#TheGame23 - Enter the Infinite Rabbit Hole





What is #TheGame23?

"It is what it isn't though that isn't what it is and like I've always said I think that it's exactly what you think it is. If you believe it is whatever someone else told you it is then you're doing it all wrong because you're the only one who could possibly know what it is." - zed satelite nccDD 23 ksc


Project 00AG9603 - #TheGame23 mod 42.5 level 5

"00AG9603 develops as a self-organizing organism, connects with the virtual environment through its hosts (admins) by arranging the surroundings randomly for its own autonomous purpose" - Timóteo Pinto, pataphysician post-thinker





00AG9603 Dataplex LinKaonia Network

00AG9603 Dataplex
Aaní – Memetized Chaos
#fnordmaze
Hail Galdrux!
Mermeticism and the Post-Truth Mystic
Discordian Babel – a collection of different interpretations on Discordianism
#QuantumSchizophrenia
Neoism/Anti-Neoism/Post-Neoism/Meta-Neoism/Hyper-Neoism
The Omniquery Initiative – How To Save The Universe – an incomplete tutorial
A Call to Weirdness - Operation D.I.S.T.A.N.C.E.
Cosmic Liminality - The Space Between
00AG9603 Forum
00AG9603 Hyper-Surrealism



Hyper-Surrealist Fnord Agency


KSTXI Dataplex


Know more, Understand less



KSTXI Reality Glitch Hack Post-Neoist Meta-Discordian Hyper-Surrealist Galdruxian Tudismocroned Bulldada Network ::: art, anti-art, post-art, `pataphysics, absurdism, discordianism, concordianism, meta-discordianism, realism, surrealism, hyper-surrealism, neoism, anti-neoism, post-neoism, anythingism, etc..

KSTXI Hyper-Surrealist Fnord Agency Portal

KSTXI Glitch Network

:::

—–><—–

“Welcome to the most ancient conspiracy on the planet. We’ve gone for so long now that we don’t remember what we were doing, but we don’t want to stop because we have nothing better to do.” - Fire Elemental

—–><—–

:::


KSXTI Post-Neoist Meta-Discordian Galdruxian Memes Illuminati Cabal Contact Information

::: KSTXI Post-Neoist Meta-Discordian Memes Illuminati Cabal ::: Tumblr_inline_p10gskins81rlg9ya_500

.

"Stick apart is more fun when we do it together." - St. Mae

.

::: Discord:

- Dataplex Ourobouros

::: Reddit:

- 00AG9603

- KSTXI Galdrux Dataplex Web

- #TheGame23 Mod 42.5

- Dataplex Ourobouros

::: Forum



Join Us!

:::

Mostrando postagens com marcador mu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mu. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, outubro 15, 2008

Pernalonga e meditação: tudo a ver!

por A Furiosa



Em teoria da comunicação, "ruído" é toda expressão que se pode jogar fora, pois ela só atrapalha a captura do significado que se pretende enunciar. É joio, não trigo. É enfeite, sobra, filigrana besta, desvio não essencial. Pois é: o que se fala por aí é só ruído, o sentido se perdeu. Não se pode dizer que isso foi produzido, de fio a pavio, como manipulação ideológica todo o tempo, mas pode-se afirmar que ela deu uma imensa e decisiva contribuição para que se tenha chegado novamente às cavernas, pela via da "inversão evolutiva", estágio em que a manifestação gutural é tudo o que se pode pretender como sofisticação lingüística. Para os evolucionistas, é uma volta à macaquice, digamos assim...

Em vista disso, complementando o post "marxista" sobre o livro de Bob Black, lembramos que Cristo, ao criticar Marta (vide o evangelho de São Lucas), ótima dona de casa e excelente pessoa, traz à baila não a condenação do trabalho em si, mas a escravização neurótica em que ele pode mergulhar os melhores e mais bem intencionados seres. Em contrapartida, o elogio à Maria, nesse mesmo episódio bíblico, é a proposta de um oásis verbal em meio à atarefada rotina do cotidiano, o que vem a ser uma drástica ruptura com o tal do "ruído", sem a qual a palavra essencial não pode emergir, trazida à vida em um diálogo tecido de silêncio autêntico e audição genuína, o pano de fundo perfeito para a comunicação entre o humano e o divino, em termos cristãos.

Quanto ao zen, lembramos que um dos conceitos mais importantes desse discurso fala de um vazio fértil - estado meditativo a que não se pode chegar sem uma dose cavalar de ócio -, a partir do qual ocorre o surgimento do verbo em seu melhor estilo, o da verdade, o que é impossível de se obter em meio à barulhenta verborragia que costuma acorrentar a maioria dos seres humanos.



Dessa forma, tanto o Budismo como o Cristianismo falam da necessidade de se limpar a mente, habitualmente estagnada num pântano de vícios verbais, o que só se obtém pela ruptura com a algaravia em que o homem-massa é aprisionado desde que vem ao mundo.

Ou seja: a premissa para se alcançar um estado mais perfeito de consciência passa pelo combate a todos os tipos de apego, inclusive o apego ao trabalho, o que vem ao encontro das análises de Bob Black, em seu Groucho-marxismo.

That' s all, folks!

sexta-feira, outubro 10, 2008

O Véu de Aurélio

por maelstrom5


Onde é minha moradia? Onde nem eu nem tu estejamos.

Onde está meu fim último ao qual devo chegar?

Lá onde nenhum fim se encontra. Então para onde me voltar?

Devo tender para além de Deus, para um deserto.

-Angelus Silesius,

“O Peregrino Querubínico”.



Toda a existência da linguagem está baseada em dualidades simbólicas: vida/morte, bem/mal, eu/isso, prazer/dor. Estes pólos opostos são mutuamente referentes, validando-se em um relação de reciprocidade. Muito embora os símbolos mereçam ser celebrados (e não obedecidos), não é proveitoso esquecer que sua finalidade mais importante é apontar para a sua própria superação no que alguns chamaram de união dos opostos.

Os símbolos não são a realidade para que apontam, o mapa certamente não é o território. A linguagem, que é composta de símbolos, é uma espécie de cercado auto-referencial e os jogos e discussões sutis que enseja só fazem sentido dentro do seu próprio conjunto de regras. Entretanto, a realidade, violenta por natureza, tem o poder de passar ao largo destas regras auto-referenciais, inundando o cercado da linguagem com suas sensualidades e circunvoluções muito mais plenas, fluidas e caóticas do que faria supor a mera assimilação automática das palavras.

Há um desvão (outros prefeririam falar em abismo de misericórdia, vazio, silêncio) entre o regramento da linguagem e a realidade. Este limiar é inicialmente imperceptível, pois para cada objeto no mundo parece corresponder uma palavra e vice-versa. Mas é justamente esta pressuposição de que cada objeto é uma palavra que constitui o erro, o fundamento próprio da ilusão. A “teia” linguística assim formada e cada palavra que a integra, interpõe uma espécie de membrana que entope a passagem para uma intuição mais essencial e iminente da realidade.

Levando em consideração que as palavras não são a própria realidade para que apontam, a palavra Deus, por exemplo, tem o condão de hipnotizar a mente e chega mesmo a esconder uma realidade que sim, poderia ser chamada de Deus, mas é uma realidade tão viva, presente e complexa em seus relevos, nuances, territórios, vãos, desvãos, peculiaridades, carnes, veias, artérias, acidentes geográficos, enfim uma realidade tão iminente que seria um atentado colocar em discussão a existência ou não de Deus. A iminência é toda o máximo da expressividade. O mais longe que se pode chegar com este tipo de discussão é à conclusão pela existência ou não de um símbolo, de uma palavra: neste caso a palavra Deus. Cai por terra a discussão se Deus existe porque a própria realidade para que aponta a discussão a repele. A repele justamente porque é a realidade e não o instrumento, ou o cercado de regras que aludem mais ou menos arbitrariamente para a realidade.

Ao se colocar em relevo a realidade para que aponta a discussão se Deus existe ou não, não se quer em absoluto dizer que esta realidade é Deus. Dizer que esta realidade é Deus é dizer que esta realidade é uma palavra, é dizer em outros termos que o dedo que aponta para a lua é a lua. Neste sentido Deus não existe como também não existem quaisquer outras palavras ou conjunto de palavras enquanto realidades fora de seu próprio sistema auto-referencial: morte, vida, amor, medo, “o livro está sobre a mesa”, etc.

Por analogia, todas as demais categorias caem, dissolvem-se, relativizam-se frente a transcendência dos opostos. Tornam-se sem importância as grandes questões como vida depois da morte, bem como o próprio dualismo vida/morte, a questão do bem/mal, o dualismo entre sujeito e objeto, prazer e dor. A melhor resposta para as indagações que se refiram a estas questões é a dissolução natural da própria pergunta, que se dá ante a iminência absoluta do silêncio.