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sábado, julho 04, 2020

Maria-sabonete, lembranças de banho


Hoje mais cedo lembrei-me de algo bizarro demais para ser simplesmente enterrado e pisoteado pelo tempo. Lá estava eu tomando um belíssimo banho, aquecendo meu corpo e refletindo sobre a vida quando uma memória intrusiva se fez presente. Ela era deveras estranha, tanto quanto meio metro de humana entranha. As fichas caíram aos montes depois de fazer uma viagem temporal: yo precisaba escribir sobre esto. Siga leyendo para más. 
    O ano era 2008, lembro-me bem desse período longínquo. Lá estava eu e Kethlyn (uma garota da minha turma do colégio, na época) sentadas em frente à sala de panificação. Ela tinha uma lenda nova para contar e eu, é claro, estava animada para ouvir -um verdadeiro prelúdio à /x/ fag que essa Lucretia que vos fala tornar-se-ia. Naquela época amava os contos urbanos estúpidos que, sem dúvidas, deixariam em pé os cabelos de qualquer criança daqueles idos. Eu queria saber da nova lenda o quanto antes, roía-me em ansiedade infantil. Não tardou muito e a garota soltou que a lenda seria sobre uma tal Maria-Sabonete.
    Sim! Maria-Sabonete, no mesmo estilo que Maria Sangrenta, Hanako-san e Loira do Banheiro! O nome chamava a atenção, definitivamente. Sabonete? Sabonete! A mente so conseguia pensar em barras e barras de Lux oleosas e nojentas de cheiro e de gosto. Vamos, Kethlyn! Conte logo! 

    E logo ela contou.
Essa tal Maria-Sabonete era tão absurda quanto seu nome: se Loira do Banheiro veio de um enterro mal feito (ou seja lá o que for), essa assombração tinha uma história incomparavelmente mais surreal. Surreal o suficiente para não retornar resultado algum em buscas do Google. Se eu fosse ela, sinceramente, processaria quem me inventou. 

    Maria-Sabonete era uma garota comum, sabe? Uma menina, nada mais! Entretanto, seu pai era uma pessoa má (ou malvada!!) e decidiu assassina-la. Enquanto tomava banho, o homem invadiu o banheiro e fez a garota comer uma barra de sabão. Sim, isso mesmo. Maria-sabonete ingeriu uma barra de sabão de banho e, como em todas as lendas urbanas, ela morreu. Isso mesmo! A guria morreu afogada em um sabonete que acabou ficando travado em sua garganta.

    E não, não acabou! Tem mais.
    Maria-sabonete busca se vingar de seu pai saboneteiro. Quando menos esperar, ela estará a tomar banho contigo e fará você se afogar em um sabonete em barra.

Tome cuidado. Ela estará lá e vós morrereis como vieste ao mundo: peladão. 

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