#TheGame23 - Enter the Infinite Rabbit Hole





What is #TheGame23?

"It is what it isn't though that isn't what it is and like I've always said I think that it's exactly what you think it is. If you believe it is whatever someone else told you it is then you're doing it all wrong because you're the only one who could possibly know what it is." - zed satelite nccDD 23 ksc


Project 00AG9603 - #TheGame23 mod 42.5 level 5

"00AG9603 develops as a self-organizing organism, connects with the virtual environment through its hosts (admins) by arranging the surroundings randomly for its own autonomous purpose" - Timóteo Pinto, pataphysician post-thinker





00AG9603 Dataplex LinKaonia Network

00AG9603 Dataplex
Aaní – Memetized Chaos
#fnordmaze
Hail Galdrux!
Mermeticism and the Post-Truth Mystic
Discordian Babel – a collection of different interpretations on Discordianism
#QuantumSchizophrenia
Neoism/Anti-Neoism/Post-Neoism/Meta-Neoism/Hyper-Neoism
The Omniquery Initiative – How To Save The Universe – an incomplete tutorial
A Call to Weirdness - Operation D.I.S.T.A.N.C.E.
Cosmic Liminality - The Space Between
00AG9603 Forum
00AG9603 Hyper-Surrealism



Hyper-Surrealist Fnord Agency


KSTXI Dataplex


Know more, Understand less



KSTXI Reality Glitch Hack Post-Neoist Meta-Discordian Hyper-Surrealist Galdruxian Tudismocroned Bulldada Network ::: art, anti-art, post-art, `pataphysics, absurdism, discordianism, concordianism, meta-discordianism, realism, surrealism, hyper-surrealism, neoism, anti-neoism, post-neoism, anythingism, etc..

KSTXI Hyper-Surrealist Fnord Agency Portal

KSTXI Glitch Network

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“Welcome to the most ancient conspiracy on the planet. We’ve gone for so long now that we don’t remember what we were doing, but we don’t want to stop because we have nothing better to do.” - Fire Elemental

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segunda-feira, abril 22, 2013

Sensei…?!ei…?!,sei…?!



SSei…?!,sei…?!
sabes,senhor,…?!
sei ou nao sei…?!
Sensei…?!ei…?!,sei…?!
sabes,sSe Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! i…?!,sei…?!
sabSei…?!,sei…?!
sabes,senhor,…?!
sei ou naSei…?!,sei…?!
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sei ou nao sei…?!
Sensei…? Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! o sei…?!
Sensei…Sei…?!,seiquem sou…?!…?!
squem sou…?!abes,senhor,Sei…?!,sei…?!
sabquem sou…?!es,senhor,…?!
Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?!
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sabes,sS Vou mesmo…?! sem squem sou…?!abê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! ei…?!,sei…?!
sabes,senhor,…?!
sei ou nao sei…?!
Sense Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! i…?!enhor,…?!
sei ou nao sei…?!?!…?! Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?! Vou mesmo…?! sem sabê-lo,sem sê-lo, nada sou…?!, quem sou…?!

sexta-feira, abril 05, 2013

Elucidação


O susto.
Três toques repentinos na porta de madeira.
E a campainha reforça:
A loucura me visita.

Trouxe-nos chá.
Muito agradável, por sinal.
E ao contrário do tempo que evapora diante do conforto, nossa tarde estende-se, iluminada pelo sol.

Gosto das sombras da sala de estar.
Elogio-as.
Estamos a sós.
Aí já são cinco, e meia, e seis, e já escureceu.

Não convidamos palavras, mas eu falo sozinho.
Não convidamos a noite, mas as estrelas nos espiam pelas frestas da persiana mal fechada.
Não convidamos a luz e permanecemos no escuro.
Não convidamos a garota: ela chora no andar de cima.
Ou no quarto ao lado, não sei bem...

Lembranças se exaltam em cada verso da música do rádio...
Mas neste momento já não há estações musicais e, bem, não há do que se lembrar.
Por que a loucura é íntima e temos um pacto:
Presente perpétuo.

Mas pobre de mim que numa distração qualquer pus-me a desenhá-la.
E sem saber como retratá-la, pus-me a escrevê-la.
E sem compreendê-la, acabei por erradica-la
Com tantos pontos e vírgulas e linhas pensadas...

Sobrou chá para mais de uma pessoa.
E a garota num outro cômodo, que não convidei por que não assumo compromissos quando estou de luto.


domingo, março 24, 2013

Mestres Sagrados da Torta de Maçã Que Brilha Dourada Na Janela Ao Esfriar

Um oferecimento:




A'.'A'.'I'.'T'.'U'.'T'.'U'.'
"Nois pita cachimbo di fumo bom e arcansa a Iluminação"




Jing Lang Fu ManJin - O Mestre da Cabeça Dourada do Puro Entendimento 
Popularmente chamado de "O Cabeção de Ouro"



Jin Lang Fu ManJin foi um grande Mestre do Tao do Caos, começando sua carreira muito cedo em sua juventude, sempre aprendendo com as mensagens sutis que a propria Existência literalmente cagava em sua cabeça. Obteve sua Iluminação e Iniciação aos Saberes MultiUniversais depois que um estranho Pombo Dourado cagou em sua cabeça enquanto o Mestre Jin comprava maçãs para sua deliciosa receita de torta de maçã com canela e pitadas de chocolate numa feira local.
Dizem as lendas que Mestre Jin subitamente obteve uma revelação divina estupenda ao ser cagado pelo estranho pombo dourado, após isso, saiu pregando sua sabedoria ao 5 Cantos da Terra até Shamballa, onde dizem as más linguas, se faz uma deliciosa torta de maçã.





Soror Nimbimba Makut - A Senhora do Mojo Mojo Energy



Soror Nimbimba se tornou uma grande mestra do Mojo Mojo Voodoo após ser largada pelo marido dono de uma mercearia que fazia negócios com o "Povo Branco de Gravata Azul" (também conhecidos por aqui de Pink Boys, Arcontes e por aí vai) originados da IBM (está Mega Corporação está mais envolvida nas Conspirações Mundiais que muitos pensam, seus servidores estão possuídos por espíritos criados com códigos provindos da dimensão Arconte).
Soror Nimbimba despertou para a estranha realidade que estava envolvida e mergulhou fundo nos saberes do Mojo Mojo Voodoo; claro que seu ex marido ganhou o que merecia com direito a agulhadas e muitos infortunios. A Mestra do Mojo Mojo Voodoo também ganhou um grande aliado! O Boneco Mais Que Falante Zé do Calunguinha, o boneco é a casa para um espírito muito antigo e detentor dos Segredos do Mojo Mojo Voodoo!
Soror Nimbimba daí para adiante ajudou muitas pessoas necessitadas de Mojo Mojo Energy em suas vidas, receitando feitiços, poções e dando conselhos para todos que a procurassem de coração aberto, a Grande Mestra ainda formou um Culto com o objetivo de ressucitar e trazer de volta a este Plano a presença dos Deuses do Mojo Mojo Energy.




O Grande Sábio Dumb DooDoo Yabydoo! - Também chamado de O Sábio Que Tinha Um Ninho De Passarinho Na Cabeça.




Sua história é meio controversa, ninguém sabe ao certo sua origem....e nem ele mesmo!
Dizem uns pesquisadores que ele era um rabino que cansou de fazer oferendas para Bill Gates The God...ah desculpe, Jeohvah (ou sei lá como se escreve essa porra), Yeshua (ah...esse aí não), Moisés e esse povo chato do caralho todo aí.
Cansado de sacrificar bois, carneiros e empastelar os altares de sangue só para saber que time ia ganhar nas finais do Campeonato Futebolensi de Israel (que na verdade era em Juazeiro do Norte), o Grande Sábio Dumb mandou tudo as favas e virou monge nômade em busca de Conhecimento e raspadinhas premiadas, afinal, sempre estava durango pra cacete.
Outra versão da sua possivel origem é que ele era o Monge Rabinico que desceu do mesmo Disco Voador em que o Grande Elvis retornou a nossa dimensão, dizem também ser Dumb o criador das séries japonesas de Super Sentai, nada sabemos sobre isso.
Uma outra versão diz que o Sábio Dumb era mesmo um funcionario de um escritorio de contabilidade e num ataque histérico pegou um ninho de passarinhos e ao colocar na cabeça iluminou-se, ativando assim sua Pineal.
Numa outra versão.....errr....hã....hã....er.....ah foda-se!




O Grande Sai Baba Baba Bumba Marijuana - O Grande Mestre Ascensionado que tomou o posto de Sant German!



Um dos mais cativantes e simpáticos Mestres Ascensionados, dizem lá dentro do Colégio Invisível que este Mestre foi escolhido por ser mais legal que o emburrado Sant German, ninguém mais aguentava suas frescurites.
Com sua Poltrona Sagrada, sua Pipoca Santificada, sua Pizza da Iluminação, seu Controle Remoto das MultiFunções do Espaço-Tempo e sua Mais Que Sagrada Cerveja; o Grandessíssimo Mestre Sai Baba Baba monitora em estado de Extase Total só alcançado por poderosos Iluminados os diversos níveis de realidade através de sua Tela Do Olho Que Tudo Vê Em 3D HD Smart!
Com seus 4 braços portentosos e sua Iluminada Visão Marijuana o Grande Mestre transmite suas Mensagens aos povos de todas as realidades, passando para eles seu Conhecimentos sobre a Vida, O Universo e o Tudo Mais....ou apenas como apertar unzinho du bão.




O Grande São Penitensius VaiSi Fodius - O Sábio Monge excomungado da Igreja (aquela lá que não gostava de tortas de maçã no café da manhã)



São Penitensius, uma figura lendaria e controversa, confinado em um mosteiro desde a juventude, este nobre e escolástico sábio e fumador de hashishi foi expulso do mosteiro e consequentemente da Igreja quando descobriram que o monge ficava a fumar hashi e folhear revistas PlaySister no banheiro, todos seus Irmãos de ordenação o acusaram de ser um Monge Gnóstico seguidor de Satanás, o que na verdade ele o era!
Este sábio monge alcançou a Iluminação através de hashishi e técnicas masturbatorias em estado de Focus nas Santas Imagens das Freiras Tesudas da revista PlaySister. 
Ele tambám falava em suas prelações cheias de Santa Sacanagem sobre o Segredo Gnóstico do Monte de Feno, possivel apenas para aqueles que aceitavam ser Iniciados nas suas técnicas, claro que ele dava preferência para moças tesudas e bem "formadas".
Um grande Mestre, um grande sábio, e também um grandissíssimo filho da puta; um Iluminado a ser lembrado e aclamado.



Todos estes 5 Grandes Mestres formam a Universidade Invisível Erisiana!!! Que é bem melhor que as Universidades Invisíveis dos concorrentes!

NAMASTÊ
SEJAM ABENÇOADOS
CHUGGA BUGGA NABACETUGGA

FNORD

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

terça-feira, janeiro 15, 2013

O quê me falou o elemental: O quê respondi:




Proponho um debate, por sua vida e por sua morte. Para sua humanidade e para minha essência, como fruto do planeta. Desafio-lhe a me fazer chorar, extinguindo minha verdade sobre três pontos. Sou a visão humana e romântica da “mãe Natureza”. Estou aqui, como seu enviado, a personificação em ti espelhada; braços, pernas, tronco, cabeça, beleza, espírito; se lhe compete a presença de meu espírito... Te digo, se aceitar, pois dou-lhe escolha, que faremos nosso palavrório em três dimensões. No presente, aqui, neste resto de caos, que deixei aos cacos.  No passado, onde você bem sabe tudo o que passou e no futuro, que te é surpresa. Te desafio à falarmos da existência, depois sobre a tecnologia, depois, o amor. Coisas não conectadas, na ordem: Presente: existência, Passado: tecnologia, Futuro: amor. Meu laço está armado e quem vai chorar é você, enforcado no alto de uma bela arvore.  Arme-se, vamos lá... A existência!


Ei-lo, a existência do presente. UM BELISCÃO! Belisco-o, então.

Ei-lo, o passado da tecnologia. Quem primeiro levou um choque. Ache-o e o questione.

Ei-lo, o amor no futuro. Pássaro morde o peixe. Acontece ainda a polinização.

Ei-lo, está chorando!



"SNIF" Me beliscou, bruto.

Elemental se desfaz.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Tartufo - O Desconector de Mundos

Tartufo nasceu na esbórnia oitocentista. Num bom lar italiano ele cresceu. Tartufo parou seu relógio de vida aos 17 anos, graças a Balaclava Enfeitiçada que encontrou num baú que caiu do bolso do deus Zargão, o Iconoclasta. Tartufo, jovem para sempre, conquistou o tempo primordial para se dedicar a criação de simulacros do planeta terra, em escalas menores. Dentro de uma caverna à beira do mar, apostou nas viagens temporais. Sua preferência pela decada de 90 (1990 - 1999), deu-se pelo uso curioso do telefone, em grande parte pelos jovens de sua mesma idade. E, ora veja só que peculiaridade, o que lhe deixou marcado foi o pequeno e cretino ato de passar trotes!

Tartufo criou a sua sétima replica terrestre e tratou de botar tantos milhões quantos fossem possiveis de pessoas diminutas para lá habitar e toda essa massa de populares viveu suas vidas de modo a nada suspeitar da farsa do feitiço da Balaclava. Então Tartufo, após adquirir seu primeiro telefone oitocentista, por primitivo que fosse, tratou de pacientemente por à prova todos os trotes que lhe eram caros, até que eles pudessem funcionar ao pé da letra. Tartufo queria provar que toda a a palavra dada, com seu devido tempo, é a verdade. É a verdade que se torna a verdade. E o tempo é o tempo, aqui e lá, muito tempo depois. Então no simulacro de Terra, ligou por mais de 900 anos. Até que todos os trotes deixaram de ser trotes.

Alô

Alô

Tem um carro cor de gelo aí?

Não

Então é porque já derreteu.

(Tartufo neste caso, aguardou o aleatório até que um dia em uma de suas ligações um carro cor de gelo realmente acabara de derreter na frente da casa de Jameson T. Olsen, em Dezembro de 2.133, devido a queda de um meteoro)

Alô

Alô

Você trabalha com roupa?

Não.

Então trabalha pelado?

(Dia 22 de Agosto de 1998, Carlos Trelfar estava nu em seu escritório, masturbando-se diante de um relatório de faturamento de sua empresa no momento da ligação)

Alô

Alô

Tem um carro verde ai em frente?

Não

É porque amadureceu!

(Janeiro de 1976, Dona Joana, a mesma que atendeu a ligação, também era dona do carro verde abandonado há trinta anos em frente sua casa, que devido a ação do tempo, encontrava-se em estado de longa putrefação ferruginosa....Maduro, por assim dizer.)

Estes e mais centenas de telefonemas sucessivos ocorreram. Até Tartufo se esbaldar em suas considerações analiticas, consistentes, absolutamente idiotas. Tartufo, que tinha poder e tempo, e uma cabeça de bosta.

Quê fez Tartufo em seguida, para ganhar o apelido de Desconector de Mundos?

Saberemos...Quando o tempo for o tempo de saber.



sexta-feira, dezembro 21, 2012

Arquivo X : Feliz Natal, Noel.


 
HO HO HO HO HO HOOOOOOOOOOOOO

Invasão ao castelo de Noel




Ao Velho Noel (Bola na arvore) *

Pelo sagrado milagre de minha imortalidade, neste pedaço de papel eu lhe envio um aviso prudente. Não sei quando e nem como, mas uma criatura de outro planeta e de outra Mãe Natureza, má de tudo e sem sentimentos, vai atacar seu lar. Tratou de dar cabo de meus pêlos e minha sagacidade. Reconheci o corno singular que sai do pulso. Atrocidade! Fui levado até sua nave e vi uma lista reveladora e trágica. Há alusão a tua figura. Deixo-te como posso o aviso. Espero que chegue pela Cegonha.

Coelhinho da Páscoa (Patinha de neve) *



Vindo da galáxia anã “Grande Nuvem de Magalhães”, Mantú retorna ao planeta Terra. Ele segue em direção ao Pólo Sul para dar continuidade a sua lista de caça.

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ףּ⌡۝
Jesus Cristo ⌂ ┼ ﻻ ﻹ ﻵﻍ ﻊ ﻒ ﭢהּ שּׁ ◙
Ghandi ⌠⌡◘ Ludwig Bonaparte Winston Colombo Da Vinci
Charles Darwin Diana Dickensﻍ Walt Disney Edison Albert E = MC²
Federico Fellini ﻍBenjamin Sigmund Galilei Hendrix
Alfred Hitchcock Adolf Ж Houdini Michael Jackson Kennedy Luther King
Kubrick Vladimir Lenin Lennon שּׁ Vurukatte Abraham Marley Michelangelo
Wolfgang Amadeus Deus◙ ﭢ Paul Newmanﻍ Louis Pasteur Picasso
Platão Aristoteles Poe Grigorij Rasputinﻵ Rembrandtﻍ Shakespeare Josef Stalin Teresaﻍ Nicola Tesla שּׁ Twainﻍ Vincent Van Gogh Orson Welles Malcolmﻵ ﻵ Azazel Lúcifer Gang do Lixoﻵ Curupira Kappa Lymantrid Moth Coelho Pascoal
Papai Noel (São Nicolau, Nicolas, NOEL ⌂ הּ) Ж Julian Assange Ж Roussef



Ỗٯلفאָ ףּ⌡۝۞۩
Mantú

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Planalto Antártico – 3. 247 metros sobre o nível do mar - 23 de Dezembro

A nave pousa e derrete a neve macia ao redor do seu perímetro. A superfície contém inscrições em diversos idiomas, riscados ao lado de pictografias primitivas e hieróglifos. Na parte de cima, há uma estrela de quatro pontas preenchida por uma cabala de doze casas, representando os signos do zodíaco.

O caçador extraterrestre salta de dentro da estrutura, pisando levemente na neve. Com a certeza de estar oculto, volteia o corpo com uma manta escura. Encurva-se e parte em direção as parcas luzes que bruxuleiam no horizonte. A neve floca no ar sem intervalos. Mantú ajoelha e afunda as coxas no terreno até a cintura. Fecha os olhos e pensa a respeito da posição das estrelas, a temperatura, o sabor e a intensidade da neve. Ele segue em frente até beirar um pequeno penhasco. Avista no centro do planalto um castelo de pedras ovais.

Treliças estaqueadas no chão contornam o castelo solitário. Mantú resvala as pontas da cerca com a palma das mãos e, utilizando sua altura, atravessa com facilidade para o lado de dentro. Ao tocar o solo, os pés não afundam como o esperado. Raspa a primeira camada de gelo e observa o próprio reflexo. Está em um lago congelado que contorna todo o planalto. O corpo esguio move-se com a articulação em espiral. Um pequeno tornado alienígena avança rumo ao primeiro portão.

Na torre Pai Natal, o Menino Confete, anão mais novo da família dos Bardos, maneja um binóculo com destreza, acompanhando o movimento do espiral que surge na extremidade norte do lago. Sem tirar o tubo dos olhos, pressiona dois botões no painel e brada a plenos pulmões:


“No extremo da cercania/
um estranho espiral surgia/
Observem nas torres o fenômeno/
acordem quem já dormia/
será que dessa moda/
Noel já sabia?”.


No dormitório Chocolate, ainda sonolentos, os anões Bardos escorregam de suas camas e correm em direção a Maximizada Janela Rotacional.

– Confete não cantou o lado que vem o tal espiral. – Diz Selanofix, erguendo sua ceroula listrada até os joelhos.

– Vamos dar uma panorâmica. – Decide o Eterno Aprendiz Sardentinho.

O teto ergue-se por quinze metros e a sala alarga-se por mais quinze e começa a girar lentamente. Na metade da primeira volta os anões Bardos observam a escuridão da noite. Neste tempo, adentram a sala os duendes de Raiz, ouriçados com a perturbação do dormitório subterrâneo.


– Calem-se, verrugas. Olhem para aquilo. – Impera a anã Cenoura.

Ao completar a rotação, presenciam de frente o tornado.

– Aquilo é uma força da natureza. – Observa Minarete, o duende místico.

De volta à torre Pai Natal, anão Confete aumenta o foco de seu binóculo e pressiona novamente o painel.

“Quero avisar/
Há esta hora/
Melhor acordar/
Aquela coisa tem braços e pernas/
Como pôde nos encontrar?”.


Na Maximizada Janela Rotacional, agora lotada, as famílias discutem.

– Está no limite de entrada.

– Confete tem razão. Um intruso.

– Pode estar perdido.

– Ele é grande. Não parece humano.

– Avisem Noel.

Mantú cessa o avanço. Em frente da passagem principal, fecha os olhos e inspira. Do punho direito cresce um chifre espiralado e pontiagudo. Dois braços de neve imediatamente abraçam o extraterrestre. Um extremo frio congela sua pele lisa e prateada. Mantú liquefaz o corpo e entra por inteiro no grande boneco de neve que o ataca. A bola de neve, com ameixas secas no lugar dos olhos e um ramo de cipreste fazendo às vezes de nariz, salpica neve numa tremedeira involuntária. Ressurge o caçador, banhado de água.
O intruso crava o chifre na porta principal que cintila intensamente junto à energia do espiral de osso. A estrutura vai ao chão com um estalo seco, partida ao meio. No Quarto Magno, Papai Noel termina de colar a última placa de madeira no vagão em forma de gôndola de sua miniatura ferroviária. Ele suspira e retira os pequeninos óculos dourados. Na borda da janela embaçada, uma miniatura de boneco de neve derrete em velocidade.

– Quanta maldade! Não é homem, não é mulher. Não é animal. É o mal, é o mal.

Maximizada Janela Rotacional

– Pelos meus minérios! – Exclama o duende Caracoles. – A criatura extinguiu Bruno Floco de Ameixa.

– E invadiu nosso lar! Armem as defesas.

– Não esperava enfrentar inimigos desde os trigêmeos Mathiesen. – Sussurra Honorário Elias, o vovô pigmeu.

Anões. Centenas de anões. Todos correm de um lado ao outro nos grandes corredores do complexo. Num dos galpões, Esmir, o gigante, puxa com esforço a alavanca “Pão de Mel”. Todas as paredes de aço estremecem e o chão de carpete felpudo ondula com vida própria.


– Começou?

– Acione a esteira do galpão Estrela.

– Os brinquedos estão a salvo!

– Bom trabalho, Esmir.

– Debalexa! Organize os menores e leve-os para as Nozes de Marzipan.

– Confete! Acione a oitava faixa do Vesúvio.

A sinfonia de violino intercala gemidos com trovoadas. A luz do complexo em meio tom.

– Sinistro! Há! Boa peça pregará. Boa peça.

– Silêncio Borma. Agora o temos encurralado.

– Temos, é? 
A descida da alavanca “Pão de Mel” muda a estrutura da fabrica. A música horripilante, o chão que ondula e o labirinto de corredores. Tudo feito para proteger os três corações: Sala de Brinquedos, Sala de Cartas, Casa de Sonhos.

– A coisa vem pela espinha principal. Fiquem atentos!

Mantú anda rápido. A ilusão causada pelo movimento do chão não o perturba. Ele ergue a cabeça ao ouvir uma voz de barítono ecoar pelo corredor, vinda com um vento quente.

“Vá embora. Vá embora.”

E o vento quente aumenta a vazão. O caçador rasga como papel a parede à sua direita, com o poderoso chifre.


Sala de Brinquedos


Imóvel por um longo tempo, Mantú observa o setor onde acabara de entrar. As paredes verdes e aveludadas cospem sem parar muitos brinquedos, dos mais variados, em tamanhos e cores diferentes. Ao tocarem o chão, púrpuro e arenoso, as formas se evanescem por completo. Muito acima, o teto dá luz a um dragão verde e reluzente, que ao contrario da infinidade de brinquedos, não desaparece quando chega à altura de Mantú. Ele envolve o corpo esguio do invasor, soltando vapor em sua face. Mantú firma um dos pés na coxa do monstro e impulsiona o corpo pelas suas costas, riscando a carapaça da criatura com o chifre.
A asa esquerda do dragão atinge o ombro esquerdo de Mantú, e este cai de joelhos. O chifre cintila e é cravado na cauda da fera. Das escamas verdes surge um gladiador com o dorso nu e um elmo negro. As asas recrudescem e em seu lugar brotam braços fortes, manejando uma espada e um machado, respectivamente. Mantú enrola-se na capa e vai de encontro à aparição guerreira. O machado trisca o ventre do alvo e a espada trisca o chifre brilhante.

O gladiador chuta o peito de Mantú e retoma a posição ofensiva, bradando a espada de um lado ao outro. Ele arremessa o machado e salta. Mantú rodopia para trás e crava sua arma na nuca do brutamonte. O sangue espirrado toma forma no ar e se agrupa como um cachorro de três cabeças. A pelagem, os dentes e os olhos; o vermelho predomina intensamente. O Cérbero abocanha com três mandíbulas o dorso do caçador. Ele liquidifica o corpo e se emaranha nos pêlos do selvagem animal, que é absorvido por completo e cuspido como uma bola disforme. Mantú retoma seu corpo trincado.

Blocos grandes e coloridos despencam do teto. Caem aumentando a velocidade e suas configurações complexas. Mantú galga os blocos com destreza até a abertura, mas sua perna esquerda não escapa de uma peça dobrada e fica presa entre as figuras. Resvalando no estranho teto, ele retorce o corpo ao sentir labaredas descendo ao seu lado. O fogo fulgura do pescoço incompleto de um quadrúpede branco que desce pela abertura. A mula lustrosa emite um relincho abafado do peito e a ventosa de fogo arde com intensidade. Em seu lombo há um samurai com a cabeça de uma raposa, manejando quatro adagas. Mantú usa o chifre, que rutila inda mais forte que anteriormente e causa uma explosão que o leva para um patamar acima, perpassando a estranha sala e deixando para trás e em pedaços, todas as ameaças.

Sala de Cartas

O antropomorfo usa os sulcos do trançado de sua arma mágica e cura a pele aberta da perna esquerda. Recomposto, ele afunda os dedos na coluna de cera do escuro ambiente onde acabara de se refugiar. Um tacho de fogo é aceso no topo da coluna. Brilha a vela corpulenta que clareia uma esfera bem definida em seu contorno. 

“Oi papai Noel eu tenho oito anos minha mãe pediu pra eu escrever para o senhor. Eu tinha um boneco do vovô me deu, ele fez com o galho da arvore de jabuticaba. E eu perdi ele. Se o senhor puder achar eu queria mostrar pra mamãe. Eu não queria perder o boneco que o vovô deu. O vovô já foi para o céu. Eu sempre me comporto o ano todo, ai nesse ano papai Noel o senhor pode mandar o boneco junto com o carrinho de ferro que o Pedro da escola ganhou do tio dele eu quero um pra brincar junto e com o boneco também. Ta bom? Obrigado papai Noel .
Feliz Natal.
Lucas “

“ Este ano eu vou acordar no natal e ver você papai Noel. Daí não fica com medo por que vai ser eu. E eu quero uma arma igual a que minha mãe mexe no quarto dela. Daí meu pai disse que os vermes do vizinho que fala engraçado não vai nunca atrás de mim. Beijo papai Noel .
Alécio
12, novembro 1972”

“ Pai Natal , boa noite para o senhor. Sei que mora muito longe e é muito frio e eu não quero te aborrecer. Minha irmã ta com muito frio também. A mamãe colocou ela numa caixa. Você pode dar uma coberta pra ela e eu quero uma boneca.
De Ana.”

“São Nicolau, traz tua luz generosa nesta passagem tão bela. Que o amor espalhe sua benção por toda a eternidade. Amém.

Cristina P. Gaudério

1898"


Papai Noel termina de ler a última carta e a joga na imensa pilha ao seu lado. Sua aparência é de um adolescente de cabelos castanhos despenteados. Os olhos estão mareados por conta da difícil leitura das letras miúdas. Ele levanta de cima de um monte desorganizado de envelopes e escorrega para baixo.
A voz de Mantú enlaça a obscura sala:

– Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo. ¹

A voz de Papai Noel responde em tom maior e apaziguador:

– Em uma vasilha, faça uma bola rasa com cem gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água. Deixe descansar por quinze minutos. Após o descanso, adicione frutas secas e as uvas e faça uma massa bem macia. Deixe descansar uma vez mais, coberta por um pano. Após este descanso, faça bolas cheias e fofas, coloque em formas e deixe descansar novamente até quase atingir o dobro do tamanho. Após tudo pronto, pegue uma lâmina, faça os cortes em formato de cruz em cima de cada panetone, puxe as abinhas para fora e coloque por cima uma colherinha de manteiga sem sal. Leve para assar em uma forma de papel. Reparta com os amigos. Pois é de amigos que tudo se trata.

Mantú passa os dedos afiados sobre o queixo pontiagudo, ressabiado com o assunto.

– O tumulto é a linguagem daqueles que ninguém entende. Se a história ensina alguma coisa, é que o mal é difícil de vencer, tem uma resistência fanática e jamais cede por vontade própria. ²

Noel altera sua forma humana, de um jovem esbelto, o corpo assume feições de um adulto corpulento; de rosto corado, os olhos verdes e fulgurantes a fitarem com grande luz o impiedoso invasor.


– Misture leite condensado e leite de vaca. Bata na tigela, com um garfo, os ovos de galinha selvagem. Esquente uma panela de ferro cheia com óleo, mas não deixe ficar tão quente. Passe as fatias de pão amanhecido na mistura de leite e depois nos ovos batidos. Frite até dourar de ambos os lados. Passe no açúcar com canela. Agradeça seus pais por tudo que você é e coma com a gula livre de remorsos.

O caçador extraterrestre se atraca a coluna de cera da vela gigante e a derruba em direção as cartas.

– Eu acredito em tudo, até que seja contestado. Assim, eu acredito nas fadas, nos mitos e em dragões. Tudo existe, mesmo se estiver só em sua mente. Quem é que poderá dizer que os sonhos e os pesadelos não são tão reais quanto o aqui e o agora? ³

Papai Noel sopra a ponta em chamas da vela antes dela cair por sobre os papéis amarelados.

– Tempere um gordo Peru com todos os temperos que tiver em seu jardim. Deixe-o, já de véspera, enterrado na neve, de molho nos temperos, virando-o a cada quatro horas. No dia seguinte, prepare o recheio com castanhas portuguesas cozidas, uvas passas, manteiga, farinha, miúdos e recheie o peru. Com cuidado para não encher demais o papo, costurando as cavidades. Prenda as pernas do peru uma na outra, decorando com papel recortado, preso com uma linha. Besunte-o todo com manteiga e o ponha na assadeira, de papo para cima. Cubra todo o peito com fatias de bacon divino. Regue com vinho branco italiano. Cubra com um papel alumínio e leve a assar em forno de lenha. Após uma hora e meia, descubra-o, regue com o caldo da assadeira e volte ao forno ainda coberto. Uma hora depois, descubra-o e deixe até que tome um tom dourado escuro, regando, a cada quinze minutos, com o caldo da assadeira.

Papai Noel retira uma pequena trouxa com Pó Saltitante e a arremessa no chão. Suas botas brilhantes sapateiam e toda a grande barriga de Noel chacoalha de encontro a Mantú. Os dois rolam pelo chão com o impacto. Noel espreme o caçador contra o chão. O corpo cinza derrete no solo de cartas e desaparece. Uma passagem em arco, feita de paçoca, abre-se e do recinto reluz um jogo de cores embaralhadas. As renas gigantes avançam em marcha e são interrompidas pela voz de seu amigo:

– Afastem-se. Está dentro de mim.

Toda a família natalina se reúne na Casa de Sonhos.

– Venha pra cá, Nicolas. – Grita Jenipapo, o duende da Folha.

Casa de Sonhos

Papai Noel retira outra trouxa da cinta e salpica Pirlinpinpin pelo corpo. Sua fisionomia muda diversas vezes. Ora Noel, ora Mantú, ora duende, ora anão. Numa luta solitária de feições retorcidas, ele flutua até a Casa de Sonhos.

– Tranquem a porta! Isso acaba aqui! – Exclama Selanofix, afastando os presentes em um grande circulo.

O chifre no punho de Mantú rasga o peito de Noel e o corpo parasita cambaleia para fora. Papai Noel emana uma luz branca de todo o corpo, recompondo-se por inteiro. Sua mão firme agarra o chifre em espiral.

– Teu pensamento revela o extremo da abominação.

Mantú urra de dor enquanto o chifre vibra com um ruído de pistão vindo de dentro do seu corpo extraterrestre. O punho é destroçado com o nascimento de um crânio comprido. O antebraço é partido ao meio e o corte sobe até o ombro. A forma presa ao chifre revela uma cabeça de cor rosa e olhos de um azul profundo. O sangue negro do caçador jorra sobre Noel. Renasce o unicórnio, abrindo Mantú ao meio.
– Bem vindo à vida. Uma vez mais, magnífico Vurukatte.

Como uma harpa mágica, o unicórnio relincha, inclinando-se em reverência ao Papai Noel.

– Nicolas, encontraram uma nave. – Desabafa Debalexa, esbaforida.

Anões, duendes e gigantes circundam o corpo destroçado de Mantú.

– Chegamos à véspera de Natal, família querida. Empacotem a carcaça da criatura e carreguem meu trenó. Quando eu retornar, exploraremos a nave. Refaçam Bruno Floco de Ameixa e desliguem as armadilhas do castelo. O pior passou. Não me esperem para a ceia. Vou jantar com o Patinha de neve.

Papai Noel retoma sua forma de criança e sai correndo pelos corredores, desejando Feliz Natal a todos que lá se encontram.

¹ Mahatma Gandhi ² Martin Luther King
³ John Lennon

quarta-feira, novembro 28, 2012

Policiais plantando Maconha

Tratamento Revolucionário para Criminosos, cria cena inusitada no interior do Brasil.

Após um ano do fechamento do "Caso das Ervas" no Brasil, o pais começa a usufruir de vários benefícios, causados pela legalização da maconha e de diversas outras plantas que eram consideradas prejudiciais à sociedade. As pesquisas científicas já surtiram efeitos, além de mudanças sociais: a ocorrência de crimes violentos reduziu em mais de 50%. "A relação é direta,  pessoas sobre o efeito da cannabis ficam muito mais calmas e relaxadas, menos propensas a reações agressivas, e isso tem afetado profundamente os antigos quadros de criminalidade do país" diz o Dr. Eder Valadares, psicologo e um dos maiores responsáveis pela conscientização da possibilidade do uso benéfico das drogas nos últimos anos. 

Policial Matheus Henrique está muito
feliz com a sua nova função
.
Mesmo com enorme redução de crimes violentos, o governo ainda busca reduzir mais. Usufruindo da nova Lei que permite o plantio livre da maconha, sete estados brasileiros adotaram uma inusitada modificação em seu sistema prisional: dar maconha para os prisioneiros. O processo nada mais  é que uma tentativa de amenizar a pena dos criminosos e cortar gastos com os presídios. O prisioneiro, se for acusado de um crime violento, passa por um exame psicológico, e se adequar-se ao que está sendo chamado de "Quadro de Agressividade Reversível" ele recebe liberdade condicional, desde de que ele se disponha a consumir uma quantia específica de cannabis por dia. Desta forma é garantido que ele não venha a cometer crimes novamente. Cerca de 15% dos presos já estão inscritos nesse processo de condicional, mas a previsão é que chegue a 30% até o final do ano que vem.

E de onde vem toda essa cannabis? Do local mais improvável e inusitado: dos próprios policiais. Com a diminuição dos crimes, a necessidade de policiais nas ruas foi amenizada. O governo então usou os mesmos policias para uma "operação" no minimo irônica: plantar maconha."Muitos policiais estavam sendo dispensados de seu serviço e até mandados embora, por simples falta do que fazer.Graças a isso muitos dos nossos policiais voltaram à ativa." afirma a Tenente Maria.

O trabalho, que agora é inverso de antes, não parece incomodar os policiais. Aparentemente eles preferem muito mais a vida tranquila do plantio do que a perigosa vida nas ruas. " Eu sempre fui a favor da legalização como forma de amenizar a criminalidade, mas nunca pensei que eu faria parte desse processo tão diretamente" diz  o Policial Matheus Henrique, cujo pai era usuário de maconha quando ainda era proibido. Mas o trabalho nas plantações não reduzem as obrigações de seu posto, muito pelo contrário, apenas adiciona mais uma função ao corpo policial. "Em caso de qualquer emergência, ou situação de conflito, a preferencia é o mantimento da ordem." avisa.

Apesar do sucesso do novo processo, os cristãos radicais não tem sido favoráveis á isso. O Pastor L.S. Donato falou em seu programa que "a erva maldita é um artifício do demônio chamado Diá, para controlar suas mentes.Os prisioneiros que creem em G-Ová deveriam recusar o tratamento". Aparentemente isso pode ter alguma relação com o fato de que a maioria dos presos por crimes violentos são cristãos radicais. A Igreja de Nosso Senhor Jah Rastafari não se pronunciou oficialmente sobre isso, que aparenta ser uma ofensa direta.



Trecho de Jornal Enviado do Futuro

 por Doutor Ontem em Furquim, Minas Gerais no dia 10 de maio de 2015 

para Jônatas Santos em Ouro Preto, Minas Gerais no dia  28 de Novembro de 2012.

quinta-feira, novembro 01, 2012

Disque vigarista

Hello, stranger. DIAL #545454# (hashfivefourfivefourfivefourhash)

Select : English 01/ Portuguese 02 / Balrog Punch 03


02*

Hoje, em sua rota, aquele décimo sexto carro branco à frente é o que impede o fluxo. Pondere sobre o beneficio de perder 3 minu
tos em caminhada até o dito veiculo e acertar a fuça do ditongo que o dirige.

Troque o rádio para AM, volte para FM, novamente para AM e por fim permaneça na FM.

*UNLOCK*

"It can cut you like a knife, if the gift becomes the fire
On a wire between will and what will be

She's a maniac, maniac on the floor
And she's dancing like she's never danced before
She's a maniac, maniac on the floor
And she's dancing like she's never danced before"


Bata os pulsos no volante, chacoalhe a cabeça, acelere, freie, acelere, freie, acelere freie. YEAH!

Devido ao sucesso, esta ligação não será cobrada... zórg zórg zórg

tutututututututututututututututututu

Disque Éris
zero ao contrário, oito oitos, oito setes, oito

quarta-feira, outubro 24, 2012

Sobre o Certo & O Errado

SOBRE O CERTO E O ERRADO - Mortinta Knobina, Sacerdotisa da Cabala Erísiana dos Treze Portais de Oz

Daleth se aproximou com uma cara muito esquisita quando Aleph indagou qual o problema que lhe afligia. Rapidamente Daleth começou a vomitar um emaranhado de problemas. Aleph, por educação ou atenção, ficou ouvindo, as vezes tentando esconder o riso e torcendo para Daleth não perceber. 


“Compreende? Parece que tudo que eu faço está errado - disse Daleth

 com aquela expressão triste.
“E qual é o problema em estar errado? – perguntou Aleph com um sorriso malicioso nascendo no rosto.
“Como assim, Aleph? Errar implica em Erro. E Errar é algo que devemos evitar para que possamos levar uma vida em harmonia.
“Eu conheço muitas pessoas que fizeram coisas Certas pelos motivos Errados. Ou melhor, fazendo coisas Erradas, no fundo, acabam tornando as coisas muito mais Certas de como elas estão no momento.

“O que vc fumou Aleph? Está falando coisas sem sentido.”
“Vem comigo – disse Aleph com um sorriso misterioso mesclado com um tico-tico de fubá”
Aleph e Daleth pegaram um ônibus qualquer e desceram em um lugar que não nos diz respeito no dado momento. Aleph seguiu caminhando junto com Daleth, ambos quietos, até encontrarem uma avenida muito movimentada. Aleph se aproximou da primeira pessoa e comentou:
“Nossa, como o tempo está horrível hoje, não é?” – O sol brilhava forte em um lindo céu sem nuvens. O transeunte apenas ficou olhando para Aleph com uma cara de “o.O” o que esse cara usou?

Aleph continuou sua aventura e de repente ouve alguém gritando: EU VENHO DO PLANETA ÉRIS – EU NÃO SOU DAQUI – era o mendigo local, famoso Astronauta do Lixão que fazia sua palestra diária na praça municipal regrado de muita pinga e vinhos sacrossantos. Aleph se aproximou e trouxe Daleth a força, apesar de sua clara relutância. Daleth não via os mendigos com bons olhos.

EU VENHO DE LÁ TAMBÉM – disse Aleph - MARIPOSA, ALFAIATE, AZUL CERÚLIO E LAMPIÃO

O Mendigo por um segundo o encarou como se não soubesse do que Aleph estava falando e logo em seguida caiu em uma gargalhada. Aceita uma pinga? – Aleph bebericou imediatamente e passou a garrafa para Daleth, que nem sequer a tocou, e o olhou com olhar de nojo.
-Aleph... eu sei que você sempre foi meio pirado... mas agora você está saindo dos limites...
-Daleth. Aprenda a Estar Errado
-Como assim Aleph, para beber pinga com os mendigos?
-Não, seu bobo. Pra aprender que estar errado também está certo.

Daleth não compreendia o que Aleph estava querendo dizer, então Aleph começou a fazer a coisa mais louca que Daleth já havia visto:
Aleph olhava para o céu sem nuvens e exclamava que possivelmente viria chuva. Começou a fingir que estava tremendo reclamando que estava muito frio para os padrões de seu planeta natal, Mercúrio. Começou a plantar bananeira insistindo que o Céu era para baixo e a Terra era para cima. Afirmou que a Carminha era a maior santa das novelas da globo. Afirmou que a TV Cultura era um canal muito pobre em cultura. Comentou sobre como era exemplar a atitude dos políticos brasileiros. Anunciou que a Presidenta Dilma não é humana, mas sim um Beta Gray de Zeta Reticuli disfarçado de humano.

Daleth não estava entendendo coisa nenhuma e o mendigo estava cagando de tanto rir. Até que Aleph parou e olhou para Daleth com um sorriso e disse: Não estou certo?
Daleth respondeu: Não. Está errado. – Não entendi o que quer dizer.
-Que você não precisa estar certo o tempo todo. E que estar errado está tudo bem. Na verdade, você deveria passar o dia inteiro comigo fazendo tudo errado, para amanha quando não fizer algo certo, saber que está tudo certo.
-E pra que vou querer fazer tudo errado hoje se posso tentar fazer tudo certo?
-Pra amanha você não vir reclamar que fez algo errado quando tentava fazer tudo certo.

Os dois passaram o dia inteiro fazendo tudo pelo contrário e Daleth nunca mais ficou chateado quando estava errado sobre alguma coisa.

E AO OUVIR TODA ESTA CONVERSA, ALGUÉM FOI ILUMINADO

sexta-feira, outubro 19, 2012

Consciência Ùltima

Reinaldo Ribeiro
O termo "consciência convencional" diz respeito a exatamente o quê? Há uma consciência última em oposição a ela? O que as diferenciaria? Alan Wallace quando esteve no Brasil falou em três: consciência grosseira, consciência sutil e consciência última.A consciência grosseira é a nossa identificação com os sentidos físicos e os pensamentos e emoções. É ela que produz, na sua confusão, a noção de um "eu". Ela possui uma continuidade extremamente restrita.A consciência sutil são os padrões cármicos arraigados que produzem consciências grosseiras vida após vida. Sua continuidade é maior, mas não ilimitada.A consciência última é o aspecto luminoso da vacuidade. Quando se diz "vazio é forma" está se referindo a isso, ou também quando se diz que o dharmakaya é prenhe de todas as possibilidades.A disputa entre as escolas se resume em quatro posições:1) Visto que é possível transformar esta terceira consciência num objeto e reificá-lo, algumas formas de budismo se apegam ao antídoto e produzem uma negação quanto a esse conceito.2) De uma forma um pouco mais sofisticada, algumas tradições afirmam coisas tais como "natureza de buda", etc. Isso equivale a praticar de forma não-causal e abandonar a noção de um resultado, já que o resultado está presente desde o "princípio sem princípio".3) A posição de Nagarjuna como interpretada por Chandrakirti, porém, não cai em nenhum extremo de afirmação ou negação, e apenas revela esta natureza através de "domar tudo a ser domado", mostrando o equívoco na manutenção de qualquer fixação a doutrinas.4) A partir da posição de Nagarjuna, todas as diferentes doutrinas surgem como meios hábeis a serem utilizados em relação a necessidade dos seres. Assim, como não há antídoto a ser aplicado ou aperfeiçoamento a fazer, nada é desperdiçado.Encontraremos por todo lado praticantes e professores do dharma mais ou menos fixados em qualquer uma das quatro formas, seja por ação compassiva de ensinar aquilo que os seres precisam e não o que ainda não são capazes de entender, seja porque eles ainda mantém fixações a teorias e sustentam suas opiniões. Creio que é noção comum que o próprio Buda ensinou das quatro formas simultaneamente, mas como não somos oniscientes, em geral surge um carma de preferência e a necessidade de defender idéias desse ou daquele tipo e aplicar antídotos.
...Nesse âmbito, tudo soa nonsense. Quando nos referimos a "mente", estamos falando dela como um objeto, mas a mente "última" é a fonte de sujeito e objeto, ou ainda, a coemergência de sujeito e objeto, e em nada difere da própria vacuidade.Porém, até mesmo "vacuidade" pode se tornar um ponto de fixação. Algumas professores até mesmo dizem que um sutra como o Prajnaparamita ainda revela uma leve tendência niilista, apesar do "vazio é forma, forma é vazio". Eu discordo deles, porém a questão da luminosidade do vazio só vai ficar realmente clara em textos tais como o Uttaratantra de Maitreya. De uma forma mais simples, se pode dizer apenas que todos os conceitos são meios hábeis, e não pode haver um conceito cujo sentido em si seja o entendimento ou realização daquilo que nos interessa, o dharma. Quer dizer, o vajrayana brinca com isso através do próprio termo "vajra" — mas isso é um meio hábil que algumas pessoas de bom mérito podem usufruir, não é meu caso. Em certo sentido, vajra, mente última, vacuidade, natureza de buda, perfeição da sabedoria, grande perfeição, nirvana, dharmakaya, etc — embora não sejam a mesma coisa, referem-se a mesma coisa, a qual não pode ser perfeitamente adequada a qualquer conceito. E é claro, se quisermos ir mais longe, em outras tradições religiosas, por exemplo, com certeza encontramos muito mais palavras. É muito importante que não achemos que prática espiritual é ficar descobrindo novas palavras e novas conexões entre as palavras. Descobrir que Fulano é outro nome para Beltrano não diz nada a respeito de conhecer a pessoa, chamemos ela de Fulano ou Beltrano. Há uma natureza última da consciência a ser conhecida e/ou realizada ou uma consciência última?As duas perspectivas existem, as duas não são definitivas, a segunda é mais sofisticada que a primeira. A prática pode ocorrer de forma causal, em que buscamos algo, ou de forma não-causal, em que usufruimos de algo. A prática causal é feita com grande esforço, e leva um longo tempo. Em termos não-causais, ela pode ser sem esforço ou com esforço. A prática sem esforço é melhor, para aqueles que são capazes dela. Para pessoas como eu, porém, isso são só palavras a que eu me apego. Porém cabe sempre lembrar que enquanto houver a noção de que algo esteja acontecendo, sendo descoberto, realizado, ou que nos dê qualquer espécie de conforto ou segurança, devemos perceber que isso é apenas um sonho, e assim não nos vincularmos a nenhuma espécie de fenômeno particular. As teorias filosóficas, o chocolate e o sexo estão nessa categoria.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Compilações de um A

Era um instante antes da tempestade e joguei uma moeda dentro do trovão. O trovão provou e sentiu que era bom. O trovão multiplicou a moeda. A tempestade provou e sentiu que era bom. Então a tempestade caiu com uma miríade de moedas. As pessoas tombaram com as moedas fincadas pelo corpo.
Tombaram felizes e ricas.
"Mentira!" disse uma grande, gorda e cinza Cumulonimbus - "Agradeça a industria do alimento" .
Saí de casa para comprar miojo, apenas.
No meio do caminho perdi as malditas moedas. Anarquizei a mente, pois a desordem é a mentira do otimismo. E como brilha o otimismo quando está correto!

Como visto em: Turmei // Compilações de um A -1998 - Editora Cipó

terça-feira, outubro 09, 2012

Moleira do ABC


A B
.


Parece metal retorcido que escorre pelas veias, que me impede de passar.

 C D E F
Essa força magnífica flui com fel pelo caminho.

GHI
Este alfabeto estúpido, entupido, que me impede de passar,

JKLMN
me impede de passar, me... passar...

OPQ
A substância misturada preenchia as mentes;
delírio vai, perturbação e confusão.

RSTUV
O ar viciado esmagavas, esmagavas,
esmagavas, esmagavas, esmagavas.
WX.O alfabeto estúpido, entupido, que me impede de passar, me impede de passar. Me impe|
.


YZ

observação malkaviana

só tem doido, de uma forma ou de outra.