música "Dou pra cachorro". Aos 38 anos, depois de ter sido estilista, acrobata, atriz, pintora e bailarina, a socialite resolveu cantar funk safadinho, chocando a família e o high society.

- Estou sem falar com minha família desde o ano passado. Tenho um irmão diplomata que está achando que eu estou doente - conta, às gargalhadas.

Heloísa vem sendo chamada de a nova Narcisa Tamborindeguy, de quem ela até admira a "autenticidade", mas acha que falta pé no chão. O outro apelido é Heloísa Quebra-Mansão.

Mas, por que agora a música? Por causa do Chico Buarque, ela exclama. Na tentativa de conquistá-lo, Heloísa escreveu textos, cartas, poemas, músicas e pintou quadros. Sua última cartada foi arriscar um rap: "Miau, miau, miau, pode até fazer au-au, pois só vou me sossegar quando eu te conquistar".

- Quando conheci o Chico, eu o admirei muito. Além de ser um grande artista, ele é ótimo pai, respeita a ex-mulher, é encantador, ético, ajuda outros artistas, ajuda os pobres, daí fiquei meio obcecada por ele. Tive até que fazer terapia porque minha vida parou - conta.

Admiradora de Preta Gil, Rita Lee e Carla Bruni, a funkeira que só tem "Dou pra cachorro" atualmente no repertório, atrai críticas. O DJ Marlboro disse que entende "quando os meninos da comunidade lançam músicas pornográficas, apesar de não concordar", mas uma patricinha ele não aceita porque "é muita queimação de filme para o funk". Por outro lado, Heloísa recebe o apoio de Tati Quebra-Barraco, com quem pensa em gravar.

- Por causa dessa música, ficam falando que eu sou burra. Mas deixa pra lá, um dia eu vou mostrar minhas outras letras, que falam de política, amor, crise, drogas - diz, enquanto fuma um... Marlboro.

Ela gostaria de gravar um CD e se apresentar no Via Show:
- Com a música, eu me encontrei. Não tenho dinheiro para fazer um CD agora, mas não vou desistir, mesmo sem o apoio da família.

Seu filho, João Artur, de 12 anos, entende o trabalho, ela diz.

Desde que começou a cantar seu primeiro e por enquanto único funk (Versão original: "Tô fervendo, tô no ponto, eu dou no primeiro encontro/ Se você for tarado, vem que eu gosto do babado"), as relações com a família estremeceram:
- Minha mãe mandou um recado de que me perdoou. Mas, de quê? Eu não matei, não roubei, não traí, não menti, mas eles não compreendem meu trabalho. Meu pai é um que vem com um discurso moralista.

João Gilberto, pai de sua afilhada Luisa Carolina - filha de sua irmã, Cláudia Faissol - também parece não aprovar.

- Soube que ele disse "A Lolozinha está muito doente. Precisa ser tratada". Ficou horrorizado - conta - Mas o João é um amor.

A carioca, que agora frequenta o Morro da Babilônia, no Leme, quer distância das "festas chatas" e dos "papos fúteis".
- O high society é falso. As pessoas mais simples falam na lata: "O cara transava mal pra caramba, parecia uma britadeira". As socialites dizem, com um sorrisinho: "Ai, ele é um amor". Às vezes, nem transam, nem gozam, mas têm que representar aquele personagem lady.

Depois de ser chamada de "Helouca" pelos antigos amigos, ela decidiu só andar com artistas e a turma da comunidade.

Formada pela Escola Suíço-Brasileira, em Santa Teresa, Heloísa estudou com Letícia e Tonico Monteiro de Carvalho, Marisa e Maria Rita Magalhães Pinto e Jaqueline De Botton. Aos 17 anos, foi morar em Paris, onde se formou em moda pela Esmod. Quando voltou ao Rio, resolveu abrir um ateliê, que durou pouco mais de um ano. Então estudou marketing, acrobacia, circo, pintura e namorou Duda Lacerda Soares, Andy Lundgren, João Pellegrino e o editor Charles Cosac.

Hoje, apesar de cantar para quem quiser ouvir que dá pra cachorro, conta que "está na seca".
- Eu adoraria estar dando pra cachorro porque quem dá pra cachorro deve estar feliz. Mas eu sou muito romântica. Escrevi essa letra inspirada numa amiga que estava dando mole para todos os homens num bar, e no Nietzsche, meu cachorro, que ficava trepando na perna de todo mundo que ia lá em casa.

A música que toca nas rádios é uma versão mais light da que roda na internet. Os DJs acharam o funk pesado demais e pediram uma letra mais leve.
- A maioria das pessoas para quem eu mostro a música cai na gargalhada. É quase uma coisa infantil, é lúdica, debochada.

Heloísa tem na gaveta o "Funk da galinha": "Cócórócócó, vem, me roça o fiofó/ Cócórócócó, te dou mole, dou sem dó".

Resta saber se as rádios vão pedir uma versão mais leve...

fonte: O Globo

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http://musicaoriginalbrasileira.blogspot.com/

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quarta-feira, abril 01, 2009

Anão vestido de palhaço mata 8 - A Saga de Josef

por Marcos Barbará

Prefácio

A saga de Josef, o Anão, se desenrolará sem o menor sentido, lógica ou coerência. Obviamente inspirada no pior de Monty Python, Woody Allen e Douglas Adams, começou a ser escrita em 2004 e jamais terminará, apenas para irritar a imprensa especializada. Não que o autor tenha alguma idéia do que está fazendo, ele apenas escreve em intervalos não-periódicos, normalmente intercalados com ofensas aos leitores.

Há aqueles que dizem que Josef tem um pouco de cada um de nós, e esses são os mais idiotas. A ligação com os fatos históricos narrados é perfeitamente plausível, desde que você acredite no Wikipédia.



Croácia, verão de 1999. Nevava. Era mesmo um verão estranho. Zagreb amanhecia escura, sem saber que Josef, o Anão, amolava sua faca com um carinho todo especial...

... naquela manhã, Josef acorda e descobre que seu papagaio foi nomeado Ministro da Economia. Morre de inveja e tenta suicidar-se, mas seu revólver é daqueles que disparam uma banderinha com a palavra "bum!". A bandeirinha acerta seu olho mas ele sobrevive, passando a enxergar tudo em duas dimensões.

Após correr pelado em um campo de golfe por não conseguir cortar os pêlos de suas costas, Josef, o Anão, consegue um emprego de tenor na Orquestra de Zagreb, e é demitido 15 minutos depois por não conseguir fazer o sinal de aspas com dois dedos de cada mão. Amargurado, ele dança até a beira do lago, onde contempla a si mesmo durante quarenta minutos. De repente dorme e sonha com um cabrão, uma besta mitológica com a cabeça e o corpo de um leão, mas não do mesmo leão.

Ao acordar, Josef decide procurar emprego no crime organizado, porque gosta de ser beijado na face como um italiano. Conhece então Little Joe Brumbble (também conhecido como Big Joe Brumbble), um sujeito tão desconfiado que não dava as costas a ninguém e, por isso, andava pelas ruas girando, rodopiando constantemente.

Foi então que Josef, o Anão, decide fazer uma ode a seu pâncreas, a quem chama carinhosamente de "Franklin Delano Roosevelt". A ode torna-se um sucesso instantâneo, e Josef é convidado para uma festa no Sindicato dos Produtores de Bibelô, onde bebe, faz um discurso, vira o centro das atenções, e faz amor com três mulheres, tudo isso em sete minutos.

Neste momento, percebe que sua alma está saíndo de seu corpo para fazer uma chamada telefônica. Dez minutos depois, é preso pela Interpol, pelo fato de sua obra "Ode à Franklin Delano Roosevelt, Meu Pâncreas" ser um plágio de "Ode à Winston Churchill, Meu Duodeno", publicado duas semanas antes pelo Rabino Zevin. Este processa Josef, que é condenado a pagar setecentos milhões de dólares ao Rabino e obrigado a usar suspensórios no Dia do Trabalho.

Josef se recusa a usar suspensórios, por "deixar a impressão que tenho 62 centímetros, e não 65", e é levado para a Prisão de Greb, em Zagreb. Lá conhece Ti Ma, um chinês que se veste de esquilo para não ser mais confundido com Mao Tse-Tung.

Treze segundos depois, Josef descobre que Ti Ma é seu irmão, e chora copiosamente como uma ovelha. Quatro minutos depois, Ti Ma morre de tifo. Utilizando apenas suas mãos e os conhecimentos adquiridos na Universidad Autónoma de Cochabamba, Josef faz uma cirurgia para ressuscitar seu irmão. Em quinze minutos de procedimentos cirúrgicos, Josef profere vida a seu irmão e cura sua lordose. Ti Ma levanta, prepara-se para fazer um discurso, porém é mordido por uma doninha, cai, e morre. A habilidade de Josef é reconhecida e ele é levado ao encontro do grão-vizir de Zagreb para acompanhá-lo em uma pescaria de atum.

Então disse o grão-vizir a Josef, "estive pensando em como minha vida seria diferente se eu tivesse nascido um dia antes do dia que nasci". Em um momento de sublime inspiração, Josef proferiu que "pouca coisa mudaria, a não ser o fato de que você teria feito essa mesma pergunta ontem". Libertado pelo grão-vizir por sua sabedoria, o Anão vai ao supermercado comprar tubérculos, e lá encontra John C. Willow, o homem que venceu o Prêmio Nobel da Paz após matar seus quatro concorrentes.

Willow confunde Josef com um pernil assado, coloca-o dentro de uma caixa de isopor e começa a correr em grande velocidade pela calçada, derrubando todos que encontra em seu caminho. Aproveitando-se de um breve momento de distração de John C., Josef salta da caixa, caindo dentro de um cesto de vime de uma mulher africana que colhia figos. No meio das frutas, o Anão tem um insight, levanta-se e proclama ao povo: "A verdade é a fortaleza dos inocentes!". Todas as pessoas param instantaneamente, inclusive o trânsito e todos os sons da cidade. Lentamente, começam a aplaudir, uníssonos, ao mesmo tempo que surge uma fanfarra. Josef é erguido aos braços da multidão, ganha a chave da cidade, e é nomeado como Mulá de uma religião xiíta ortodoxa.

Assustado, Josef percorre a planície do Cáucaso por 6 dias e 6 noites, e então encontra um sujeito que lhe faria uma revelação bombástica, se estivesse sóbrio. Janko Milaszkiewicz, um polonês desempregado, mantinha sua funções vitais ativas com a ingestão de leguminosas que ele próprio plantava em seu jardim hidropônico. Vivendo sozinho desde 1917, Janko nunca foi popular, e os poucos amigos o abandonaram ao descobrir que ele possuia dez dedos nos pés, sendo nove dedos no pé esquerdo e um no pé direito. Discreto, muitas vezes incógnito, caminhava rumo ao anonimato total. A única felicidade do polaco consistia em conversar com Puppy, uma fuinha maltesa. A diminuta criatura lhe transmitia carinho e confiança, ao mesmo tempo que cozinhava e anotava os recados. Após uma troca de olhares, Josef repudia a fuinha, cospe ao chão, e decide fazer do objetivo de sua vida a extinção de todos os animais do filo dos Chordata. Então Josef desafia Janko a um duelo que custaria a vida de um dos envolvidos na balbúrdia.

Janko afaga Puppy, sua fuinha maltesa, e após cantar "The Candy Man", atira com um estilingue em Josef, que desvia e comemora como se fosse um gol. Transtornado, o polonês se recolhe no canto da sala em posição fetal, ao mesmo tempo que Josef imita um quero-quero. Então uma revoada de patos migratórios invade o recinto, dispostos em V, capturam Puppy, e somem no horizonte em câmera lenta. Janko se aproxima de Josef e pede para ser sacrificado. O Anão apalpa sua cútis e declama: "Ninguém pode ser sábio com o estômago vazio". Miguel de Unamumo entra no ambiente, reclama por ter perdido a consulta no periodontista, e foge. Minutos depois, Janko é levado pela Companhia das Índias Ocidentais, em troca de rum e melaço. Livre da ameaça hidropônica, Josef segue livre seu caminho em busca de alcaparras, mas cai em um vórtice do espaço-tempo e é jogado no ano de 1327, onde decide abrir uma padaria de pães artesanais em sociedade com Sean Connery.

Enquanto a padaria seguia rumo à bancarrota, Josef divertia os locais com seus intrigantes passos de Lambada Escandinava. O ritmo frenético e contagiante fez com que Josef ficasse famoso da Prússia até o Reino Ostrogodo. Contaminado pelo ciúme, Sean Connery decide eliminar Josef utilizando uma broa envenenada, forjada meses antes para tal intento. Josef aceita a broa com júbilo, sorri, e ao aproximar seu maxilar da mortífera massa fermentada, Connery se arrepende, e gritando em câmera lenta, se arremessa na direção do Anão, que rola e cai ao solo, ao lado do quitute da morte. O escocês conta a verdade a Josef, que afaga a face de seu quase-executor, e o perdoa, declamando: "Poupe seus ovos e serás um grande galináceo". Sean Connery, em êxtase, ergue o Anão como um troféu e em seguida o abraça carinhosamente por 19 minutos, mantendo-se em catarse por tempo indefinido. A fama de benevolente de Josef se espalha com a ventania e dois dias depois ele é eleito Papa. Porém, o destino de Josef e, quiçá, de toda a humanidade, estaria nas mãos daquele que sabia tanto sobre sua importância para o mundo quanto um brócolis sabe sobre a história da União Soviética: Sr. Rufus Donato.

Sr. Rufus Donato estava satisfeito em seu cubo, ao qual denominou sabiamente de "cubo". A frustração por descobrir que a União Soviética ainda não havia sido criada em 1327, aliada ao fato do Trópico de Câncer se localizar no hemisfério norte, tornaram o Sr. Rufus Donato tão amargo quanto Robert De Niro em "Taxi Driver". Quando descobriu que Josef fora proclamado Papa, Sr. Donato pensou, enquanto roía obsessivamente as unhas do pé, que o Anão poderia evocar um movimento tectônico e criar a União Soviética. Partiu imediatamente à caça de Josef, não sem antes tropeçar nos pedaços de unha cuspidos no chão. O andar do Sr. Rufus, que a cada três pulinhos exclamava 'plim!' e sacudia os chocalhos costurados nos bolsos do seu paletó, chamou a atenção de todos do vilarejo, que taparam os olhos com a mão esquerda, fazendo com que Sean Connery despertasse de sua catarse cheio de flunfas em seu umbigo.

Exatamente ao mesmo tempo em que Josef vencia um duelo de rappers contra o Coral Grego de Canto Gregoriano, Sr. Rufus Donato corria em espantosa velocidade pelas ruas medievais, guiado por doze bilhões de vespas africanas, atrás dos rastros do Anão, seu suposto salvador. Porém, quando alcançou a velocidade mítica de 27 nós, tropeçou em Santo Agostinho, que ensaiava para um papel mediano em Procurando Nemo. Ouvindo a algazarra formar-se no vilarejo, Josef sai à varanda, e mais que automaticamente seu olhar se encontra com o olhar de Sr. Rufus Donato. E foi então que o mundo parou.

Eis que chega o momento de Josef revelar parte do segredo de sua felicidade. Do horizonte surge um urso panda de 120 metros chamado Chu, que corre ao encontro de seu satisfeito proprietário. Chu é uma entidade cativante, que acha todas as pessoas legais, e não pára de repetir que precisa de amor. Sem proferir uma palavra sequer, e fazendo um leve movimento com a cabeça, Josef manda Chu ao encontro do Sr. Rufus Donato, que, extasiado, começa a correr em círculos em volta de seus próprios cotovelos, e instantaneamente adota Chu oferecendo seu amor incondicional. Por maior que possa parecer, o amor do Sr. Rufus Donato não era suficiente para suprir a carência afetiva de Chu, que se transforma em um artefato inanimado. Chu, sugando todo o amor medieval do condado, cria um vórtice que leva todo o vilarejo para a remota Normandia, em 1066, no instante em que Haroldo III da Noruega invade a Inglaterra com a ajuda de Tostig Godwinson, ex-Conde da Nortúmbria e irmão renegado de Haroldo II, expulso da corte depois de tropeçar e cair em público.

Atordoado, Josef aproxima-se de um castelo, e sua única entrada está guardada por hunos truculentos que só o deixarão entrar se ele se chamar Douglas. Afortunadamente, aproxima-se dos portões do castelo uma multidão carregando uma faixa com os dizeres "XVII Convenção Anual dos Douglas". Josef se entranha em meio aos Douglas e consegue entrar, de ceroulas, mas é flagrado cantarolando "Assim Falava Zaratustra" durante a execução do hino normandio. O Anão alega tratar-se da canção-tema da "Pequena Sereia", e começa a dançar charleston com grande desenvoltura, mesmo amarrado como um cordeiro. Surge então o gerente do castelo, um homem com tanto poder que possui a alcunha de faraó grão-czar. Ele parece apreciar a agilidade de Josef, mas se distrai com duas pombinhas, e Josef é encaminhado ao calabouço, onde conhece Nietzsche, que está lá por não saber soletrar seu próprio nome.

E de um fosso no fundo do castelo, ao som de "Doze milhões de pulgas estão me carregando", grande sucesso da época, emerge um trono. Neste trono está sentado um homem minúsculo, que carrega como vestimenta seu crachá desproporcional com seu cargo gravado: "Faraó Grão-Czar - FGC". Cinco estagiários o ajudam a levantar sua micro-cabeça, que fica sempre baixa devido ao peso do cordão do crachá. Os estagiários acabam se confundindo e levantando os braços e as pernas de FGC, criando um estranho balé. Josef não suporta a idéia de comer pratos temperados com cominho todas as manhãs, e, com o punho erguido, declara a independência da Caxemira. Inexplicavelmente, Nietzsche começa a brigar consigo mesmo, atraindo a atenção de FGC, dos guardas e dos estagiários, deixando livre a passagem de Josef para a liberdade.

Josef se esquiva dos guardas e, tal como um saltador mexicano de penhascos, se atira ao mar, onde começa a fazer movimentos de golfinho, chegando desta forma no Estreito de Bering em seis minutos. A ginga frenética do Grande Anão causa um enorme atrito entre seu diminuto corpo e as moléculas da água do mar, tornando aquele pequeno espaço de oceano em um colapsal redemoinho do tempo, levando Josef e 20 milhões de litros de água salgada diretamente ao centro de Tebas, 297 a.C., onde o Anão conquistaria os corações e as mentes dos nativos, assim que todos se secassem.

No momento seguinte à hecatombe oceânica, uma pequena multidão viu Josef emergir do recém-formado lago e automaticamente ser reconhecido como Poseidon, o Rei dos Mares. O povo ateniense o saudava e ele foi levado ao encontro dos sábios da época, onde conheceu Sólon, o grande legislador, que tentava criar uma nova espécie de pepinos, e Mulipas, o agrimensor, que tinha acabado de descobrir que a Terra era em forma de G. Do outro lado da pólis, Josef, enquanto Poseidon, fora convidado para entregar a medalha de ouro no decatlo para o herói Aquiles, mas nota a extrema semelhança entre o atleta e Janko Milaszkiewicz, o polonês desempregado. Ressabiado, Josef simula estar maltratando uma fuinha, o que faz com que Aquiles perca o controle e revele-se como o Senador Republicano Greg Bingaman, de Idaho.

Apavorado, o Senador Bingaman tenta colocar a peruca que guardou desde a Grande Depressão, mas atrapalha-se com os protetores de orelha e fere sua própria gengiva, pela qual era obcecado. Josef o reconhece, e, encarando seu nêmesis, o obriga a dizer a palavra "Guatemala". O Senador erra a pronúncia e é preso. Uma grande e gorda mulher, aparentemente sem nenhuma ligação com os eventos, começa a pegar fogo, não parecendo se importar com isso. Em meio à balbúrdia, Josef considera seu trabalho em Tebas cumprido, mas fica triste porque lembra que seu celular não terá sinal nos próximos 2293 anos.

Desprezando os limites da física e do bom gosto, Josef salta sobre o Monte Olímpo gritando "tio Toby roubou minh'alma", sendo teleportado ao epicentro da Revolução Bolchevique de 1917, fato que deixaria Nikita Khrutchev confuso por algumas décadas. Como forma de auto-defesa, o Anão começa a ofender a todos chamando-os de "lambões" e "Bob McNamara", evocando a quinta emenda. Consegue confundir os sovietes e, aproveitando-se da inflação de 829.000% ao segundo, aplica 1(hum) rublo em um fundo DI e três minutos depois retira o valor suficiente para adquirir o Encouraçado Potemkin, rebatizando a embarcação de "Olof Mancuso", para fugir como um islandês.

Fanático por "Caçada ao Outubro Vermelho", Josef obriga os tripulantes a entoarem o hino soviético, porém como a União Soviética não existia ainda, todos começam a cantar "Bamboleo", do Gipsy Kings. Isso irrita o nano-capitão Josef, que inicia uma série de conquistas com o encouraçado, modificando o rumo da humanidade e fazendo inimigos nas editoras dos livros de história. Eis que ressurge Sean Connery, alegando ser o único a saber o nome do filme argentino no qual um esquilo cai em um recipiente com cádmio e vira o presidente da Noruega. Josef diz "El Rey Serelepe", compelindo Sir Connery a trocar seu sistema imunológico por um ouriço-do-mar. Liderada por Marcel Marceau, uma frota de submarinos patrocinados pelas grandes editoras aproxima-se ameaçadoramente do Encouraçado Olof Mancuso, onde Josef veste sua melhor polaina e ingere um refresco Mupy, apenas olhando o radar verde e aguardando o início do ataque.

Quando a frota de Marceu Marceau liberou seu primeiro torpedo na direção do Encouraçado Olof Mancuso, o único som que se ouvia era o alarme incessante e o som do radar anunciando a chegada do anjo da morte. Mais que conformada, a tripulação estava orgulhosa de sucumbir ao lado do Capitão Josef, o Anão. O cantar da sirene provavelmente seria o último som que os homens a bordo ouviriam antes de encontrarem-se com seus antepassados, mas Josef não desistiria tão fácil. Para um olho destreinado, o Anão estava apenas tentando lamber seu cotovelo, quando na verdade, ele acabara de ter uma idéia que salvaria a vida de todos, aniquilaria o inimigo, e tornaria ultrapassado o Grande Livro de Receitas da Vovó Esmeralda. Enquanto o suor fúnebre já emanava de toda a tripulação, Josef recordou que o Encouraçado carregava 412 toneladas de inhame, trocadas por um guaxinim no Porto de Minsk no mais bizarro escambo já registrado pelas autoridades aduaneiras do leste europeu. Quando restavam dez segundos para o impacto, e todos os homens se acotovelavam para padecer mais perto do Anão, Josef profere: "Libertem o inhame". O responsável pelo tubérculo aperta o botão vermelho que abre as comportas do depósito, e meio segundo depois, o torpedo inimigo explode contra a parede de inhame, eclodindo em um grande cogumelo de fogo e carboidratos. A chuva de inhame não só afundou a frota de Marceu Marceau como acabou com a fome de toda a Lituânia, fazendo com que Vladimir Lenin desistisse da Revolução Bolchevique para se tornar padeiro.

Após subjulgar a frota de Marcel Marceau, Josef é erguido em êxtase pelos seus comandados, enquanto saboreia um autêntico refresco Mupy e faz o V da vitória para a multidão. Porém, um sujeito não estava satisfeito com a glória do Anão. J. Gallardo ocupava o cargo de maior prestígio em Kiev – Bongo Humano – e não seria superado com tanta facilidade pelo Diminuto. Durante a marcha de Josef, J. Gallardo começa a espalhar o boato que o "V" de Josef quer dizer "ventoinha", ou ainda pior, "vinagrete". A população fica ouriçada e começa a se voltar contra o Anão, fazendo com que J. Gallardo inicie uma gargalhada cósmica. Prestes a ser linchado pela massa, Josef simula o som de uma cuíca com grande exatidão, atraindo onze mil macacos-bonobos, sendo o estopim de um caos jamais visto antes de 1917. J. Gallardo se arrepende de seu gesto cruel, e numa tentativa desesperada de salvar Josef, se lança em um recipiente com cádmio para atrair a atenção de todos, ao mesmo tempo em que sacrifica seu sonho de ser jóquei. A reação química somada ao rugir dos macacos-bonobos causa um fluxo de energia suficiente para sugar Josef, J. Gallardo e o czar Nicolau II para 2007, materializando-se os três bem no meio da cerimônia de abertura das Olimpíadas Escolares de Uberaba.

O discurso do Secretário de Esportes de Uberaba foi subitamente interrompido pela materialização de Josef, J. Gallardo e czar Nicolau II no alto da tabela de basquete, suficiente para arrancar alguns aplausos satisfeitos. Devido a uma confusão na entrega dos convites, o cônsul da Lituânia estava presente à cerimônia, e ao reconhecer o czar, avança sobre o monarca com tremenda virilidade, em repúdio ao regime totalitarista impetrado entre 1894 e 1917. Porém, czar Nicolau II só dava ouvidos ao seu peixe-beta, e começa a correr pelas ruas de Uberaba com seu suntuoso casaco de arminhos. Preocupado com essa pequena alteração no curso da história, Josef persegue e captura Nicolau, cedendo o casaco à recém-inaugurada loja de roupas Arminhomania. "Seja bom", diz Josef ao czar, que se arrepende instantaneamente de todos seus crimes de guerra e entende o verdadeiro sentido da vida, abraçando o Anão com ternura, logo após declarar a independência de Uberaba.

Satisfeito com o resultado da missão, Josef busca repouso em uma estalagem de nome "Abrigo de Tia Regina". Embora incomodado com alguns detalhes, como o fato de Tia Regina ser um sujeito de farda militar e rosto camuflado, que bradava ordens em alemão a outros trinta homens vestindo trajes espaciais que carregavam um recipiente amarelo com a palavra "Plutonium", decide entrar mesmo assim. Após aguardar, sem sucesso, resposta para o toque da sineta na recepção, Josef entranha-se furtivamente em uma sala onde Tia Regina prepara-se para apertar um botão vermelho, sob gritos de incentivo dos colegas e o mapa da Groenlândia na parede como final da rota de um míssil. Aproveitando-se da mesa de quitutes natalinos, Josef atira uma noz moscada em Tia Regina, que cai e morre. Inflamados com o acontecimento, os homens encurralam Josef, que, mesmo cercado, confunde os oponentes com uma ginga de corpo e se lança sobre o recipiente amarelo, que começa a vazar. O fim do Grande Anão era uma questão de segundos, já que os homens se aproximavam com palavras não amistosas, e o líquido derretia o chão perto de seus pés. Numa mistura de genialidade e ousadia, Josef retira do bolso seu estojo de Alquimia Mirim, e mesmo sem ler as instruções, atira pó de ferro e ácido sulfúrico no líquido esverdeado. A reação química ainda não compreendida pela ciência gera uma bolha protetora em volta de Josef, que gira em velocidades cósmicas e atira o Anão para o século VI a.C., no exato momento onde os persas, aparentemente, encontravam uma maneira de transportar um enorme golfinho até Utah.

Ao materializar-se no centro político da Pérsia, no século VI a.C., Josef estava nu e com fome. Levantou-se, mediu a velocidade do vento com seu indicador, e calçou suas meias da sorte. Os locais aproximavam-se com um misto de admiração e assombro, e o eficiente artesão Sa'dabad esculpia graciosas miniaturas do Anão em pedra-pomes, vendendo ao preço de três cabras. O líder espiritual foi prontamente chamado, e ao chegar renunciou ao seu cargo por se sentir cosmicamente ínfimo perante Josef. Tanto poder incomodou o Xá Pahlevi, que suspendeu a reunião com os emissários da Babilônia para ir a encontro do tumulto que se formava. "Apresente-se àquele que se materializou", bradou o porta-voz do Xá Pahlevi. "Sou Josef, o Anão, e desafio seu pavão para uma partida de War". A tensão tomou conta de todos os seres vivos em um raio de 4,2 quilômetros. Uma certa senhora Brewster desmaiou. Após alguns momentos de deliberação entre Xá Pahlevi, o pavão (acompanhado de seu empresário), e um sujeito extremamente parecido com Al Pacino, o desafio foi aceito e teve local e hora marcados, para alegria dos cambistas persas, que já tinham em mãos todas as entradas compradas com uma carteirinha de estudante em nome de Carlitos Tevez.

O duelo de War entre Josef e o pavão real era o evento mais importante do Império Persa desde que Arthos, o Grego, desafiou (e venceu por 2x1) um arbusto em uma partida de bocha. Embora a aparição apocalíptica do Anão tenha lhe rendido alguns seguidores, a casa de apostas de Ghulaman mostrava que o pavão tinha a preferência do povo e da crônica especializada. Conforme o momento da batalha se aproximava, o público se aglomerava no local do evento, sem que faltasse uma criatura sequer. Lá estavam todos, leões e pulgas, o sujeito extremamente parecido com Al Pacino, o eficiente artesão Sa'dabad, Arthos, quarenta mil garotas com carteirinhas de estudante (falsas) de Carlitos Tevez, uma certa senhora Brewster, e um arbusto. Tal como um Cassius Clay, o pavão surge envolto em um roupão, com seu séquito de treinadores, massageadores, advogados e um filósofo, conquistando a multidão com seu carisma inconfundível. Aproveitando-se da situação, Josef aparece despreocupadamente comendo uma mexerica, sem saber que morder o fruto poroso era considerado na Pérsia uma ofensa tão grande quanto lamber os cotovelos na presença de um marceneiro. Tomado pelo ódio, o pavão e as milhares de pessoas atacam o Anão de forma voluptuosa, e, naquele momento, pouco restava a Josef exceto sua honra e sua camiseta da seleção da Nicarágua assinada por S. Paladiño.

Ao ver Josef mordiscando a mexerica, o líder espiritual persa ordenou que o Anão fosse morto como prevê a lei que protege os frutos cítricos: cada habitante da Pérsia aplicaria um sopapo na nuca do réu, exceto crianças e idosos, que poderiam dar dois. Entregue à própria sorte, Josef é capturado, atado e levado na direção do Templo do Sacrifício, ao som da animada marchinha "Alimentem a hiena com o rim do desventurado". A fúria incontida da população persa contrastava com a serenidade de Duílio Kobayashi, obscuro membro da equipe de seguranças do pavão. Enquanto os demais protetores e empresários do pavão somavam-se à multidão enlouquecida, Duílio caminhava tranquilamente no sentido contrário ao fluxo, na direção do Anão imobilizado. Ao aproximar-se de Josef, o segurança se despe em um só movimento de seus trajes de segurança persa, revelando um uniforme militar russo. A multidão pára, e Duílio sussurra ao ouvido de Josef: "Foi uma honra servir com o senhor no Encouraçado Olof Mancuso". Em meio à surpresa geral, o misterioso benfeitor arma uma mini-hélice e fixa o artefato em Josef que é erguido do solo com a ajuda da exótica máquina, sendo guiado em câmera lenta pelo doce vento da liberdade, para desespero do povo e das autoridades persas.

continua...

terça-feira, dezembro 09, 2008

Discórdia Brasilis número 2

e chegou a segunda edição da Discordia Brasilis, a Revista do Discordianismo Brasileiro.

Rev. Beraldo (responsável por essa maravilhosa edição juntamente com Rev. Peterson) dá o toque: "O conteúdo da revista pode ser usado de qualquer forma. MESMO. Mas seria legal que você desse crédito ao autor original."

baixe aqui

terça-feira, novembro 18, 2008

Seja Bem Vindo!

Imagine chegar no aeroporto e ser recebido por um grupo de 20 pessoas que você nunca viu antes - e com cartazes, flores, balões. Uma festa para a sua chegada.

O grupo Improv Everywhere, que realiza intervenções urbanas em Nova Iorque, fez isso no aeroporto JFK. Os passageiros escolhidos para serem recepcionados, em um primeiro momento, não entendem nada do que está acontecendo. Clique na imagem abaixo para ver.


Welcome Back from ImprovEverywhere on Vimeo.

fonte: bluebus

sexta-feira, outubro 31, 2008

Boneco de Lego gigante ataca novamente



Um boneco de Lego gigante apareceu misteriosamente na praia britânica de Brighton, nesta quinta-feira (30), causando espanto à população local. O brinquedo de plástico, que mede cerca de 1,8 metro, é amarelo, tem calça vermelha e blusa verde. “É muito estranho, só deus sabe como ele veio parar aqui. Alguns dizem que veio da Holanda, pois ele tem palavras escritas em holandês. Deve ter caído de um barco”, disse Gerry Turner, 34, que mora em Brighton.

Segundo a publicação “Daily Mail”, um porta-voz da cidade afirmou que a prefeitura não faz idéia da origem do Lego e que não se opõe em manter o boneco no mesmo lugar. “Será interessante ver quanto tempo ele fica lá. Vamos ficar de olho”, disse.

Essa não é a primeira vez que um boneco gigante desse tipo aparece na praia. O modelo encontrado em Zandvoort (Holanda) no ano passado tinha 2,5 metros. Na ocasião, também não souberam explicar de onde surgiu o brinquedo.

fonte: G1

quarta-feira, outubro 01, 2008

Isto não é um jogo, então pare de perder!

por Janos Biro

- Você não vai entender enquanto continuar tentando entender.
- Você não vai entender se não tentar entender.
- Você não vai entender, entende?
- Você entendeu mal a última frase.
- Você mal entendeu o que eu disse depois disso.
- Você pulou uma linha e nem percebeu.
- Você se desentendeu logo no início.
- Você nunca quis entender, e se quisesse entenderia menos.
- Você é apenas uma palavra. Palavras não entendem coisas.
- Você ainda não entendeu o que significa você.
- Você é tão desentendido que acha que você é você mesmo.

segunda-feira, março 03, 2008

O incrível caso de Letzen Powell

por Identidade Subaquática

Berna, 1942. Era noite, porque não fazia sol, e conseqüentemente chovia- para cachorro: lembrar Costinha ou Tom Waits. Letzen Powell estava muito nervoso, seria sua ducentésima luta; até então, não havia conquistado vitórias, tampouco derrotas, apenas empates técnicos- certa vez, seu técnico, furioso, subiu ao ring e tentou intervir na luta, fazendo caretas e segurando a toalha de forma obscena ou Wândica; por sorte, era asmático e foi retirado pela garota-de-biquini-que-segura-a-placa, que lhe fez cócegas na testa, portanto, ele não atrapalhou no resultado do combate. O técnico teve um ataque, entrou em coma e passou dois anos e meio respirando com a a juda de aparelhos eletrodomésticos- um liquidificador e uma batedeira chamada Aurora- e balbuciando apenas quatro palavras: “Gostosa”, Biquini”, “Cócegas” e “Quetzalcoatl”.

Letzen iria lutar contra Pee Wee Willoughby, um ex-lenhador que entregou sua vida ao Boxe de Mesa após ter perdido 1/3 do cotovelo esquerdo num acidente com seu machado (de Assis). O ginásio estava lotado, cerca de 12 pessoas, meia-dúzia das quais pagando meia- refiro-me à entrada, porque eram estudantes, não relacionar com meia no sentido erótico-sexual-pervertido; o mesmo é válido para entrada. O público estava tenso, 11 pessoas liam gibis e uma dormia. Pee Wee Willoughby andava de um lado para o outro no ring-de-mesa, tal qual um uma pantera numa bacia

Enquanto isso, não havia aquilo. Por falta de espaço, e levando em consideração a lei da impenetrabilidade. Mas enquanto isso, Letzen rezava diante de um totem que representava figuras de animadores de auditório famosos, e calçava as luvas. Pensava no quanto seria boa uma vitória naquela noite. Numa garçonete chamada Vitória; numa cheerleader chamada Vitória; numa neurologista chamada Vitória; num estivador chamado Vitória; numa esferográfica chamada…

Eis que as luzes do ginásio se apagam e um spot ilumina um copo de cerveja no balcão do bar onde uma mosca nadava crawl. Obviamente, o iluminador errou, foi despedido sumariamente, e substituído pela bilheteira, que tinha fotofobia, e que de óculos escuros lembrava uma vespa. O spot ilumina finalmente o apresentador da luta, um daqueles caras que tem voz de nariz grampeado. O apresentador chama Willoughby, sem necessidade, pois ele já estava no ring há 3 horas. Logo em seguida, o nome de Letzen é anunciado. Letzen encaminha-se espontaneamente para o ring, empurrado por 16 escoteiros que passavam por ali ocasionalmente e que precisavam cumprir uma boa ação.

Letzen foi delicadamente jogado no ring. Suava frio. As gotas de suor transformavam-se em pedras de gelo que, ao tocarem o chão, sumiam. Um cientista que estava na platéia viu essa cena, foi para a casa, e em 15 minutos projetou a primeira geladeira frost free.

Soa o gongo e Willoughby começa a dançar freneticamente, como um Carlinhos de Jesus plugado numa usina nuclear. Letzen pensa “Que fazer? Que fazer?”. De repente, não mais e não menos do que de repente, Letzen ouve uma voz, vinda de algures. A voz perguntou: “Alô, é da farmácia?” Letzen disse: “Não, é da casa da minha avó!”, ao que a voz respondeu “Desculpe, foi engano, eu queria falar com a MINHA avó…” Mas então veio outra voz, que disse a Letzen: “Cordas!” “Cordas?”, perguntou Letzen, e a voz respondeu “Sim, imbecil, cooooooordas, cê-ó-erre-dê-á- ésse!” Uma lâmpada brilhou na cabeça de Letzen. Uma lâmpada econômica, pois era 1942, estávamos em plena guerra e havia escassez de lâmpadas, já que muitas foram convocadas para a infantaria da Resistência Francesa.

Sendo assim, Letzen começou a se jogar nas cordas e a quicar de um lado para o outro do ring. Willoughby tentava acertá-lo, mas só conseguia esmurrar seu próprio queixo e alguns fantasmas que ali estavam.

Um tremor de terra vindo do nada atinge o ginásio e simultaneamente dez metros quadrados da praia de Grumari. O teto abre-se como o Mar Vermelho, e de lá desce um cover de Benito de Paula, que começa a cantar “Amigo do Sol e Amigo da Lua”. Todos param- inclusive os lutadores- para ver a apresentação. O Benito fake é gongado ainda na primeira estrofe pelo espectro de Ary Barroso, que emerge de um saco de pipocas pertencente a um homem vestido com um sobretudo roxo sentado na primeira fila. O bonito cover parte inconsolável do ginásio montado num filhote de elefante inflável, que escapou do vendedor de balões. A luta prossegue. Na décima-oitava vez em que Letzen quicou, Willoughby acertou um jab de esquerda fatal no seu próprio baço, sofrendo um knockdown. Willoughby teve uma convulsão, levitou, imitou Fred Astaire e, por fim, desmaiou. O juiz só contou até 3, porque era péssimo em matemática. Por dois votos a um, Letzen foi considerado campeão do combate. Estava criado o estilo Estilingue do Boxe de Mesa. Nascia um mito: Letzen Powell.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Ari Almeida, Dinheiro, Múltiplas Identidades...

por Ivan Hegenberg

Logo depois de publicar meu artigo sobre essa figura imprevisível, nosso maior terrorista poético, me surpreendi com uma entrada em seu blog que a princípio daria a entender que ele passou por uma alteração brusca em sua maneira de pensar, Dinheiro como Deus: Uma mudança na percepção do dinheiro enquanto valor.
Nos comentários, as reações variaram ente "Alguma coisa mudou nesse blog" e "O Ari endoidou". Um tanto doido ele sempre foi, afinal apanhar sistematicamente de seguranças ao desafiar shopping centers, igrejas e outros redutos do consumismo e da moral não é um comportamento dos mais comuns. No entanto, todas as ações descritas em seu Manual Prático de delinqüencia juvenil, por mais inusitadas e polêmicas que sejam, transmitem uma análise sobre o poder bem mais lúcida do que a que o stablishment tenta nos vender. Há pelo menos dois anos eu acompanho o blog de Ari Almeida, e, por mais porra-louca que ele seja, me convenceu de ser alguém que sonha com um mundo mais livre. Trata-se de um neo-anarquista, leitor de Hakim Bey, Foucault e Deleuze, capaz de escancarar as contradições do sistema capitalista em ações criativas, que, a meu ver, se parecem um pouco com o que vem ocorrendo na atual "arte engajada", porém com uma contundência muito maior. No mínimo me parecem mais sinceras, como vocês podem conferir na resenha que escrevi para o Casulo, disponível logo abaixo.
Confesso que me senti um tanto culpado no dia do lançamento do Casulo. Não por defender alguém tão radical, mas, pelo contrário, por no mesmo dia ter me apresentado em um espaço patrocinado por um banco, o Itaú Cultural. Se nosso Delinqüente está nesse exato momento confundindo todos que o tomam como um herói do combate ao sistema, eu, apesar de não ter um currículo como o dele, fui tão contraditório quanto. Ao mesmo tempo que eu elogiava um terrorista poético que exorcisava bancos, "lugares do mal" como ele diz, minha arte estava à disposição do Itaú, o que de certa forma agrega valor à instituição. No mundinho das artes prospera uma militância ferrenha, um povo tão obsecado pelo ideal de uma arte imune ao mercantilismo que já não consegue olhar para obra nenhuma, apenas para os veículos em que ela aparece. Eu já escrevi muitas vezes que essa ala mais crítica, que conseguiu estabelecer o pensamento dominante em artes plásticas, nunca foi coerente, apenas faz barulho mas não age de acordo com o que prega. De qualquer modo, mais parecia uma brincadeira do destino que, no dia primeiro deste mês, eu estivesse ao mesmo tempo lançando um texto quase inofensivo em um banco e outro texto, combativo, que criticava não só os bancos como todos os perpetuadores da lógica selvagem do capitalismo.
Vou tentar dar conta aqui dessas contradições, tanto as minhas quanto as do Ari. No texto mais recente de seu blog, pela primeira vez ele fez algo como um elogio sem pudores ao dinheiro. Uma coisa surpreendente, vinda de alguém que colocou meninos de rua em um shopping, atacou a fábrica da Renault, e dispara afirmações como "a generosidade não tem vez no mercado global". Por outro lado, jamais notamos em Ari uma posição comprometida com qualquer militãncia tradicional. Pelo contrário, ele deixou claro muitas vezes que não se orientava por uma Revolução, mas pelos levantes, pelos breves momentos de liberdade - o que Hakim Bey chamaria de TAZ (Zona Autônoma Temporária) e Deleuze de linhas de fuga. Uma coisa que me atraiu nesses discursos foi constatar que seus inimigos são os mesmos que os meus: o pensamento único, a realidade consensual. Pensar que o inimigo seria simplesmente "o capitalismo" apenas nos faria patinar na lama, já que não se trata de algo tão monolítico quanto se pode imaginar. Além disso, por mais que simpatizemos com ideais igualitários, não acreditamos que as pessoas já tenham uma mentalidade à altura de uma sociedade anarquista. Talvez jamais venham a ter, e ainda assim considero o terrorismo poético uma arma das mais interessantes nessa luta. Não é a luta de quem pretende uma tomada de poder, mas de quem anseia pela expansão do senso crítico. E o terrorismo poético não é a única arma, mas uma das mais sedutoras, porque pega as pessoas desprevenidas, convida-as para a reflexão usando métodos heterodoxos, diante dos quais ninguém tem um escudo pronto.
Uso aqui o "nós" porque as posições coincidem em muitos pontos, não porque somos um movimento. Contudo, o que nos interessa é a liberdade, um ideal muito mais verdadeiro que a "bondade", coisa que a rigor sequer existe - para quem tem dúvidas, que leia um pouco de Nietzsche, e entenda por a + b que a bondade é uma ficção. A propagação de qualquer ideologia baseada em imperativos categóricos só pode mobilizar através de uma nova forma de domínio, o que não deixa de ser bastante limitador. Nossa ética, por sua vez, tem uma presença imanente: é a constatação de que a liberdade individual entra em choque com a mentalidade do capitalismo avançado, por mais individualista que seja esse sistema. A competição exarcebada, a decorrente violência, os desejos inculcados artificialmente pela publicidade... não vamos entrar em detalhes em um texto curto, mas o caso é que tudo isso tende a diminuir a potência do indivíduo e a qualidade de sua vida, mesmo que na aparência seja o contrário. Porém, a contradição está dos dois lados, tanto à esquerda quanto à direita. Afinal, que liberdade seria essa em que, para questionar os abusos do poder, uma vontade autêntica (de gastar um pouco de dinheiro) tivesse que ser duramente reprimida? Não se pode ser dogmático, não se pode insistir que o consumo traga somente a infelicidade, nenhum ideal vai muito longe apoiado em sofismas. Por esse motivo não condeno Ari quando diz que não devemos rejeitar o dinheiro, apenas ter uma relação mais saudável com ele. Em uma de suas tiradas, ele disse algo com que só posso concordar: "Não estou falando de não comer, estou falando de mastigar antes de engolir. Estou falando de sentir o gosto da parada a tempo de cuspir fora se for uma merda. Ou pior: veneno. Enfim, senso crítico."
Ari está aposentado como terrorista poético. Aquela fase de sua vida ao menos rendeu seu Manual Prático da delinqüencia Juvenil, que me anima por se tratar de um convite à reflexão acessível a qualquer adolescente esperto. É preciso algo mais cativante do que panfletos para conquistar quem poderia muito bem se encerrar no egoísmo, e nesse ponto o Ari é prato cheio para os jovens. A linguagem dele é a linguagem das ruas, sua ironia questiona e diverte ao mesmo tempo e suas aventuras são demonstrações práticas de que o melhor da vida não está nas promessas do status quo. Não é um livro que ensina como derrubar o sistema, mas ensina a não abaixar a cabeça.
Ainda assim, para mim está bastante claro que a delinqüencia só pode mesmo ser juvenil, não é aconselhável para quem começa a ter rugas na cara. Tanto é verdade que o novo herói de Ari é George Soros, um dos maiores especuladores de todos os tempos. Ainda assim, Soros não é simplesmente um "porco capitalista". Também é um homem excêntrico, que alimenta associações de esquerda das mais atuantes e a defesa de programas polêmicos, tais como a legalização do aborto. Eu nunca duvidei que pode haver coerência entre subversão e acumulação de capital, não só pelo exemplo do Soros, que realmente incomoda os conservadores, como pelo exemplo de Asger Jorn, um pouco mais caro para mim. Asger Jorn foi um pintor expresssionista do grupo COBRA, que pintou seguindo seu desejo, sem se render aos preceitos sufocantes da arte engajada. Ele pintou telas que eram prazerosas tanto para ele quanto para o público, abusou das brechas do sistema, ganhou dinheiro, deve ter gasto com algumas regalias porque ninguém é de ferro, mas uma generosa parte dessa renda foi para Guy Debord e os situacionistas. Com isso, a atuação dele rendeu muito mais frutos na expansão do senso crítico do que os lamentos exangües da atual arte engajada, que nada tem de livre, nem de prazerosa, nem de contundente. Também por isso não me interessa a anti-arte, já que toda grande obra, mesmo quando formalista e apolítica, contribui para uma mentalidade mais elástica. Um bom artista sabe despertar no espectador a sensação de que a vida pode ser intensa, que pode ir um pouco além do materialismo. Eis porque vejo mais coerência em defender tanto o terrorismo poético quanto a arte erudita, cada uma em seu campo de atuação, do que diluir uma coisa na outra e chegar a uma "arte engajada" que pouco mais consegue do que assumir uma séria crise de identidade.

Obs: uma ou outra pessoa chegou a pensar que eu sou o Ari Almeida ou que ele é uma ficção minha. É bom esclarecer que não moramos na mesma cidade e tampouco nos conhecemos pessoalmente. Aliás, somente por dedução posso afirmar que ele não é fictício. São poucas as pistas que ele deixou quanto à veracidade de suas ações, mas algumas delas são suficientes para supor que, por mais fantástico que pareça, ele pôs em prática as ousadias relatadas em seu livro.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Projeto Sái do Chão! -> Web Freak <-

"Bem vindo ao Infernato!
Quem lhes dá as boas vindas sou eu, o ex-papa Karol Jozéf Wojtyla.

Mas o que um ex-papa, um indiano anoréxico e um tibetano com um prêmio nobel da paz tem em comum? Todos somos figuras públicas (e não púbicas), mas não somos figuras pudicas.

Pra sair do marasmo, nós resolvemos mexer nossas bundas e criar um blog pra falar do que a gente mais gosta: filmes, tv, quadrinhos, além de falar de política (?), mulher gostosa (eu particularmente gosto de peitos enormes) e etc. e tal. E com certeza, também falaremos o que sabemos de melhor: bobeira, trocadilhos, piadinhas… Ah, e religião se sobrar tempo.
Enjoy the ride!"

terça-feira, setembro 25, 2007

Super-heróis assaltam posto de gasolina

Um roubo extraordinário é tema absoluto das conversas e comentários na pequena vila de Cerejeiras. O crime, no mínimo excepcional, ocorrido na madrugada do dia 20, na loja de conveniência de um posto de gasolina (a alguns km da cidade, nas imediações da BR 304), não só assustou pela ousadia, mas arrancou risos pelo seu estilo pouco peculiar.

Foi uma cena típica de cinema: cinco pessoas entraram, por volta das 2 horas, na loja de conveniência do posto Shell, e, sem anunciar assalto ou render funcionários, começaram a percorrer as prateleiras, com grandes sacos, nos quais enfiaram rapidamente dezenas de mercadorias, principalmente bebidas caras. Devidamente mascarados de personagens de quadrinhos, como batman e homem-aranha, e sem empunhar armas, os assaltantes, que saíram juntos num carro, sequer ameaçaram verbalmente a única funcionária presente na loja: segundo a mesma, "eles entraram muito rápido, rindo (...) um deles ficou me olhando, parado, dizendo que não iam fazer nada demais, que eu ficasse tranqüila". A administração do posto, que afirma não sofrer com assaltos há anos, não esconde a surpresa: "Não tentaram roubar o caixa. Pegaram bebidas e comida."

Segundo a funcionária Jeane, única testemunha imediata do crime, o grupo, que poderia se passar simplesmente por um bando de bêbados vândalos, parecia organizado, pois teriam entrado na loja justamente na hora em que os dois funcionários do posto estavam no banheiro. "Tinha um motorista esperando eles. Aí em 1 minuto eles chegaram, roubaram e saíram."

Nada de violência: os cinco ladrões dançavam, ainda cumprimentaram Jeane e, de quebra, ainda lhe "presentearam" com uma camiseta com dizeres em espanhol. O delegado adjunto Francisco Oliveira, encarregado do caso, não descarta a possibilidade do assalto envolver participação de estrangeiros, dada a comprovada origem argentina da camiseta: "Nunca vi isso por aqui, nem no Brasil. Estamos investigando uma possível ação de delinqüentes estrangeiros."

Fonte: CMI

pescado no Delinquente

quinta-feira, setembro 20, 2007

Projeto Alzheimer neele!!! ou "Superar / Esquecer Deus"

Eis uma proposta cotidiana de mindfuck: não é nada grande ou mesmo importante, mas você tem a chance de fazer todo dia; quer dizer, pode vir a ter chance todo dia.

A questão é que se quisermos ter uma sociedade mais crítica, ainda “começando das atitudes menores”, podemos fazer isso diariamente e conciliar isso com a operação:mindfuck – e olha, acho que podemos fazer alguma coisa com essa idéia, de verdade.

A noção é a seguinte: vamos simplesmente apagar a palavra “Deus” da nossa memória. É claro que a deidade de Éris é notória na nossa (des)religião, mas podemos colocá-la como parte II do plano. A primeira parte é literalmente... Esquecer Deus.

(Todas as conversas são fictícias)

- Credo... Falando assim, até parece que não acredita em Deus...
- Acreditar em quem?
- Dã...
- Hã? Não entendi.
- Pff...

E a pessoa deixa pra lá.

Mas talvez, quem sabe outro dia, ela volte a falar nisso...

- Quem?
- Deeeeuuss!! Caramba, tá surdo?
- Não, eu ouvi o que você falou, porra. Mas quem é?
- Hã? Tá ficando maluco?
- Não. Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui e quem é esse tal de Deus? (olhando sério e perplexo).
- Ah, sério cara, você tá me irritando.
- Ah! Essa é boa! Fica aí falando desse cara que eu nem conheço, e agora vem dizer que eu to te irritando? Qual é?
- Ah, cala a boca vai...

Um dia ele embarca na brincadeira.

- Deus, aquele que criou o mundo...
- Aaahh... E onde é que ele tá?
- Ele tá em... Em todo o lugar!! (lembrando que ele tá achando isso brincadeira, e tá se deixando levar por ela).
- Humm... Mas como ele pode fazer isso?
- Porque... Ele pode, ué.
E por aí a coisa vai.

Sacaram? O importante não é fingir que não sabe quem é. O importante é não saber quem é. O importante é jamais deixar o teatro, jamais. Interpretar sempre. Nunca, jamais rir das próprias perguntas desinteressadas – e não ser irônico nelas. É mais ou menos como perguntar de alguém que você não conhece. Deve ser exatamente a mesma coisa que perguntar de alguém que você não conhece.

Pode parecer idiota, mas isso é ou não é afinal de contas mindfuck? Vou reiterar aqui, o negócio não é ficar meia hora pras pessoas acharem engraçado e depois rir junto. É justamente interpretar o tempo todo. Não importa com quem. Aliás, é mais importante atuar com quem você não conhece. Aí é que fica difícil; o mindfuck é efetivo aí, pois as pessoas que te conhecem podem levar isso na brincadeira, de forma que não se deixem afetar por isso ou simplesmente, como já te conhecem, sabem o que isso significa – uma, digamos assim, exteriorização dos pensamentos agnósticos / discordianos mais profundos.

Mas sabe qual é o mais importante? Não é fazer com adultos. O mindfuck vai servir neles; vai mexer um pouco com os mais straight-mind. O importante é fazer com crianças que acreditam em Deus. Aquelas que as mães botam pra rezar antes de dormir. Aí é que é importante.

- Mas você já o viu? (pra criança)
- Bom... Ver eu não viiii... Mas...
- Aaahh!! Então como é que você pode dizer que existe??
- Porque, porque a minha mãe diiisse que ele...
- Aaah... Então pede pra tua mãe mostrar quando você chegar em casa!!
E coisas do gênero.

Mas e se alguém souber do nosso discordianismo e disser: “você não tem Éris? Eu tenho o meu Deus!”

Aí é só falar:

“Aaaaaaahhhhhh...! Então Deus é uma brincadeira também. Ufa. Tava ficando com medo desse cara já...”

ESQUEÇA DEUS
ISTO COMEÇA AGORA!
ESQUEÇA DEUS!
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Esquecer quem mesmo?

sábado, setembro 01, 2007

Aaní

faça caos, não faça guerra

O quê?

Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Χάος (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.

O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.

Para quê?

Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianistas, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”

Por que?

Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura. É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.

Como?

Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.

Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I-Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, My space, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.

O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.

Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.

Quem?

Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.

São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianistas; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.

Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica-interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.

Aaní (des)Org

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